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  • Grupo Código se apresenta na Mostra Baixada em Cena no Teatro Glauce Rocha

    wp-1477137735022.jpgMostra realizada pela Rede Baixada em Cena, composta por 18 coletivos da Baixada Fluminense, ocupa o Teatro Glauce Rocha com espetáculos, oficina, debates e leituras dramatizadas

    Entre os dias 2 e 13 de novembro, a Rede Baixada em Cena – formada por 18 coletivos de 13 cidades da Baixada Fluminense – retorna ao centro do Rio para mais uma mostra teatral, desta vez no Teatro Glauce Rocha.

    Contemplada pelo edital “Cena Aberta”, da Fundação Nacional de Artes (Funarte), a segunda edição da Mostra Baixada em Cena ocupa um dos espaços culturais mais importantes do Rio com  espetáculos, leituras dramatizadas e debates a preços populares. Abrindo a programação na quarta-feira, 2 de novembro, o espetáculo “Falar da Baixada”, da Cia. Atores da Fábrica, faz um recorte histórico da região, trazendo diversos motivos pelos quais se deve enxergar a Baixada Fluminense com um novo olhar.

    sapato-apertado-foto-divulgacao“O projeto é o segundo evento da Rede Baixada em Cena na capital e nasceu da vontade de realizar um encontro entre grupos de teatro baseados na Baixada Fluminense, pensadores, público e produtores culturais, para discutir a criação estética e o poder de mobilização por meio das vivências cênicas da região”, diz Lino Rocca, um dos fundadores da Rede Baixada Em Cena e integrante do CETA, de Nova Iguaçu. A primeira edição da mostra foi realizada em março deste ano nas Bibliotecas Parque do Centro, de Manguinhos e da Rocinha e teve o apoio da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro. Mais de duas mil pessoas prestigiaram a ação.

    A Rede Baixada Em Cena

    Criada em 2008, a Rede Baixada em Cena, que hoje reúne 18 grupos de nove cidades da Baixada Fluminense, tem o objetivo de resistir coletivamente a desafios comuns aos artistas de teatro da região, como falta de apoio técnico e financeiro às ações artísticas e culturais desenvolvidas, assim como potencializar a visibilidade do processo cultural da Baixada. A Rede também se propõe a fortalecer a consciência política e participativa de artistas e produtores, por meio da colaboração voluntária, do fluxo de informações e trabalhos coletivizados. Apesar de ser um novo modelo de organização na Baixada Fluminense, a Rede Baixada em Cena já apresenta resultados satisfatórios como instrumento de luta e organização social.

     

    Serviço:

    MOSTRA BAIXADA EM CENA

    De 2 a 13 de novembro, com atividades em diversos horários (programação completa e detalhada no arquivo anexo)

    Local: Teatro Glauce Rocha – Av. Rio Branco, 179. Centro – Rio de Janeiro – RJ

    Ingressos: R$ 10,00 (Inteira) R$ 5,00 (meia)

     

    PROGRAMAÇÃO

      

    2 DE NOVEMBRO (QUARTA-FEIRA)

    17:30h.: Abertura

    19h.: Espetáculo “Falar da Baixada” (Cia. Atores da Fábrica – Nova Iguaçu)

    Classificação indicativa: Livre / Duração: 40 minutos

    Da exportação de matéria-prima à construção de importantes rodovias, o espetáculo faz um recorte histórico e traz à tona diversos motivos pelos quais deva-se enxergar a Baixada Fluminense com olhar mais holístico. Os atores se revezam em várias personagens/narradoras que contam de forma lúdica, fatos históricos que marcaram o processo de desenvolvimento desta região. O espetáculo foi criado a partir da frase que dá título as crônicas de Gênesis Torres: “Por que falar da Baixada Fluminense?”

     

     

    3 DE NOVEMBRO (QUINTA-FEIRA)

    16h.: Espetáculo “Alice no País das Maravilhas” (Fanfarras Produções Artísticas – Nilópolis)

    Classificação indicativa: Livre / Duração: 60 minutos

    O espetáculo é uma versão muito divertida da clássica obra de Lewis Carrol. Alice vai atrás de um coelho falante e cai em buraco. Isso a faz parar em um mundo bem diferente do seu. Nesse mundo maravilhoso ela percorrer vários lugares conhecendo personagens exóticos.

