Espetáculo infantil do Grupo Código será apresentado com tradução em Libras nas cidades de Paracambi, São João de Meriti e Japeri
Fotos Patrick Lima
Com direção de Marcos Camelo e dramaturgia de Juliana França, o espetáculo Até (a)onde vão suas raízes? convida os espectadores a embarcarem em um enredo que fala principalmente sobre a importância do povo preto encontrar sua identidade, e como os guias podem ajudar nessa pesquisa.
A busca pelas memórias de seus antepassados é o motor que movimenta a pequena Àìyà. A menina conta com a ajuda do mensageiro, o responsável pela comunicação entre o Orum e o Aye. O senhor do tempo: Exu. Exu é o seu guia nessa jornada. Exu confunde, anuveia, indica o caminho, prega peça, faz mágica, chora e ri junto com Àìyà. Nessa jornada através do tempo, a história é o pano de fundo. Do Brasil ao continente africano, Àìyà procura saber até onde suas raízes alcançam.
O espetáculo terá apresentações gratuitas com intérprete de Libras nas seguintes datas e locais: segunda-feira (19), às 16h, na Casa Uivo, em Paracambi; terça-feira (20), às 16h, na Casa da Cultura da Baixada, em São João de Meriti; e quarta-feira (21), às 15h30 e às 17h30, no Espaço Cultural Código, em Japeri. O elenco da peça é composto por Átila Bee, Carol França e Nil Mendonça.
Até (a)onde vão suas raízes? foi selecionada pelo edital Retomada Cultural RJ 2, da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro. Informações: instagram.com/grupocodigo.
SOBRE O GRUPO CÓDIGO
O Grupo Código é uma associação cultural sem fins lucrativos fundada em 2005 por jovens artistas e sediada na cidade de Japeri, na Baixada Fluminense. Seu trabalho é pautado por três eixos: companhia artística profissional, espaço cultural e oficinas de teatro para a comunidade. O Código é fruto do projeto Tempo Livre, do Sesc Rio, em parceria com o Grupo Nós do Morro. Além de artistas, os integrantes do grupo também tem seu histórico ligado à área da educação.
FICHA TÉCNICA:
Direção: Marcos Camelo
Dramaturgia: Juliana França
Interlocução artística: Tatiana Henrique
Direção musical e músicas: Adrielle Vieira
Elenco: Átila Bee, Carol França e Nil Mendonça
Vozes em off: Catarina Santos da Silva e Lenita Alves da Silva
Preparação corporal: Átila Bee
Figurino e cenografia: Higor Nery
Adereços: Sapa Orelhuda
Iluminação: Jon Thomaz
Direção de produção: Maiana Santos
Produção executiva: Felippe Vaz
Assistência de produção: Davi Silva e Junior Oliveira
Fotografia e produção audiovisual: Patrick Lima
Assessoria de imprensa: Alex Teixeira
Realização: Grupo Código
SERVIÇO:
Até (a)onde vão suas raízes?
Data: Segunda-feira (19/12)
Local: Casa Uivo (Rua Farmacêutico Dilon Salgueiro – Beco do Cristiano, 320 – Centro, Paracambi)
Horário: 16h
Data: Terça-feira (20/12)
Local: Casa da Cultura da Baixada (Rua Machado de Assis, s/n – Vilar dos Teles, São João de Meriti)
Horário: 16h
Data: Quarta-feira (21/12)
Local: Espaço Cultural Código (Rua Davi, 37 – Nova Belém, Japeri)
‼️OPA, OPA!!! Sabem o que vem por aííííí??? Isso mesmo! Mais um espetáculo que saiu das oficinas do grupo código. A turma 2 passou meses trabalhando na construção desse espetáculo maravilhoso que vocês não podem perder!
⚔️ *Dom: O Quixote das ruas.* ⚔️
📌Sinopse:
“Dom: o Quixote das Ruas” aborda o cotidiano de pessoas em situação de rua que dividem calçada, comida, medo, diversão, sonhos e a invisibilidade perante uma sociedade que está sempre com pressa. Entre eles, sobrevive Dom, um personagem que para passar o tempo começou a ler. Sua leitura era tão profunda que passou a não distinguir mais o que era fantasia e o que era realidade. O grupo tenta lidar com as aventuras de Dom, que por sua vez começou a ler Dom Quixote. Dom, fissurado em mudar o mundo que via a sua volta, decide ser o próprio Dom Quixote.
