Categoria: Saúde

  • Dr Ana dá dicas para proteger a pele e os lábios do frio

    Pedestre se protege do frio na Avenida Paulista, em São Paulo (SP), na manhã desta sexta-feira (29)

    Basta esfriar um pouco e muita gente, crianças especialmente, aparecem com a mucosa dos lábios “queimada” pelo frio. Incomoda demais. Outros começam a apresentar coceiras e lesões na pele que está naturalmente mais ressecada no frio. Sem dúvida, a pele e as mucosas ficam mais sensíveis e muito mais expostas a diversas agressões no inverno.

    Por que isso acontece? Como fazer para evitar? Vamos entender.

    A pele é o maior órgão de nosso corpo. Tem várias funções importantes. Entre tantas, a nobre missão de separar o ambiente externo do organismo, tentando manter a temperatura corpórea a mais estável possível, perto de 36,5ºC, independentemente do fato de a temperatura ambiente estar 10ºC ou 39ºC. Os poros se abrem ou se fecham, retendo ou liberando o calor interno, dependendo das circunstâncias climáticas.

    Além disso, a pele é uma eficiente barreira contra agressores externos. Para tal, produz uma camada de óleo que atua como um mecanismo de proteção.

    Nos dias mais frios, os poros se fecham. Menos água sai do corpo e, portanto, suamos menos. A pele fica mais seca. Além disso, a produção natural de óleo diminui. Consequência: esta camada protetora,  composta por óleo e água, diminui também.

    Além disso, nos dias frios tendemos a tomar banhos muito mais quentes. A água quente tem a capacidade de retirar mais ainda a oleosidade natural da pele. Resultado: a pele fica muito mais ressecada e sem defesas naturais. Fica, portanto, muito mais exposta a microrganismos como vírus, bactérias e fungos. Além disso, o contato com as roupas ou alérgenos do ar nos deixa mais propensos a processos alérgicos. Como consequência do conjunto destas agressões, a pele pode ficar vermelha, com prurido  e bem mais susceptível a lesões de vários tipos como psoríase, eczema ou dermatite seborreica.

    O mesmo acontece com a mucosa dos lábios. A mucosa labial é extremamente sensível  e a lesão produzida pelo frio  é como uma “queimadura”: a pele fica muito vermelha, arde e dói. A tendência de todos é tentar aliviar o ardor com a saliva, passando a língua no lábio machucado. Pode aliviar um pouco no momento. Mas… em poucos segundos  o ardor volta e geralmente volta mais intenso. Isso porque a saliva contem várias enzimas digestivas que machucam mais ainda uma mucosa já lesada. Resultado: piora a lesão, ao invés de melhorar.

    Como  proteger a pele e os lábios do frio? Vamos às dicas.
     
    1. Evite banhos quentes e prolongados. Não é nada fácil neste frio. Mas uma dica pode ajudar: antes de começar seu banho, leve um aquecedor para o banheiro, deixando-o previamente aquecido e gostoso. Um banheiro quentinho é muito mais confortável e permite que a temperatura da água seja bem mais baixa. Não fique cantando ou enrolando no chuveiro. Banho rápido: 10 minutos no máximo.

    2. Escolha bem seu sabonete. Dê preferencia aos líquidos ou neutros, pois hidratam mais a pele.

    3. Enxugue-se bem com uma toalha macia. Toalhas ásperas podem provocar uma esfoliação e retirar mais ainda a proteção natural da pele.

    4. Antes de se vestir passe um hidratante no corpo, principalmente nos braços, pernas e rosto. Aplique também um protetor labial. Pata tal, os produtos à base de manteiga de cacau são bastante indicados. Reaplique sempre que necessário.

    5. Evite tecidos sintéticos. Podem provocar alergia e lesões pruriginosas na pele. Roupas de baixo de algodão são excelentes no frio.

    Curta o frio com a pele intacta, quentinha  e principalmente saudável!