     

    19h.: Espetáculo “Joio” (Cia. Cerne – São João de Meriti)

    Classificação indicativa: 14 anos / Duração: 55 minutos

    Nascido de um estudo sobre a traição, Joio conta a história de Jéssica, adolescente que tem a trajetória de sua vida alterada a partir do agravamento da dependência química de sua mãe. Jéssica divide-se entre proteger suas irmãs ou proteger a si mesma. Joio fala sobre tragédias urbanas contemporâneas que raramente se tornam conhecidas. O espetáculo dá nome a estes personagens anônimos, que vivem em um grave e constante universo de violações, sujando-se de afeto e rancor, vacilando entre a esperança e o trauma, em um espaço onde o medo e a incoerência de ser humano conduzem cada ação

     

     

    4 DE NOVEMBRO (SEXTA-FEIRA)

    15h.: Debate “O Teatro da Baixada Fluminense”

    Convidados: Abílio Ramos, Ediélio Mendonça, Luís Washington e Mariah da Penha. Mediador: Jorge Braga Jr. – Cia. Código de Artes Cênicas (Japeri)

    19h.: Espetáculo “Ainda Aqui” (Cerne – São João de Meriti)

    Classificação indicativa: 12 anos / Duração: 55 minutos

    O espetáculo narra a história de uma família obrigada a conviver com dores e sacrifícios. A trama se desenvolve a partir do desaparecimento do filho, Maurício, torturado e morto político; e do desenvolvimento do Alzheimer na mãe, Maria, que, esquecendo-se repetidamente da morte do filho, confina a si mesma e ao marido num eterno retorno à dor da perda. Ainda que tenha como pano de fundo um contexto político, o espetáculo se passa no ambiente familiar e constrói, aos poucos, uma grande história de amor e afeto.

     

     

     5 DE NOVEMBRO (SÁBADO)

    14h às 18h

    Oficina com a Cia. Código de Artes Cênicas sobre o processo de criação do espetáculo “Naquele Instante”, criado com base no biodrama e no teatro documentário. Capacidade: 15 atores e estudantes de teatro.


    6 DE NOVEMBRO (DOMINGO)

    18h.: Espetáculo “Naquele Instante” (Código de Artes Cênicas – Japeri)

    Classificação indicativa: 14 anos / Duração: 60 minutos

    Viajando nas lembranças de infância e passando pela adolescência de cada um, o espetáculo criado a partir das memórias trazidas pelos atores que integram o elenco, apresenta um mergulho nas profundezas da nostalgia. O espetáculo é fruto de pesquisa da Cia a respeito do teatro documentário e do biodrama. Obs: O espetáculo é apresentado para apenas 50 pessoas.

     

     

    9 DE NOVEMBRO (QUARTA-FEIRA)

    16h.: Leitura Dramatizada “Borra” (Trupe Investigativa Arroto Cênico – Nova Iguaçu)

    Classificação indicativa: 18 anos / Duração: 60 minutos

    O espetáculo “BORRA” é livremente baseado no universo realista do dramaturgo paulista Plínio Marcos. O texto trata às relações conflituosas de oito personagens que têm seus destinos cruzados dentro de uma cela, e que estão o tempo todo buscando maneiras de se assegurar perante os outros, por brigas, olhares, imposições e até mesmo pela demência.

     

    19h.: Espetáculo “Torturas de um coração” (Cia. Casa Verde – Itaguaí)

    Classificação indicativa: Livre / Duração: 55 minutos

    Torturas de um coração conta a história de Benedito, um negro pobre e sem títulos. Apaixonado por Marieta, descobre que para conquistá-la precisa provar que é mais valente que o Cabo Setenta e Vicentão, os mais valentes da cidade de Taperoá.

     

      

    10 DE NOVEMBRO (QUINTA-FEIRA)

    16h.: Espetáculo Infantil “A Festa no Céu” (Cochicho na Coxia – Mesquita)

    Classificação indicativa: Livre / Duração: 60 minutos

    A notícia que teria uma festa no céu corre toda a Floresta e deixa os bichos animados com a ideia. Mas, somente os animais que voam receberam o convite. O Sapo Cururu, muito malandro, não se conforma e realiza várias tentativas de chegar ao céu. Com muita música e resgatando as cantigas de roda, a “A Festa no Céu” traz uma linguagem de contação de histórias e teatro de máscaras, baseada nos contos populares.

     

    19h.: Espetáculo “A Farsa do Amor Acabado” (Cia. de Arte Popular – Duque de Caxias)

    Classificação indicativa: Livre / Duração: 60 minutos

    “A Farsa do Amor Acabado” vasculha e coloca no palco os sentimentos e comportamentos humanos, num misto de realidade fictícia ou ficção realista, com os elementos da cultura popular. Sete atores de uma Cia. mambembe, numa pracinha qualquer, de uma cidade qualquer, interpretam, tocam, cantam e contam a história da chegada de Tonho e Aderaldo, que retornam a cidade natal por motivos distintos. Vão pagar mil promessas, vão vencer provações, mal do amor acabado, vão tirar dos corações.