A poética da peça é atravessada por trechos de outros livros que foram lidos pelos personagens, como Vidas Secas, Dom Casmurro e O Pequeno Príncipe. É pelo universo da literatura que eles questionam pontos de vista sobre os autores e seus personagens, às vezes, fazendo relações com suas próprias vidas.
Com a chegada do fim de ano, o grupo é atravessado pela fantasia, pelas lembranças, pelo Natal, pela vida, pela morte, pela fome, pela família, pelo companheirismo e por uma sociedade que insiste em ignorar a existência dele. Classificação indicativa 12 anos.
📌Ficha técnica:
Realização: Grupo Código Produção: Filippe Vaz Assistente de Produção: Davi Silva e Lucas Santiago Dramaturgia: Bruno W. Medsta e Alunos da Oficina de Teatro (Turma II – 2022) Direção: Bruno W. Medsta Elenco: Boldrini, Dhanda, Diego Tex, Erica Rodrigues, Izabella Jully, Lucas Emanuel Castilho, Lucas Santiago, Maria Fernanda, Marisa Bel, Matheus Coelho, Peterson Gomes, Renan Gentil e Rodrigo Cardoso Iluminação: Bruno W. Medsta Operador de luz: Filippe Vaz e Bruno W. Medsta Concepção de Figurino: Bruno W. Medsta Figurino: Bruno W Medsta e Alunos da Oficina de Teatro (Turma II – 2022) Cenário: Bruno W. Medsta Concepção de Maquiagem: Bruno W. Medsta Registro fotográfico: Filippe Vaz Programação visual: Dhanda, Lucas Santiago, Boldrini, Erica Rodrigues e Lucas Emanuel Castilho
Reunião com carnavalescos de Japeri para retornar com o Carnaval na cidade. Foto: Patrick Lima
No Dia de São Jorge, em 23 de abril de 1986, às 18h, ao som dos fogos disparados pelos devotos nas ruas, nascia Jorge Ribeiro Braga Jr., no Hospital São José em Mesquita. Hoje, em Japeri, o xará do santo vem fazendo um trabalho que muitos consideram milagroso, dado o histórico de ineficiência da gestão pública na cidade. Ele é o atual Secretário de Cultura.
Em uma tarde nublada e fresca, no Centro Cultural de Engenheiro Pedreira, distrito de Japeri, Jorge conversava com os carnavalescos da cidade, na busca por resgatar a Escola de Samba Magnatas, que está parada desde 2014. Neste clima de reencontro e proposição de ideias, fui recebido para a entrevista, que se deu dentro da biblioteca, rodeados por livros, e durou aproximadamente duas horas.
Jorge é ator, produtor cultural, professor, pesquisador e um dos fundadores do Grupo Código. Desde muito jovem, ele já demonstrava aptidão artística, quando tentava reproduzir as cenas que assistia na televisão com seus familiares. Em 2003, já com seus 16 anos, finalmente foi dado o primeiro passo de sua carreira profissional como artista, quando fez um teste para uma companhia de teatro em Nilópolis. O resultado positivo surpreendeu o jovem ator, que duvidava se passaria.
Em 2005, Jorge inicia o processo que o colocaria no centro da produção cultural de Japeri. Levado pelas oficinas teatrais do Nós do Morro, no Projeto Tempo Livre do SESC, ele se juntou com artistas da região e deu início ao Grupo Código, espaço cultural que resiste há 17 anos como um local de apresentações artísticas e de formação para crianças, jovens e adultos. Foi lá que o ator conheceu Rita Diva, atriz, pedagoga e agente social da região.
Rita desde muito nova se dedicou à transformação da realidade de Japeri, com a promoção da arte, cultura e educação. Foi movida por esses ideais que ela realizou diversas ações de cunho social, como se vestir de mamãe Noel no Natal para presentear crianças pelas ruas ou, a mais recente, na articulação de doações de alimentos para pessoas em situação de vulnerabilidade durante a pandemia. Seu reconhecido trabalho a tornou Secretária de Cultura da cidade em 2021, e Jorge Braga Jr. foi convidado para ser seu Subsecretário.