    Foto: J. Duran Machfee/Futura Press/Estadão Conteúdo

    Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/blog/doutora-ana-responde/

  • Dr. Ana fala sobre estupro: “dói na alma e não no útero”

    Esta frase dita pela menor de 16 anos que sofreu um estupro coletivo no Rio de Janeiro é chocante, verdadeira, essencialmente sofrida e mesmo assim, muito provavelmente não chega nem perto da intensidade de emoções terríveis por que esta jovem menina passou ao sofrer um estupro coletivo.

     

    A barbárie deste ato coletivo de estupro nos impele a pensar e refletir sobre de onde vem este impulso animal que leva homens teoricamente racionais e também portadores de suas próprias emoções a cometerem esta insanidade.

     

    O quê estes homens quiseram provar para eles mesmos? Que são sexualmente “superiores”? Que “dominam” uma relação sexual? Que os “machos” não tem culpa de estuprar pois  são provocados por roupas femininas apertadas e sensuais? Que as mulheres devem ser sempre submissas aos seus “desejos”? Que o sentimento tribal e irracional deve prevalecer sob todos e quaisquer sentimentos  humanos? Que o homem é mais “poderoso” que a mulher? Qualquer explicação – se é que pode haver uma- é pouca e jamais será compreensível pela razão e muito menos pela emoção.

     

    Na verdade, este ato  imundo sob o ponto de vista humano só vem a demonstrar o oposto disto tudo. Deixa claro a extrema covardia destes homens, além de sua insegurança afetiva, incapacidade emocional, impotência de caráter, ausência de valores e uma inadmissível submissão às ideias estapafúrdias e monstruosas de outros “homens” hierarquicamente a eles superiores, que os subjugaram e os dominaram em todos os sentidos. Alguém deu a “ideia” e os outros a executaram. Os estupradores estavam seguindo “ordens de comando”? Que raio de “macheza” é essa? Patético e absurdo.

     

    Dói na alma da jovem vítima. E também na alma de todos nós. Este estupro coletivo é um ato de violência contra a humanidade. Todos nos sentimos emocionalmente violentados, na medida em que os valores humanísticos em que acreditamos; como amor,  solidariedade e compaixão, para citar alguns,  foram ultrajados de forma intensamente cruel.

     

    É importante que todos demonstremos repúdio incessante e constante a indivíduos como estes, que na sua extrema covardia só demonstraram sua incapacidade, insegurança, fraqueza e impotência enquanto seres humanos.

     

    Que o sentimento de dor que todos compartilhamos com a jovem menina se transforme em força que nos revigora o caráter e nossos valores mais nobres para que continuemos acreditando na humanidade e no fato de que estes homens receberão a justa punição pelo seu ato indigno, covarde e ignóbil.

     

    Se não forem devidamente punidos a alma de todos nós continuará doendo. E a consciência dos que deveriam promover e executar a justiça neste país. Pelo menos assim queremos supor.

    Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/blog/doutora-ana-responde/

  • Dr. Ana esclarece suas dúvidas sobre a caxumba

    Uma doença “antiga”, conhecida por nossos avós e bisavós, está de volta: a caxumba. Neste ano, a cidade de São Paulo registrou um aumento expressivo de 500%  no número de pessoas acometidas pelo vírus da caxumba. Adolescentes e adultos jovens foram os mais acometidos. Considerando-se que existe uma vacina altamente eficaz, quais seriam as causas deste surto de caxumba? Quais as suas principais complicações? Esclareça suas dúvidas.

    – O que é a caxumba?
     
    A caxumba é uma doença transmitida por um vírus da família do Paramyxovírus. Este vírus  pode “atacar” a parótida, mais comumente,  e outras  glândulas salivares. A parótida está localizada na região da mandíbula, um pouco abaixo da orelha. Por isso a caxumba também é chamada de “parotidite”. Como temos 2 glândulas parótidas, uma de cada lado, as pessoas podem ter a caxumba de um lado só ou dos dois. Quem teve de um lado só pode ficar tranquilo, pois já está protegido.

    – Quais são os sintomas da caxumba?

