Tag: Comportamento

  • O que você faz quando está com raiva?

    Você está no cinema prestando atenção, concentrado e emocionado com o filme. De repente algumas pessoas começam a conversar alto, nas cadeiras de trás, sobre outro assunto, impossível não ouvir, atrapalhando e desviando sua concentração. Você pede silêncio e, não obstante, a conversa alta continua. Você insiste no pedido, desta vez com a voz mais elevada e vigorosa. Recebe a seguinte resposta: “deixa de ser estressado”, em tom irônico, e a conversa, agora com risadas, continua. Qual sua atitude?
     a) levanta, começa a gritar em voz muito mais alta para eles “calarem a boca” e, se for o caso, avança e parte para a briga.

    b) levanta e muda de lugar.

    c) tenta contar até 10 e se concentrar novamente no filme.

    d) sem dirigir novamente a palavra às pessoas que incomodam, levanta e vai chamar o gerente do cinema para resolver a situação.

     Todos já sentimos raiva alguma vez na vida. Pelas mais variadas razões. Fato é que quando a raiva chega, por quaisquer causas, o organismo libera uma cascata de hormônios de estresse, destacando-se a adrenalina, que acelera os batimentos cardíacos e os movimentos respiratórios. As pupilas se dilatam e os músculos ficam tensos, preparados e com a potência necessária para iniciar uma luta. Num certo sentido, portanto, o sentimento de raiva “protege” nosso organismo e nos deixa mais fortes para fazer prevalecer o próprio território, seja ele de origem emocional ou material.

     Na natureza, lutar para se proteger é essencialmente vital. Nós, humanos, porém, evoluímos muito com a aquisição da racionalidade. É isso que nos diferencia de todos os outros seres vivos. Adquirimos a capacidade de pensar e, por conseguinte, a capacidade de entender com a razão as circunstâncias que nos cercam, inclusive as que nos instigam a lutar. 

     Há várias maneiras de se lidar com a raiva. No exemplo acima, quem respondeu a alternativa A optou por deixar a razão e o pensamento lógico de lado e deixar “o sangue subir à cabeça”, como popularmente se diz. Não é a melhor solução. O organismo preparado para a luta extravasa em gritos ou em socos e pontapés toda a adrenalina acumulada. Isso pode dar a sensação imediata de “alívio”. Mas os estragos posteriores podem durar para sempre e podem ser irreversíveis. E os riscos que se corre são enormes.

     Quem optou pela alternativa B conseguiu ter domínio emocional da situação e optou pelo caminho menos tortuoso. Fugiu da briga? Pode ser. Mas se estiver confortável com essa decisão, ainda mais se consegue se considerar superior aos “ridículos” que não estavam entendendo ao filme, tudo bem e tudo certo, desde que a adrenalina liberada não extravase em outro momento e com quem não teve nada a ver com isso.

     A alternativa C talvez seja a mais difícil. Exige uma capacidade de concentração e de domínio das próprias emoções que pouquíssimas pessoas têm, sem treinamento específico. Praticantes de meditação, altamente evoluídos e com controle do que pensam e sentem, os monges tibetanos conseguiriam facilmente fazer isso. Mas muito possivelmente não caberiam no exemplo, pois dificilmente estariam assistindo a um filme comum. Os que optaram pela alternativa D agiram com a razão pura e a lógica do mundo civilizado, onde as regras de convivência em sociedade devem ser cumpridas e preservadas sob quaisquer circunstâncias postas. Optou-se, aqui, pelo enfrentamento racional, onde os direitos civis de todos são mutuamente respeitados. Desde que os responsáveis pelo cinema tomem, com a autoridade que lhes é imputada, a atitude correta, claro, assumindo o controle da situação e retomando o silêncio da sala. Racionalizar as emoções não é fácil. Exige controle e treinamento. Use sua imaginação e veja como você pode conseguir isso. Vale a pena tentar.

    Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/blog/doutora-ana-responde/1.html

  • Entenda por que é importante impor limites em uma criança

    Muitos pais ficam aflitos e angustiados com a possibilidade de ter que de falar “NÃO” para seus filhos. Por muitas e variadas razões, que oscilam desde a sensação constante de culpa, um sentimento que aparece quando há ausência física e emocional evidentes no “cuidar” cotidiano, até a dúvida real sobre o efeito inibitório e limitante que a palavra “NÃO” exerce no desenvolvimento infantil. 

     

    Vamos esclarecer: crianças (e também os adolescentes e os adultos) têm absoluta necessidade do limite. Têm, portanto, NECESSARIAMENTE que ouvir a forte e sonora palavra “NÃO”. Impor limites é algo que os pais devem fazer desde sempre. Limitar o comportamento das crianças, ensinando-lhes regras básicas de convivência social, é fundamentalmente essencial e saudável. Isso mesmo. Por muitas razões, das quais salientam-se duas.