Naquele mesmo ano, em 01 de abril, Rita faleceu vítima de Covid-19, deixando um legado que inspira todos os trabalhos desenvolvidos pela Secretaria de Cultura, assumida por Jorge. Um de seus maiores desejos é poder homenageá-la com a construção do Teatro Municipal Rita Diva, no bairro em que ela nasceu, Nova Belém. “Acho que é um sonho possível, que eu vou fazer de tudo para realizar”, disse o secretário com olhar esperançoso.
Nos tempos livres em que não estava na Secretaria de Cultura, Jorge se dedicou à tese do seu doutorado, que foi defendida recentemente. O tema “Redes Teatrais e o Teatro em Rede da Baixada Fluminense” reflete o seu desejo de produzir conhecimento na região, que de acordo com ele passa por um processo de invisibilização. “Eu queria estudar, entender, pesquisar e de alguma forma ter esse registro que não existia, como uma forma de produzir esse conhecimento que era negado”, afirma.
Jorge reflete sobre temas que o movem, como a construção de bases culturais que permaneçam para além da sua gestão, formas de contornar as dificuldades causadas pelo Governo Bolsonaro e também os futuros desafios com a chegada da Lei Paulo Gustavo e a Lei Aldir Blanc 2, aprovadas este ano, que destinam verbas para execução de projetos culturais. Sua história de luta pela classe artística hoje reverbera através da Secretaria de Cultura de Japeri.
Jorge Braga Jr – Secretário de Cultura do Município de Japeri – Foto: Patrick Lima.
1) Como a Baixada Fluminense perpassa suas vivências e fazer artístico?
A gente sempre parte do lugar da falta, “ah, não tem teatro, não tem isso, não tem aquilo”, o que sempre me incomodou. Ainda em 2006, quando estava concluindo a faculdade de Produção Cultural, eu fiz uma monografia sobre o Teatro no Rio de Janeiro, mas tinha um capítulo que falava sobre o teatro na Baixada, e comecei a pesquisar e vi que não tinha muita coisa sobre. Desde lá, isso de alguma forma já aparecia para mim: a preocupação de levantar esse histórico e tentar entender as políticas culturais, principalmente para o teatro. Acho que nasce muito também dessa coisa da ausência, de você não ter as referências, a minha família não tinha costume de me levar ao teatro, eu fui criando isso através desses espaços.
Ao invés de fazer um movimento de repulsa, que acho que acontece na maior parte, eu nunca deixei de fazer teatro na Baixada. Fui tomado por um sentimento de: “se não existe algo aqui ou se existe pouco, como que a gente pode transformar essa realidade? Como que a gente consegue fazer algo que tenha qualidade também?”. Se falava muito na Baixada que o que tinha era pouco e não era bom. Isso me incomodava, mas esse incômodo me gerou esse movimento, “se a gente não tem, a gente vai ter. Se a gente vai ter, a gente vai fazer bem”.
Fomos criando formas de fazer e chegando na qualidade que esperávamos. Ter hoje as nossas produções, nosso modo de fazer sendo falado, sendo estudado numa universidade pública de teatro (Unirio), que não tem na Baixada, mas saber que eles estão estudando o que a gente fez ou o que a gente faz, acho que é uma resposta de que valeu a pena ter feito esse movimento e fortalecido também outros movimentos, como a Rede Baixada em Cena.
2) Você falou da Rede Baixada em Cena e a produção de conhecimento na Baixada. De onde partiu a ideia de falar sobre redes teatrais na região e como foi o processo de pesquisa para sua tese de doutorado?
Na graduação, em 2006, eu já vi que tinha uma coisa relacionada ao teatro da Baixada e me incomodava não encontrar muitas fontes, era um processo de invisibilização mesmo. Como se não existisse, as pessoas não falavam sobre, ninguém estudava isso, a gente só tinha um texto do Ediélio Mendonça, de Caxias, mas que falava de um processo cultural mais amplo, não só de teatro.
Na pós-graduação já falei mais especificamente do trabalho do Código, justamente sobre ter esse contato com a comunidade, com o teatro comunitário, essa questão de trazer as problemáticas locais para a cena. Como falei, no início eu fazia muita coisa de reprodução de filme, de novela, que era o que a gente tinha acesso. Já com o teatro, começava a trazer as nossas questões para a cena, para serem debatidas, apresentadas e reformuladas. Na pós-graduação fiz sobre o “Des-silenciamento dos espaços populares”, como o teatro poderia ser uma ferramenta de des-silenciar os espaços, essa briga também com a grande mídia que não noticia o que acontece nesses espaços. Então, como que o teatro pode ser um veículo para isso?
