Autor: Coluna Nutrição e Saúde

  • Hipertensão, fatores de risco e prevenção

    A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição clínica
    multifatorial caracterizada por níveis elevados e sustentados
    de pressão arterial (PA). Associa-se frequentemente a alterações funcionais e/ou estruturais dos órgãos alvo (coração,
    encéfalo, rins e vasos sanguíneos) e a alterações metabólicas, com consequente aumento do risco de eventos cardiovasculares fatais e não fatais (Diretriz brasileira de hipertensão). Cerca de 4 em cada 10 adultos com mais de 25 anos de idade tem hipertensão, e em muitos países 1 em cada 5 pessoas tem pré-hipertensão. A HAS é uma das doenças que mais leva a óbito em todo o mundo.

    Principais fatores de risco para hipertensão

    – Idade; 40-65 anos.

    – Gênero e etnia; observa-se uma taxa mais elevada nos homens até os 50 anos, invertendo-se a partir da 5a década e mais prevalente em população não branca.

    – Excesso de peso e obesidade; O excesso de peso se associa com maior prevalência de HAS desde idades jovens, principalmente a obesidade visceral (abdominal), sendo assim é fundamental manter o peso.

    – Ingestão de sal em excesso: O sal é a principal fonte de sódio, sendo o sódio em excesso um dos principais contribuintes no desenvolvimento da HAS. O brasileiro consome o dobro de sal recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em torno de 11-12 gramas de sal, sendo o recomendado 5 gramas de sal por dia, que equivale 2 gramas de sódio. Ler os rótulos é fundamental, pois o sódio esta presente em todos os alimentos industrializados e ultra processados.

    – Sedentarismo; Atividade física reduz a incidência de HAS, mesmo em indivíduos pré-hipertensos, bem como a mortalidade e o risco de Doença Cardiovascular (DCV).

    Prevenção

    O melhor caminho para evitar a HAS, sendo fundamental começar desde a infância, construir  hábitos saudáveis e mudança no estilo de vida: evitar ao máximo os alimentos refinados, prefira sempre os naturais e menos processados possível, uma dica é, “Descasque mais e Desembale menos”, realizar atividade física semanalmente com indicação médica e acompanhamento de um educador físico, não ingerir álcool, não fumar e ser feliz.

    Para melhor saúde cardiovascular alguns alimentos se destacam;- Abacate, peixes magros, castanhas, azeite de oliva extra virgem, uvas roxas, laticínios magros, frutas vermelhas e goiaba vermelha, cacau em pó, grãos integrais e sementes, temperos naturais além de frutas e hortaliças frescas.

    Referências

    Sociedade Brasileira de Cardiologia. V Diretrizes Brasileiras de Hipertensão. Arq Bras Cardiol 2006 Fev: 1–48.

    Organização Mundial da Saúde (OMS)

    
    
  • Emagrecimento, qual a melhor estratégia?

    Será que existe alguma mágica? Claro que não, na realidade a melhor estratégia é aquela que não irá gerar prejuízos para a saúde, e tudo deve estar em pleno acordo com o nutricionista e o paciente. No processo de emagrecimento é fundamental trabalhar o comportamento alimentar antes de iniciar qualquer conduta, pois nada adianta o cardápio prescrito pelo nutricionista se não houver mudança do pensamento em relação aos alimentos e objetivos. Ter consciência na hora de fazer escolhas é fundamental, uma coisa é não poder comer determinados alimentos, outra coisa é comer com consciência, sem exageros. É possível criar hábitos saudáveis sem gerar sofrimentos, o corpo alcança tudo que a mente acredita, isso é fato, por isso que digo, primeiro é preciso trabalhar a mente, e posteriormente a conduta alimentar.

    Para ter bons resultados no emagrecimento procure sempre um nutricionista para te orientar, não faça dietas sem orientação adequada.

    Ediléia P. S Eccard – Nutricionista