     

    Primeiro: convivemos em sociedade. Para termos nossos direitos como cidadãos assegurados, devemos esperar que todos respeitem as normas de civilização vigentes nas diversas culturas. Mais que isso, devemos ensinar as crianças que a pluralidade cultural é também uma regra a ser entendida e respeitada. O respeito ao outro é uma regra de ouro. Isso inclui uma série de regras de conduta que devem ser ensinadas desde a mais tenra idade. Limites, portanto. 

     

    Segundo: as crianças nos pedem limites. Exatamente. Pais e cuidadores são constantemente desafiados. Basta dizer que não se deve colocar o dedo na tomada e… Lá está o pequeno, engatinhando, olhando para o pai com o dedinho em riste em direção certeira à tomada na parede. Quando ouve de novo, pela enésima vez, a palavra “NÃO”, faz a leitura imediata: “Posso confiar nele. Manteve sua palavra”. E assim o aprendizado vai se construindo, dentro de uma relação de confiança em que a palavra “NÃO”, limitadora, deve necessariamente fazer parte do repertório. 

     

    Quanto aos efeitos dos limites no potencial criativo, vamos tomar um exemplo extremo. Mozart é considerado um dos maiores gênios criativos que a humanidade já conheceu. Faleceu com 35 anos e deixou mais de 600 peças, até hoje consideradas como excepcionalmente lindas. Este mestre da música clássica compôs boa parte de sua obra “preso” a uma regra de composição chamada “forma sonata”, que impõe limites bem definidos aos trechos de cada música. Isso inibiu seu instinto criativo? Claro que não. Quanto mais “engessado” em uma forma, mais procurou e achou soluções inovadoras que o imortalizaram.

     

    Os limites podem, portanto, nos fazer dar mais asas à imaginação e, com certeza absoluta, nos tornam pessoas melhores.

    Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/blog/doutora-ana-responde/post/impor-limites-para-criancas-pode-inibir-seu-potencial-criativo.html

  • Herdamos a experiência de vida de nossos pais?

    “Tal pai, tal filho” ou “filho de peixe, peixinho é”. Quem já não ouviu isso? Por muitas características físicas ou psicológicas semelhantes, nos vemos em nossos pais. Até ai, tudo certo, pois sabemos que deles herdamos nossos genes.
    No entanto, uma recente pesquisa científica, publicada no “Biological Psychiatry”, uma importante revista médica, demonstrou que podemos também herdar determinadas características relacionadas a fortes experiências de vida. Vamos entender.

     Os pesquisadores avaliaram o DNA de 32 judeus, homens e mulheres, que passaram por situações extremas e terríveis no horror que foi o Holocausto, durante a Segunda Guerra Mundial. Estas pessoas, submetidas às atrocidades, tiveram vários de seus genes de estresse modulados pelas experiências vividas. Resultado: passaram a liberar mais neurotransmissores e substâncias ativadoras de estresse e ansiedade.

     O estudo foi adiante e avaliou as características genéticas dos filhos destas pessoas. Descobriu que esta modulação ativadora dos hormônios do estresse foi transmitida aos filhos. Isso significa que as intensas experiências traumáticas vivenciadas pelos pais foram geneticamente transmitidas aos filhos.

     É importante saber, portanto, que o ambiente em que vivemos pode ou não ativar determinados genes. Isso quer dizer que nosso estilo de vida pode, sim, “acender” ou “apagar” determinadas características genéticas. As experiências vividas têm o incrível poder de ligar ou desligar os genes. Mais do que isso: estes genes que “ligamos ou desligamos” durante a vida podem ser transmitidos para nossos filhos, respectivamente, “ligados” ou “desligados”.

     Isso aumenta nossa responsabilidade individual. Herdamos nossos genes de nossos pais. Tudo certo. Mas nossas experiências individuais podem “acender” ou “apagar” alguns destes genes. E transmitimos isso aos nossos filhos.

    O que jamais conseguiremos apagar, no entanto, são as marcas da atrocidade humana cometidas ao longo da nossa história.

    Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/blog/doutora-ana-responde/post/herdamos-experiencia-de-vida-de-nossos-pais.html

  • Como se comportar em uma entrevista de emprego

    Nos processos seletivos realizados nas empresas, geralmente são realizadas entrevistas, dinâmicas de grupo, provas e/ou testes com a finalidade de avaliar o perfil dos candidatos.
    Em resumo, um empregador quer saber:

    Quem é você?