Já no mestrado, eu falei sobre os Pontos de Cultura da Baixada, porque o Código foi um Ponto de Cultura. Sempre tive isso no meu radar, e pro doutorado foi um desafio de primeiro pensar o que pesquisar. A princípio eu queria ir pela história do teatro da Baixada, porque fui tendo acesso a algumas informações de que houve um movimento muito forte do teatro na década de 70 em Nova Iguaçu, sobretudo em Caxias, com muitos teatros de rua. Eu queria estudar, entender, pesquisar e de alguma forma ter esse registro que não existia, como uma forma de produzir esse conhecimento que era negado. E mais especificamente sobre as redes, porque a gente participava da Rede Baixada em Cena com o Código.
Eu tive acesso a essa forma de organização que é a rede, fui pesquisar sobre e descobri que não é uma coisa que só existe aqui, existe em outros lugares na América Latina, na Europa. Isso me instigou a entender quais são as diferenças desses conceitos de rede aqui no Brasil e lá. Eu fui me aprofundando e cheguei nessa concepção de Redes Teatrais e depois entendendo que existem outras categorias, como redes de grupos e de artistas, ou redes de espaços. Aí surgiu a tese que foi defendida este ano, tem pouco tempo.
3) Pensando naquele jovem de 16 anos que começou a pensar profissionalmente o teatro até agora, o que você avalia que mudou na Baixada?
O Código pegou um momento muito efervescente de políticas culturais, porque em 2005 tinham dois anos que o presidente Lula tinha entrado no poder, então pegamos um momento que tinha um Ministério da Cultura forte e que haviam editais. Havia um estímulo, todo um cenário que fomentava isso. Mas depois houve um momento muito ruim, que acho que ainda estamos um pouco, em nível nacional. Agora é o momento de retomada.
Com a Rede Baixada em Cena, com o sucesso desses grupos, acho que houve uma “explosão”, vamos chamar assim, de outros grupos porque perceberam que tinha continuidade. Na pesquisa eu observei que muitos grupos pararam porque não tinha continuidade de políticas públicas. As pessoas ou iam para o Rio de Janeiro ou iam para fora do país para estudar e não voltavam, ou, se voltassem, iam para o Rio também. Nesse período de 2005 para cá, os grupos ficaram mais fortes.
4) Como você avalia os impactos da política do Governo Bolsonaro na cultura?
Eu acho que houve uma caça às bruxas, de tentar acabar com o que vinha sendo construído, tanto é que o governo Bolsonaro quando assume, a primeira coisa que faz é acabar com o Ministério da Cultura e transformar em Secretaria especial vinculada ao Ministério do Turismo. E aí a gente vai perceber como era a estrutura do Ministério da Cultura antes, muito mais articulada, pensando na ação cultural, pensando na cidadania cultural.
Há esse momento, de 2016, 2018, que é o ápice, em que vão diminuindo os incentivos na cultura. Os grupos, as organizações vão sentindo esse baque também, mas acho que com a Lei Aldir Blanc, uma vitória dos deputados alinhados com a área da cultura, a gente conseguiu ver uma espécie de retomada. E agora com a Lei Paulo Gustavo a gente tem um caminho, uma perspectiva boa. Temos também política permanente com a lei Aldir Blanc 2, que vai permitir esse recurso fundo a fundo, por 5 anos. É uma Conquista da base, dos agentes culturais.
Mas em relação ao teatro da Baixada, a gente vê que há vários impactos. Em relação à linguagem vemos uma diversidade maior, uma procura por uma pesquisa única ou uma pesquisa particular de cada grupo. Víamos durante muito tempo uma reprodução dos clássicos, de filmes infantis, ou a reprodução do que dava certo no Rio, da comédia fácil. E a gente vê que o teatro da Baixada Fluminense vai se fortalecendo em quantidade e em qualidade.
Nesses editais públicos os grupos começam a ter mais espaço. Tem várias conquistas que ajudam a entender isso, por exemplo o próprio código em 2009, quando tem um apoio da Secretaria de Cultura do Estado; em 2013 tem novamente o Código como Ponto de Cultura, outros grupos da baixada também. Em 2014 com Patrocínio da Petrobras, sendo até hoje único grupo de teatro da Baixada que teve esse patrocínio para a manutenção.