    A caxumba começa com febre, dor de cabeça, dores musculares, desânimo, cansaço, náuseas e dor abaixo da orelha. Mais ou menos um dia depois começa a aparecer o inchaço característico na região da mandíbula. Os gânglios do pescoço em geral aumentam de tamanho e a pessoa tem muita dor nesta região. Dói muito para mastigar. Isso porque a parótida é uma glândula salivar e está toda inflamada. Quando tem que produzir saliva, dói. Alimentos ácidos, que provocam muita salivação, são extremamente desconfortáveis e contraindicados para quem está com caxumba.

    – Como se “pega” caxumba?

    A caxumba é transmitida pela saliva contaminada e por gotículas de saliva com os vírus  que ficam em suspensão no ar. Por isso deve-se evitar compartilhar talheres, pratos, copos ou respirar muito perto de quem está com caxumba.

    – Qual é o período de contagiosidade?

    Aí é que está. A pessoa acometida pode estar transmitindo a caxumba (sem saber) uns 3 dias antes dos sintomas começarem. E permanece contagiosa até mais ou menos 7-10 dias depois que os sintomas surgiram. O período de incubação dura de 2 a 3 semanas.

    – Existe tratamento para a caxumba?

    Não! A doença é causada por um vírus para o qual não há nenhuma terapêutica específica. O tratamento mais importante consiste em uma boa alimentação, hidratação e repouso. Principalmente o repouso, para que o sistema imune utilize nossas energias para  nos defender e evitar as complicações.

    – Quais são as complicações da caxumba?

    O vírus pode acometer outros órgãos e sistemas e dar meningite, orquite, que é a inflamação dos testículos, a ooforite, que é a inflamação dos ovários, pancreatite, neurite ou até surdez.

    – A caxumba pode deixar o homem estéril?

    Sim, se os dois testículos forem acometidos de forma importante. Mas isso é muito raro de acontecer.  Quando acontece, é mais comum que seja em apenas um testículo. O testículo bom funciona normalmente e neste caso não há risco de esterilidade.

    – Há vacinas para a caxumba? Adultos podem ser vacinados?

    Sim. Há vacinas e são extremamente eficazes. Existem duas vacinas: uma que vem junto com a do Sarampo e Rubéola (SCR), chamada de tríplice viral e outra que vem junto com a do Sarampo, Rubéola e Catapora (SCRV), chamada  de tetraviral. Ambas são eficientes. Nas crianças, a primeira dose deve ser dada com 1 ano de idade e um reforço entre 15 meses e 2 anos. Os adultos não vacinados – ou que não souberem se foram ou não vacinados- devem tomar 2 doses, com intervalo de 1 mês entre elas.

    – Quem já teve caxumba precisa ser vacinado?

    Não. A doença caxumba protege para o resto da vida.

    – Por que agora estão aumentando os casos de caxumba?

    Muito provavelmente porque quando os atuais adolescentes e adultos jovens eram crianças não estava indicada a dose de reforço. Com o tempo,  a imunidade deles diminuiu. Por isso a dose de reforço é super importante.

     Mais informações em: http://g1.globo.com/bemestar/blog/doutora-ana-responde/
  • Dr. Ana fala sobre o quão difícil é a vida adulta

    O documentário “O Começo da Vida” estreou nos cinemas nacionais nesta última semana. Trata-se de uma iniciativa da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, da Fundação Bernard Van Leer, do Instituto Alana e do Fundo das Nações Un\idas para a Infância (UNICEF), com produção da Maria Farinha Filmes.

    É um filme essencial, dado que aponta a definitiva importância da primeira infância na formação do indivíduo. Saliente-se que esta constatação tem como base estudos neurocientíficos realizados nas grandes universidades do mundo, como a de Harvard, por exemplo, onde pesquisadores estudam em profundidade como se forma a complexa rede de neurônios nos primeiros 2 anos de vida.

    Trata-se, portanto, de uma constatação científica sobre as bases da arquitetura cerebral.  O fio condutor e o apelo emocional do filme materializam-se por meio de alguns relatos de pessoas, de seus núcleos familiares ou de suas experiências de vida, escolhidos a dedo nos continentes mais distantes e distintos do planeta, onde se experimentam as mais diversas culturas e hábitos de vida.