      

     

    11 DE NOVEMBRO (SEXTA-FEIRA)

    15h.: Debate “O Teatro de Grupo em Rede no cenário estadual”

    Convidados: Filipe Peçanha, Marcus Galiña, Pablo Rodrigues e Reinaldo Santanna

    Mediador: Lino Rocca – CETA (Nova Iguaçu)

    19h.: Espetáculo “Perdoa-me por amar” (CETA – Nova Iguaçu)

    Classificação indicativa: 14 anos / Duração: 60 minutos

    Perdoa-me por amar é um espetáculo solo-laboratório em que atriz Vânia Santos modula a composição de diversas personagens femininas simultaneamente no mesmo tempo/espaço teatral propondo uma dinâmica experiência de interpretação e composição cênica. Assim quando se inicia a cena o mundo dessas personagens se abre revelando verdades, sonhos, desilusões e a fragilidade de nossa Existência. Eros e Tanatos, Instinto e Razão, Liberdade e Escravidão Voluntária são as categorias de pensamentos que norteiam a composição, para nós, destas personagens.

     

     

    12 DE NOVEMBRO (SÁBADO)

     

    19h.: Espetáculo “Sapato Apertado” (Cia. Queimados Encena – Queimados)

    Classificação indicativa: 14 anos / Duração: 55 minutos

    “Sapato Apertado” é um drama, livre adaptação de “Os Palhaços” de Frederico Fellini, onde um diálogo travado nos bastidores de um velho circo entre um palhaço e um espectador estreita os limites que separam a representação e a realidade. O ofício do artista tem seu valor e importância questionados num jogo tragicômico e surpreendente que junta pela primeira vez em cena duas Companhias teatrais da Baixada Fluminense: Cia Código de Artes Cênicas e Queimados Encena, ambas sob a direção de Xando Graça.

     

     

    13 DE NOVEMBRO (DOMINGO)

    18h.: Espetáculo “Muralhas de Corinto” (Coletivo Obcena – Nilópolis)

    Classificação indicativa: Livre / Duração: 60 minutos

    Adaptação contemporânea da tragédia grega Medea de Eurípedes. Medeia é uma mulher carregada de ódio e vingança que ao descobrir o ultraje feito pelo seu próprio marido, Jasão, se revolta contra todos ao seu redor, prometendo vingança. Desnorteada com as injustiças, ela premedita um crime que mudará a vida de todos de Corinto. A peça aborda questionamentos acerca do posicionamento da mulher na sociedade.

     

      

  • Grupo Código completa 11 anos de sucesso e sem apoio local

    O Grupo Código de Japeri acaba de completar 11 anos de existência e de muito sucesso.

    Apesar de colecionar dezenas de prêmios em diversos festivais pelo Brasil, além do reconhecimento internacional, o Grupo Código passa por um momento delicado: a falta de investimento financeiro.

    A Cia tem um trabalho além de  apresentações teatrais, o grupo forma artistas e incentiva artistas locais através de seu conhecimento e experiência nesses 11 anos de trabalho.

    Desde sua primeira apresentação em 21 de outubro de 2005 até hoje, o Grupo Código formou pelo menos uma centena de atores para os mais diversos palcos e principalmente para a vida através de suas oficinas gratuitas. Impedindo que muitos jovens se entregassem ao ócio e às drogas.

    “Sou feliz por carregar comigo em meu coração cada experiência, aprendizado, professores que contribuíram não só para meu crescimento pessoal, mas também profissional. Amo demais, parabéns família CÓDIGO!!!”, publicou em seu perfil do Facebook a ex-aluna das oficinas do Espaço Código, Hanna Jota.

    Apesar de exercer um papel cultural e social importante em Japeri, o reconhecimento local é mínimo, tanto da população quanto do poder público.

    O site Japeri Online parabeniza o Grupo Código e que novos incentivadores financeiros possam viabilizar os projetos do Espaço Código que fica no bairro Nova Belém em Japeri.

     

    Nova Temporada

    O Grupo de Artes Cênicas Código foi um dos selecionados para “ocupar” o teatro Glauce Rocha no centro do Rio. A Cia vai apresentar dois espetáculos nessa temporada, Naquele Instante e Inimigo do Povo. Ambas peças premiadas em diversos festivais onde foram apresentadas.

     

    Financeiro Coletivo

    O Grupo abriu um financiamento coletivo para viabilizar a produção dos espetáculos no Teatro Glauce Rocha. O seu diretor teatral e ator Jorge Braga explica o financiamento.

    “O financiamento coletivo é a melhor forma de darmos a oportunidade das pessoas apoiarem o projeto. Neste ano conseguimos ir ao Festival Nepopó em São João Nepomuceno em MG graças a esse movimento. Contamos mais uma vez com o apoio dos nossos amigos para podermos levar a Cultura produzida em Japeri para o centro do Rio.”, disse o diretor Jorge Braga Jr.

    A Ocupação vai de 7 a 18 de Dezembro (Quarta a domingo) e terá ingressos a preços populares. Quem doar, receberá ingressos para a estreia de cada espetáculo e ainda pode garantir uma vaga nas oficinas gratuitas que daremos dentro da programação.

    Para contribuir é muito simples, só acessar o link abaixo e seguir as informações:

    http://www.vakinha.com.br/vaquinha/ocupacao-cia-codigo-de-artes-cenicas-no-teatro-glauce-rocha