Vemos outros grupos também conseguindo outros espaços. A Companhia Cerne, de São João de Meriti, tendo apoio do Itaú cultural, um edital a nível nacional. A Rede Baixada em cena em 2017 conquistando o Prêmio Shell, maior prêmio de teatro do Brasil. Em seguida Leandro Santana da companhia Queimados em Cena sendo indicado a melhor ator, um ator de teatro da Baixada com um espetáculo de teatro produzido na Baixada indicado a melhor ator! E recentemente o próprio Leandro que foi indicado no prêmio Shell, agora foi convidado para ser júri. Então um ator com militância de teatro na Baixada estar no júri do Prêmio Shell é uma característica que mostra um pouco desse desenvolvimento.
5) Todas essas conquistas que você falou passam pelo Poder Público. Qual legado você quer deixar como Secretário de Cultura de Japeri?
A gente já traz um pouco desse aprendizado de rede, esse aprendizado de coletivo, de grupo. Acho que é tentar passar isso um pouco para os agentes culturais da cidade. É independente de estarmos ou não na gestão, uma coisa que fica para a cidade, essa articulação entre as pessoas. No caso, quando eu entrei no ano passado, a gente não conhecia todo mundo que fazia cultura e arte na cidade, então foi uma das primeiras coisas que fizemos, na verdade com a Rita. A Rita que foi secretária e faleceu por conta da Covid-19. Uma das primeiras coisas foi fazer um cadastro de mapeamento, para tentar entender quem são as pessoas. Nós tentamos fazer algo para entender qual é o perfil da cidade, quem faz cultura. É um cadastro que ainda está permanente, ainda está aberto. Eu acho que isso é um legado importante, a informação. Quando temos a informação, a gente consegue gerenciar, gerir melhor, principalmente na questão pública.
Em relação também aos editais, de estar lançando independente da lei Aldir Blanc. Lançamos também o edital de programação para a festa da cidade, pela primeira vez, que era uma demanda. É ter essa escuta em relação aos agentes culturais. Fizemos a conferência, encontros setoriais, que é também fazer essa articulação entre os pares, porque uma coisa é a gente discutir a cultura com todo mundo, o que é muito bacana, mas uma outra coisa é o pessoal do artesanato pensar em suas particularidades, o pessoal da dança pensar suas particularidades, do teatro, do audiovisual, da cultura popular… Que aí conseguimos qualificar o debate, trazendo demandas mais reais, senão fica muito no ilusório.
Pode-se dizer também como legado que os agentes culturais possam acreditar mais no poder público, em relação à realização. Tem um histórico na cidade de pessoas que estavam na gestão e não eram ligadas à área cultural. Há uma mudança de paradigma e essa responsabilidade também de estar representando os artistas da cidade pela primeira vez. Estar representando a Rita, que foi uma pessoa super importante para a cultura da cidade, de certa forma também o Código, que hoje não faço mais parte, mas que é de onde eu vim, onde foi minha base. Então, estou ali de alguma forma representando essas experiências, essas vivências. Acredito que estar na gestão pública agora é uma oportunidade de pegar toda essa bagagem da sociedade civil e aplicar.
6) Para encerrar, me conte um sonho possível, algo que te movimente na vida.
Outro dia até falei com a prefeita sobre isso, eu acredito que quando a gente fala, verbaliza, a gente coloca as coisas no mundo. Se ficamos só pensando, aquilo fica muito no nosso campo das ideias. Cada vez mais acredito que os sonhos se realizam, até brinco com a minha terapeuta, falo que a gente tem que ter muito cuidado com as coisas que desejamos, porque elas acontecem.
Então, colocando mais uma vez no mundo, vou falar aqui também. Eu tenho um desejo muito grande, que sozinho não conseguiria, mas é o desejo de que cada bairro da cidade tenha um espaço cultural. Eu sei que é uma luta muito grande, mas se a gente tivesse cada bairro com um centro cultural, com oficinas, com exibição de filmes, biblioteca, faríamos uma cidade muito melhor, dando esse acesso para as pessoas de forma gratuita.