    O filme deixa claro que, não obstante a intensa e profunda diversidade cultural e geográfica, o cuidado com as crianças nos primeiros 2 anos de vida e principalmente o vínculo afetivo que se estabelece com os cuidadores, sejam eles pai, mãe, avós, dois pais, duas mães, professores ou irmãos mais velhos são universais  e definitivos para a formação de uma  rede de neurônios mais robusta que, consequentemente, permitirá ao futuro adulto uma possibilidade mais ampla de  aptidões e habilidades em todos os setores.

    É esta a mensagem que a neurociência nos transmite: o vínculo afetivo forte de um adulto cuidador com os pequenos, essencialmente nos dois primeiros anos de vida, é absolutamente fundamental para a formação do indivíduo sob os aspectos psicoemocionais e cognitivos.

    Pesquisadores estimaram a seguinte conta: para cada dólar gasto com a primeira infância deve-se obter um lucro de 7 dólares no futuro, uma vez que se espera um indivíduo mais solidamente formado em sua rede de conexões neuronais.

    Cuidar dos pequenos, estar presente e participar de seus literais primeiros passos em todos os setores da vida não é tarefa fácil. Ainda mais em um mundo onde as condições sociais e econômicas são difíceis para a maioria das pessoas, em todos os cantos do mundo.

    Não é nada fácil suprir as necessidades essenciais de um núcleo familiar com crianças pequenas. Morar, comer, locomover-se e ter lazer são absolutamente essenciais para a vida normal e cotidiana de todos.  Os adultos necessariamente têm que trabalhar para conseguir isso. Para tanto, devem se organizar para deixar seus filhos pequenos em creches, berçários ou com cuidadores.

    Para muitos não é nada fácil, sob o ponto de vista psicoemocional, deixar os filhos para ter que ganhar a vida. Sair cedo de casa, trabalhar o dia todo e voltar à noite, quando todos já estão cansados e querendo dormir dificulta uma convivência mais íntima entre as pessoas da família. Por outro lado, no mundo de hoje, ficar em casa com as infinitas (não acabam nunca mesmo), cansativas e repetitivas tarefas domésticas também não é muito estimulante para adultos jovens que cresceram tendo a realização profissional como uma de suas metas.

    Conciliar, portanto, o que a neurociência nos ensina em relação ao vínculo e a importância do estar junto, supervisionar e “cuidar” dos filhos pequenos, especialmente aqueles com menos de 2 anos de idade e as exigências da vida e dos tempos modernos não é, definitivamente, tarefa fácil. Nem sob o ponto de vista prático nem sob a ótica das emoções.

    Não é fácil ser um adulto jovem com filhos pequenos hoje em dia. Mas quem já passou por esta fase insiste que vale a pena. E recomenda fortemente.

  • Drª Ana pergunta: Você dorme bem?

    Responda às seguintes perguntas:

    1. Você tem  dificuldade para começar a dormir ou em manter o seu sono ao longo da noite, estando em condições ambientais de temperatura e ruído adequadas?

    1. Você acorda descansado?

    1. Você tem dificuldade para dormir,  acorda durante a noite sem conseguir pegar no sono de novo  por pelo menos três vezes na semana por um período maior ou igual a três meses?

    Se suas respostas foram  SIM para as perguntas número 1 e 3 e NÃO para a pergunta 2 então há uma grande chance de que você esteja entre os 30% de pessoas no mundo que sofrem de insônia crônica.

    Quem tem dificuldade para pegar no sono ou dormir a noite inteira, acorda cansado, fica com a sensação de que precisa de um “cochilo” o dia todo, mas não se enquadra na pergunta 3 pode ter uma forma aguda ou intermitente de insônia.

    Quantas horas você dorme por noite?

    Cada um tem seu ritmo de sono, mas estudos demonstram que a maioria dos adultos deve dormir pelo menos de 7 a 8 horas e os adolescentes de 9 a 10 horas por noite. Exatamente assim: menos que isso é pouco.