    O que você já fez?

    O que sei fazer?

    O que gosto de fazer?

    Em que posso melhorar?

    Por que você saiu do último emprego?

    Por que você deveria ser contratado para esta vaga?

    A entrevista

    O selecionador está apenas interessado em saber como você pode beneficiar a empresa.

    São feitas muitas perguntas e o candidato precisa estar preparado para respondê-la com total confiança, para assim fazer com que o entrevistador acredite nas respostas.

    Antes de ir para entrevista, o candidato deve se preparar. 
    Seguem algumas dicas:

    • Procure conhecer a empresa antes da entrevista;

    • Nunca se atrase e nem chegue muito antes do horário marcado;

    • Boa apresentação (boa higiene, cabelos e barbas feitos; unhas cortadas e limpas); roupas discretas (mulheres sem decote e homens sem boné); jamais use óculos escuro;

    • Fale com clareza e seja objetivo;

    • Evite vícios de linguagem e erros de português e nunca use gírias;

    • Não fale mal de seus patrões e empresas anteriores;

    • Esteja preparado para responder sua pretensão salarial, horário de trabalho, disponibilidade de mudar de cidade, etc.;

    • Procure enfatizar além dos cargos ocupados, as contribuições que você trouxe para a empresa;

    • Evite dar respostas curtas (ex. sim, não e é);

    • Não faça piadas, mastigue chicletes ou balas e não fume;

    • Não minta;

    • Não leve outra pessoa com você; 

    • Cuide do seu hálito;

    • Desligue o celular;

    • Não demonstre impaciência;

    • Não mexa nas coisas do entrevistador e nem crie intimidade com o mesmo.

    • Contato visual: Seja firme, olhe nos olhos;

    • Atitude (não mascar chicletes, não usar boné, seja simpático, tanto com o porteiro, quanto com o selecionador;

    • Tom de voz (não fale muito alto nem muito baixo);

    • Conhecer seu currículo (leia-o);

    O que esperar de uma entrevista?

    O que o empregador espera:

    Confirmar os dados já apresentados no currículo;

    Recolher outras informações;

    Verificar o perfil do candidato.

    O que o entrevistado pretende:

    Demonstrar as suas competências e capacidades;

    Convencer o empregador;

    Verificar se a vaga corresponde àquilo que esperava.

    Perguntas frequentes nas entrevistas:

    • Fale sobre você (responda apenas o que for perguntado)

    • Quanto quer ganhar? 

    • Por que deixou o último emprego?

    • Quais são seus objetivos?

    • O que você procura num emprego? 

    • Por que acha que devemos contratá-lo? 

    • Diga seus pontos fortes e seus pontos fracos.

    • Com que tipo de pessoa você tem dificuldade para trabalhar?

    • O que você pode contribuir para nossa empresa?

    Dinâmica de grupo:

    • Usada para identificar certas características das pessoas e como se relacionam com os outros;

    • O que será analisado pelo selecionador é, o seu comportamento e posicionamento diante de uma situação teste;

    • Não desanime! Não é porque você cometeu um erro que você não pode consertá-lo durante o processo.

    Competências geralmente analisadas na dinâmica de grupo:

    • Iniciativa (evite falar em excesso ou impedir que os outros participem); 

    • Determinação;

    • Trabalho em equipe.

    Preste atenção nas instruções do selecionador;

    Seja natural, interaja e seja o mais participativo possível;

    Não tente impor seu ponto de vista;

    Procure não ofuscar os outros membros da equipe;

    Tome cuidado com as gírias e os erros de português;

    Administre o tempo de cada atividade.

    Tipos de dinâmica

    • Atividades lúdicas: servem para descontrair e deixar os candidatos se comportarem da forma mais natural possível;

    • Perguntas do tipo “Que animal (sorvete, cidade, objeto) você gostaria de ser?” ou “Em que ano preferia ter nascido?” têm como objetivo avaliar a criatividade, a originalidade, a velocidade de raciocínio dos candidatos e para revelar a forma como o profissional se vê;

    • Como garantir a sobrevivência do grupo após um naufrágio? O que levar em uma expedição ao deserto do Saara? Nesse tipo de atividade, não existe resposta certa ou errada. A prova avalia bom poder de argumentação, a coerência e a capacidade de estratégia do profissional;

    • Provas situacionais são bastante comuns em dinâmicas de grupo. Resumem-se a simulações de situações de trabalho, o mais próximas possível do real. O objetivo é analisar de que forma os candidatos exerceriam funções específicas do cargo pretendido. Podem ser aplicadas individual ou coletivamente.

    Fonte:  http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/trabalho/dicas/entrevista_de_emprego/index.php?p=623