Pode falar mais de um sonho? Eu vou falar mais de um. O nosso Teatro Municipal Rita Diva, esse vem na frente da utopia de ter um espaço em cada bairro. A gente ter um teatro em Nova Belém, no bairro onde ela nasceu, onde ela foi criada, no bairro onde ela trabalhou. A gente está tentando, estamos fazendo de tudo para conseguir. Acho que é um sonho possível.
Espaço cultural onde aconteceu a entrevista. Foto: Patrick Lima
Artistas locais e um line-up estrelado de mulheres prometem agitar o fim de semana na Festa da Padroeira da Japeri. A prefeitura vai divulgar nos próximos dias a programação completa da festa.
A Festa da Padroeira de Japeri, que vai de quarta a sábado, dia 10/12, está está sendo marcada pela participação de diversos artistas locais selecionados através de edital público.
Cada artista ou grupo artístico terá um espaço na programação para mostrar a sua arte e o melhor, todas as atrações receberão cachê para se apresentar.
Um dos artistas que se apresentarão neste sábado é a Escola de Dança Danielle Fernandes com cerca de 15 bailarinos e 10 coreografias.
A valorização dos artistas locais ajuda a desenvolver e criar novos talentos na cidade.
As alunas Allanys Julie Miller do Ciep 207 Gilson Amado e Jamilly Aragão, do Colégio Estadual Engenheiro Pedreira, escolas de Japeri, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, participam do 51° Salão de Belas Artes do Clube Naval, sendo as mais jovens expositoras do Salão desse ano.
Estudantes do Ensino Médio, elas integram o grupo de estudantes que participam das oficinas MulitArte que a professora Peter Jean Cohen coordena. As obras foram selecionadas na categoria amador, em pintura acrílica e óleo sobre tela.
A exposição vai até o dia 9 de dezembro, das 13 às 18 horas, no Clube Naval – Avenida Rio Branco, 180 Centro – Rio de Janeiro.
A Arte de Japeri tem ganhado visibilidade por meio dos eventos que têm acontecido na cidade e na região.
Confira um trecho da audição de Gleison Andrade
E a cada dia, mais artistas têm buscado qualificação dentro de sua área para oferecer mais qualidade aos seus trabalhos e foi isso que aconteceu com o morador de Japeri, Gleison Andrade que acaba de se formar em Bailarino profissional na categoria Jazz.
Gleison é Bailarino do Espaço de dança Monique Siqueira, situada em Campo Grande – RJ , em sua trajetória artística já passou pela Dança Contemporânea, Dança Moderna, ballet clássico e Jazz Dance.
O registro profissional de bailarino permite que o artista possa ser contratado para trabalhos artísticos profissionais como teatro, cinema e televisão.
A Federação das Associações de Moradores Urbanos e Rurais de Japeri (FAMEJA) realiza, a partir desta segunda-feira (21), a “Exposição: Japeri em Artesanato- Aniversário da Cidade”. A abertura será às 10h, na Rua Aripuanã, ao lado do Centro Cultural Deputado Luiz Eduardo Maron de Magalhães.
O evento que tem o objetivo de mostrar, por meio do artesanato o patrimônio da região, terá duas semanas de exposições e termina no dia 3 de dezembro. Neste período contará com visitação de estudantes da rede pública, palestras, oficinas de reciclagem com o Fórum da Economia Solidária, além do VII Congresso da FAMEJA entre outras coisas. As ações acontecem durante a semana das 9h às 14 e aos sábado das 9h às 17h.
Em mais um evento cultural promovido pela Secretaria de Cultura de Japeri, o Dia Municipal da Cultura foi um sucesso.
Em plena praça de Engenheiro Pedreira e com uma programação recheada, o público pode conferir, neste sábado (12/11), diversas apresentações e exposições dos artistas japerienses.
O Dia da Cultura de Japeri nasceu de uma lei municipal que foi criada com o objetivo de dar visibilidade aos artistas e fazedores de Cultura do município. Atualmente, a Secretaria tem cadastrado mais de duzentos artistas e este número tende a crescer conforme novos eventos forem acontecendo e incentivando novos moradores da cidade.
Confira algumas imagens do evento e neste domingo assista às 20h no Japeri Play a reportagem com os trechos das apresentações do Dia da Cultura de Japeri.
Neste sábado (12), o editor do Site Japeri Online, Ivan Lima, estará no evento em comemoração ao Dia da Cultura distribuindo os últimos exemplares do livro JAPERI ONLINE: Divulgando Japeri positivamente desde 2004.