    Quem é que mais “rouba” o sono das pessoas?

    Os problemas de ordem psicoemocionais. Vivemos uma era onde a ansiedade domina o cotidiano de muita gente. E esta ansiedade não os abandona à noite. De fato, quem é muito ansioso durante o dia, na execução de suas tarefas e afazeres, também o é durante a noite. Ao longo dia estas pessoas se preocupam e cuidam de uma série de situações. Quem as consegue “desligar” à noite? Não é fácil. Quando se deitam, os pensamentos dos problemas, das preocupações e dos milhões de coisas para fazer, por fazer, não feitas ou mal feitas orbitam seus pensamentos, provocando a liberação de adrenalina e acelerando um coração que não consegue sossegar e relaxar.

    Durante à noite, quando tudo está mais calmo e silencioso, muitas vezes as pessoas com excesso de ansiedade amplificam sua sensação de insegurança, seus medos, receios e preocupações. E isso só faz aumentar a dificuldade para conseguir dormir em paz.

    Situações pontuais e extremamente estressantes como a perda  de alguém muito próximo, separações, dificuldades econômicas, perspectivas de mudança de vida, de emprego ou de desemprego, preocupação com doenças, ou até situações de extrema alegria como o nascimento de um filho, casamento ou viagens, por exemplo, também podem contribuir para noites mal dormidas.

    Quais doenças também podem perturbar o sono?

    Doenças físicas que cursam com dificuldades respiratórias como, por exemplo, obstrução pulmonar crônica, asma, ronco em excesso ou apneia do sono, onde as pessoas acometidas tem episódios noturnos de pequenas paradas respiratórias impedem, com frequência,  a entrada na fase de sono que repara e regenera o organismo  atrapalhando uma boa e tranquila noite. Dores crônicas como fibromialgia ou quaisquer outros tipos de dores, desconfortos físicos provocados por doenças como refluxo gastro-esofágico  ou situações específicas como a síndrome das pernas inquietas também são impeditivas de uma noite tranquila e bem dormida.

    O quê pode ser feito para tratar ou pelo menos tentar minimizar a insônia?

     

    Quem dorme mal por alguma causa física, naturalmente deve procurar o tratamento específico para a situação de base.

    Quem tem insônia crônica não relacionada a qualquer problema físico deve procurar um especialista do sono, pois o tratamento necessariamente requer terapias individualizadas. Há inúmeros medicamentos que podem ser prescritos pelo médico para diminuir o desconforto das noites não dormidas.

    Para os que sofrem de insônia aguda ou intermitente o melhor a fazer, sempre que possível, claro, é também identificar a causa de base, muitas vezes de origem psicoemocional,  e lá centrar os esforços terapêuticos.

    Mas como nem sempre descobrimos o quê exatamente é que nos está tirando o sono, aqui vão umas dicas universais que servem para todos:

     À tarde:

    – Tome o último café ou qualquer alimento que contenha cafeína às 16 horas.

    – Pratique regularmente exercícios físicos. Ajudam bastante a relaxar. Mas evite-os nas  4 horas que antecedem seu horário  de ir para a cama.

    No jantar:

    – Tente jantar pelo menos 2 horas antes de dormir.

    – Coma leve. Evite frituras e comidas muito pesadas. Sempre que possível, evite também o álcool. Até aquela taça de vinho que teoricamente relaxa pode tirar o seu sono depois. Veja se este é o seu caso.

    – Evite assuntos desagradáveis. Brigas e discussões são péssimas companheiras para as refeições. Pior ainda à noite, quando todos estão cansados e sem paciência.

    Na hora de dormir:

    – Tome um banho gostoso e relaxante.

    – Tome um copo de leite morno, ou um chá de camomila ou erva doce ou erva cidreira.

    – Tente se deitar na mesma hora e JAMAIS leve para a cama quaisquer eletrônicos – celular, nem pensar!-  com luz na sua cara. Aproveite para ler um livro ou uma revista. A luz inibe a produção de um hormônio, a melatonina, que é essencial para te induzir ao sono.

