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  • Comércio de Japeri pode ganhar fôlego se executivo e legislativo se unirem

    Comércio de Japeri pode ganhar fôlego se executivo e legislativo se unirem

    A Prefeitura de Japeri determinou em seu novo decreto o fechamento do comércio não essencial. A reportagem do Japeri Online entrou em contato com a assessoria de imprensa da prefeitura e com o vereador Helder para ajudar a compreender como cada poder poderia contribuir para que o pequeno e médio comércio da cidade não fique pior do que já estava antes da pandemia.

    A reportagem do JOL perguntou a prefeitura se existe alguma ação para apoiar os comerciantes do município. Em resposta, a prefeitura informou que no momento não há orçamento previsto para essa demanda e que o Estado tem previsão de distribuição de cestas básicas para os comerciantes e autônomos afetados e que estariam aguardando um posicionamento do governo estadual.

    Essa mesma pergunta foi feita ao vereador Helder se enquadrando no âmbito da Câmara Municipal.

    Helder explicou que a prefeitura tem uma verba chamada VERBA DE CONTINGÊNCIA que pode ser utilizada em situações como esta da pandemia. Possivelmente, parte ou sua totalidade pode ter sido utilizada para o combate à pandemia do Coronavírus e outras necessidades previstas em lei. E para isso, o vereador solicitou que a prefeitura disponibilizasse no portal da transparência, um link exclusivo para divulgar os gastos com combate ao Covid-19.

    Ainda segundo o vereador, o Estado e a Alerj enviaram uma verba para os municípios do Rio e estes valores já estão na conta da prefeitura que tem que ser utilizada contra o Coronavírus também.

    Porém, o problema dos pequenos e médios comerciantes ainda não tem uma solução, caso a necessidade de fechamento do comércio permaneça por mais tempo.

    Seguindo o exemplo da Alerj, uma possível solução vindo da Câmara dos Vereadores seria devolver os valores repassados pela Prefeitura para que sejam utilizados na compra de cestas básicas para os pequenos comerciantes do município.

    O isolamento social é o melhor remédio para o combate ao avanço da pandemia, porém o pequeno e médio comerciante não podem pagar sozinhos esta conta.

    Se a prefeitura não agir para manter os pequenos comerciantes ativos (incentivando-os de alguma forma), quando a pandemia passar e o comércio puder reabrir, muitas lojas da cidade não existirão mais e consequentemente, menos impostos serão arrecadados.

  • O agonizante comércio de Japeri e Eng. Pedreira

    Não é de hoje que os moradores de Japeri têm sofrido com a falta de variedade do comércio local.

    Mas é nesta época do ano que é possível sentir com mais intensidade o problema.

    Andando pelo centro de EP, se percebe que muitas lojas como a South, Novo Mundo e as loterias fecharam suas portas. As lojas que sobrevivem nem sempre oferecem os produtos desejados. Sem contar na baixa qualidade dos que são oferecidos.

    O que resta neste caso é ir para as cidades vizinhas como Queimados e Paracambi que são os centros comerciais mais utilizados por japerienses que precisam resolver tudo num dia só. Por lá tem quase tudo: lojas de departamento, bancos, lanchonetes, restaurantes e um comércio mais especializado.

    Hoje, fazer tudo que se precisa em Japeri é muito difícil.

    E é aí que Japeri perde, pois parte do dinheiro que os moradores ganham durante o mês acaba sendo gasto fora da cidade, deixando-a mais pobre em arrecadação de impostos, ofertas de emprego e investimentos.

    Circulando pela cidade na última sexta (13), a reportagem do JOL verificou isso na prática. O único mercado do centro de Engenheiro Pedreira sempre com filas para tudo é um dos exemplos.

    No bairro do Mucajá, as padarias e mercadinhos não tinham queijo muçarela nem queijo prato à venda. Segundo, um dos comerciantes o problema foi da distribuidora que não entregou o produto.

    Quando o comércio não tem concorrência tende a oferecer um serviço de baixa qualidade e é o que acontece em Japeri.

    No centro de Japeri, o cenário não é diferente. A reportagem do Japeri Online conversou com um morador que confirmou a precariedade do comércio Japeriense.

    Segundo o morador do bairro Chacrinha faltam muitas coisas. “O preço é mais alto que o comércio de outros municípios vizinhos como Queimados e Nova Iguaçu. Não possui variedade, não há açougue, somente nos supermercados, que também possuem padaria. Não há lojas com preços justos, nem concorrência para baratear produtos. Falta livraria, as crianças compram livros fora. Não há lojas especializadas em produtos, como uma loja para umbandistas. Não há cinema.”, desabafou.

    Pelo visto, o problema é bem maior e parece estar longe de se resolver.