O livro conta a história do site que acaba se confundindo com a história recente de Japeri. Nele são relembrados alguns dos momentos mais relevantes dos últimos 18 anos da cidade de forma descontraída e recheada de imagens.
O dia 8 de dezembro é o Dia da Cultura e a data será comemorada neste sábado (12) com uma programação especial com os fazedores de arte de nossa cidade.
Serão mais de 15 apresentações culturais neste evento das mais diversas linguagens artísticas.
Para conferir e prestigiar a Cultura de Japeri basta passar no espaço da Feira de Engenheiro Pedreira (ao lado da estação) a partir das 9h deste sábado.
O Japeri Online estará lá com a distribuição dos últimos exemplares do livro que conta a história do site.
O evento é organizado pela Secretaria de Cultura de Japeri.
De 24/10 a 11/11, a Supervia disponibilizará diversos conteúdos exclusivos preparados especialmente seus clientes. Serão vários e-books totalmente gratuitos, vídeos exclusivos com autores e uma novidade especial: a aba blog! Através desse novo recurso, os leitores ficarão por dentro de curiosidades do mundo da leitura e conhecerão personagens interessantes da literatura brasileira.
O evento também estará presente nos trens e nas estações!
No dia 04/11, será realizada a famosa distribuição de livros nos primeiros trens do dia e nas estações Belford Roxo, Saracuruna, Tancredo Neves, Deodoro e Engenheiro Pedreira.
Para baixar os livros indicados, os clientes devem ter instalado o aplicativo do Kindle e criar uma conta gratuita na Amazon.
Após criar a conta e baixar o aplicativo, basca acompanhar os títulos indicados no site do projeto.
O primeiro livro indicado é E Se Fosse Diferente: Caminhos Alternativos Para Despertar a sua Criatividade.
Os alunos das escolas municipais de Japeri vão receber o espetáculo “No Rastro do Riso – Conexão Baixada”, da organização Palhaços Sem Fronteiras Brasil.
A ONG vai levar quatro apresentações entre os dias 21 e 22 deste mês.
O Palhaços Sem Fronteiras Brasil é uma organização não-governamental, independente e sem fins lucrativos, que atua há seis anos em território brasileiro.
O evento é fruto de uma parceria da ONG e a Secretaria Municipal de Cultura de Japeri.
Não é só nos palcos que a japeriense Juliana França pode ser vista. A atriz está em cartaz na divertida série Eleita como a assessora parlamentar, Phillipa.
Na série, Ju França participa a partir do 2º episódio da primeira temporada trabalhando ao lado da atriz Luciana Paes que interpreta uma deputada evangélica que quer a todo custo o poder.
Eleita é a segunda série mais vista na plataforma e tem Clarice Falcão no papel de Fernanda, uma doidona de bom coração que entra na política de paraquedas e acaba sendo eleita governadora do Rio.
A série é uma comédia muito divertida e uma crítica à banalização da política brasileira que cria candidatos midiáticos sem o mínino de preparado e decoro.
A atriz japeriense está incrível na série dando orgulho a todos que a acompanham!
Nas telinhas e na telefona
Juliana França já tem experiência em outras produções audiovisuais. Na telona, a atriz japeriense foi protagonista do curta Neguinho, de Marçal Vianna.
E nos streaming, Juliana fez uma participação bem rápida em Homens, uma série muito engraçada protagonizada por Fábio Porchat e Rafael Portugal.
Sábado, dia 15, às 15h o Espaço Cultural Código recebe o espetáculo “PANÇA”.
Sinopse:
Com estrutura cômica e farsesca, a peça acompanha a história de um talentoso e endividado escritor que, de seu pequeno vilarejo, escuta falar sobre a mais nova invenção da capital: a famosa máquina de imprensa. Com desejo de ampliar a venda de seu mais recente romance, o autor se endivida ainda mais para conseguir comprar a copiadora mecânica.
Dramaturgia e direção:
Cecilia Ripoll
Elenco:
Ademir de Souza, André Marcos, Clarisse Zarvos, Diogo Nunes e Julia Pastore
Entrada gratuita!
ESPAÇO CULTURAL CÓDIGO – Endereço: Rua Davi, 397, Nova Belém – Japeri/RJ