    – Tente deixar o melhor ambiente possível no quarto: sem barulho e fresquinho.

    – Se acordar no meio da noite, NÃO fique se virando de um lado para o outro na cama. Levante-se e distraia sua cabeça com algo que te descanse. Tente não pensar com angústia no dia seguinte e nas horas de sono que você está perdendo, pois isso só estressa e faz aumentar sua insônia.

    Não é fácil sonhar com os anjos. Mas sempre vale tentar!

  • Prefeitura de Japeri inicia campanha de vacinação contra Influenza

    Nesta semana, teve início a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza em todo o país e Japeri também está no combate contra o vírus da gripe H1N1. A Prefeitura, por meio daSecretaria de Saúde, capacitou os profissionais da rede municipal e unidades de saúde para que pudessem atender a população. A vacinação está sendo realizada de segunda a sexta-feira, de 08h às 17h, em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS).

    O público alvo para esta ação é: crianças de 6 meses até 05 anos,  gestantes, puérperas (até 40 dias pós-parto), pessoas com mais de 60 anos e doentes crônicos (estas pessoas com doenças crônicas, mediante a avaliação do setor de enfermagem, quando se encaixarem nas prescrições do Ministério da Saúde) devem efetuar a sua vacinação.

    “A Influenza é uma doença respiratória infecciosa. Ela pode gerar sérias complicações e até levar a óbito, especialmente para os grupos prioritários. Por isso, reforçamos a necessidade de que as pessoas que se encaixam nesses grupos se façam presentes nas unidades de saúde e se vacinem o quanto antes”, afirmou o secretário de Saúde, Marcio Egger.

    O “Dia D” da campanha de vacinação vai acontecer no último dia deste mês (30 de abril – sábado), quando as UBS estarão abertas exclusivamente para a vacinação. É importante que todos apresentem o cartão de vacinação. As gestantes devem estar munidas do cartão da gestante, as puérperas precisam levar o comprovante de nascimento. Em Japeri, a campanha vai até o dia 20 de maio.

    Endereço das Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Japeri

    POSTOS ENDEREÇOS
    UBS Chacrinha Rua João Salgado, s/n° – Chacrinha
    UBS Delamare Av. Delamare, s/n° – Delamare
    UBS Benedicta Rosa da Conceição Rua Brasil, s/n° – Lagoa do Sapo
    UBS Nova Belém Rua Augusto Batista de Carvalho, s/n° – Nova Belém
    UBS Santa Amélia Rua Laura Cardoso, 61 – Santa Amélia
    UBS São Sebastião Rua Moacyr Ferreira, 14 – São Sebastião
    UBS Vila Central Rua Clair Antunes, s/n° – Vila Central
    UBS Alecrim Rua Roberto Bandeira, s/n° – Alecrim
    UBS Guandu Rua Eclipse, s/n° – Guandu
    Unidade Mista de Engenheiro Pedreira – UMEP Av. Tancredo Neves, s/n° – Mucajá
    UBS Japeri – Centro Rua Dr. Arruda Negreiros, s/n° – Centro – Japeri
  • Dr.ª Ana fala sobre a ‘pílula do câncer’

    O governo brasileiro recentemente legalizou, com algumas ressalvas, o uso da fosfoetanolamina sintética, conhecida como “pílula do câncer”. Os pacientes que quiserem a podem utilizar “por livre escolha”, isto é, se eles próprios quiserem, DESDE QUE haja um laudo médico que informe e comprove o diagnóstico específico para o qual a pílula está sendo indicada e DESDE QUE os interessados, ou seus responsáveis legais, assinem um termo de consentimento.

    Imediatamente a comunidade científica se rebelou contra esta medida. A Anvisa estuda se vai entrar com uma ação na justiça para anular esta lei sancionada pela presidência da República. Os cientistas, médicos e especialistas argumentam que ainda NÃO há estudos suficientes que comprovem a sua  segurança e eficácia e que, por conseguinte, seu uso indiscriminado, ainda que com as ressalvas acima definidas, poderia expor pessoas acometidas de câncer a riscos ainda maiores.

    Mais que isso: este fato, por si só, poderia abrir um grave e sério precedente, na medida em que passa por cima da opinião técnica e científica de especialistas que tem a responsabilidade de pesquisar e deliberar, com base em dados concretos e cientificamente sólidos, sobre um produto que pode afetar irreversivelmente a saúde das pessoas. O governo, na verdade, ignorou os pareceres técnicos, todos contrários à liberação da pílula.

    A fosfoetanolamina é uma molécula sinteticamente produzida e administrada por via oral. Uma vez  absorvida pelo organismo, tem a capacidade de penetrar, junto com moléculas de gordura, nas células tumorais, onde atuaria como uma “inimiga oculta”, sinalizando e expondo as ditas células doentes para o sistema de defesa do organismo, que trataria de eliminá-las. Este é o seu mecanismo de ação proposto.

    Os cientistas contra-argumentam dizendo que as pesquisas que constatam seu “sucesso” em diminuir tumores foram realizadas com animais de laboratório e que ainda não há estudos robustos sobre sua segurança e eficácia em humanos.

    Dá para imaginar a imensa responsabilidade social e humana destes especialistas, ao recomendarem “SIM” ou “NÃO” a determinado medicamento que, teoricamente,  se propõe a  salvar vidas? Há que se estudar e pesquisar com seriedade e muito conhecimento técnico.

    Por outro lado, dá para imaginar o sofrimento e a angústia das pessoas que tem o  diagnóstico de um câncer terminal, sem chances de cura pelos métodos tradicionais? E o sofrimento de seus familiares e amigos? Será que cada um de nós não faria tudo o que estivesse ao nosso alcance para tentar salvar a vida de alguém próximo de nós nesta situação? Inclusive optando por um medicamento não regulamentado?

    Complicado, não é mesmo?

    Difícil decidir entre o  peso da responsabilidade científica que procura o mais seguro e eficaz para todos e a opção individual, única e de cada um, apoiada estritamente nos sentimentos e angústias humanas mais exacerbados e compreensíveis quando se está frente à iminência inequívoca da morte anunciada.

    Resta-nos, por enquanto, aguardar que as pesquisas científicas definitivamente nos respondam com mais segurança se a “pílula do câncer” pode, deve ou não pode nem deve ser utilizada.

    Até lá, a decisão fica a cargo de cada um. Coração e razão nem sempre andam juntos. Isso também é muito humano.

    Fonte; http://g1.globo.com/bemestar/blog/doutora-ana-responde/

  • Dr.ª Ana fala se o processo de impeachment pode afetar sua saúde

    O país vive um momento político turbulento. O clima está quente não apenas nos termômetros nacionais, mas também no dia a dia de todos nós. Com tanto acesso à comunicação, basta um “clic” qualquer e… pronto: as notícias nos chegam em tempo real. Em um momento de transição política, os ânimos dos atores e dos espectadores deste “show” estão fervendo. De um lado e de outro.

    A economia do país paralisou-se e as previsões são difíceis e incertas a curto e médio prazos. O desemprego e a falta de perspectiva para conseguir trabalho já é real para muitas famílias.

    A saúde vai de mal a pior. Os agentes infecciosos não nos dão trégua. Dengue, chikungunya, zika e o surto antecipado de influenza que provoca filas nos postos de vacina e mortes nos corredores lotados dos hospitais. As imagens do bebês microcéfalos e dos doentes sem assistência médica nos chocam e angustiam.

    Os pacientes que  só tem a saúde pública para recorrer sabem que o sofrimento e a angústia com a doença se intensificam e se potencializam ante a constatação da falência do sistema, do descaso e do abandono com que são tratados.

    Este clima tenso e de insegurança com o futuro, que reflete inevitavelmente em  nosso núcleo  familiar,  afeta diretamente nossa saúde. A tensão e o estresse passam a fazer parte de cada segundo da nossa vida. E muitas vezes nem percebemos isso direito. Mas lá está ele, às vezes silencioso e escondido, outras vezes de forma mais escancarada, acelerando nossos batimentos cardíacos, nossos movimentos respiratórios e nos tirando a paz.

    A crise política, econômica e na  saúde nos deixa angustiados, tensos e estressados.  Aí é que está o problema: isso não é bom para o organismo. Vamos entender por que.

    Há três níveis de estresse. Como se fossem  as luzes de um semáforo de trânsito.

    O primeiro nível – o estresse “verde”– é considerado o stress “do bem”.  É aquele que nos impulsiona para frente, para a luta. Quando temos, por exemplo, uma prova ou um jogo difícil. Ficamos estressados. O organismo passa a liberar uma quantidade maior de adrenalina que nos impulsiona a estudar ou a nos preparar para o jogo. Isso é positivo. Encaramos a “luta”. Ao final, a liberação de adrenalina e de outros hormônios cessa e voltamos ao normal: o estresse acaba.

    O segundo nível, ou o estresse “amarelo”, acontece quando passamos por situações mais prolongadas de sofrimento, sem data para acabar. Seja por causa de uma perda, por indefinições ou incertezas angustiantes, como, por exemplo,  romper um casamento, falecimento de um familiar ou amigo próximo, conviver com um diagnóstico não favorável ou sofrer diretamente as consequências desta situação de instabilidade e insegurança por que passa o país: perder o emprego ou saber-se impossibilitado de receber assistência médica decente para si mesmo ou para pessoas da família, crianças incluídas, caso estejam com suspeita de quaisquer doenças.

    O terceiro nível é o estresse “vermelho”, ou chamado estresse tóxico. Este é o nível mais deletério e constante de estresse, que pode, em crianças em crescimento, destruir conexões neuronais já estabelecidas, comprometendo irreversivelmente os pequenos. São os casos extremos de violência familiar, abuso sexual, negligência ou abandono, por exemplo.

    Muitos brasileiros estão vivendo um nível de estresse “amarelo”. Resultado: o humor fica mais lábil e muito mais explosivo. O nervosismo e a intolerância com o próximo ficam mais evidentes. A chance de infartos e de acidentes vasculares aumenta. Crises de ansiedade e até de depressão ficam mais favorecidas em um ambiente pouco acolhedor.

    Neste cenário, o impeachment pode, sim, fazer bem para a saúde. Trás consigo  uma perspectiva de mudança, de finitude de um momento que foi deletério e que gerou tantas consequências negativas. Aponta – ainda que remotamente –  para uma possibilidade de recuperação. Por isso, esta semana que começa acena com novos ares. Respiremos!

     Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/blog/doutora-ana-responde/
  • Filas para vacinar contra a gripe: encarar ou aguardar?

    Quando constatamos que, nesta última semana,  formou-se  uma fila enorme de pessoas na porta de uma concessionária de veículos BMW em São Paulo para receber uma dose contra a vacina da gripe, há que se parar tudo e perguntar: o quê está  acontecendo, de fato e na vida real? Será que há um risco tão grande assim de morte por gripe  que justifique a fila de pessoas aflitas que, desde o início da manhã, esperavam  na porta de uma concessionária de veículos, não para fazer um test drive, mas para receber vacina da gripe? Em qual mundo estamos? Isso é um cuidado necessário ou um medo em exagero?

    Vamos aos fatos para tentar entender.

    O cenário brasileiro não está nada favorável. Em nenhum setor. A instabilidade política e toda a lama que brota de cada informação que nos é divulgada dá uma  sensação ruim em todos os que honestamente lutamos por valores a serem perpetuados como a verdade clara e sem rodeios, a solidariedade e o respeito pelo outro, a correção de caráter e a palavra que honra e dignifica.

    Paralelamente, a saúde do brasileiro vai de mal a pior. Somos testemunhas da trágica situação dos bebês microcéfalos e de suas famílias que buscam recursos em uma saúde falida e que quase nada oferece para estimular o cuidado de seus filhos. A dengue segue matando cotidianamente pessoas picadas pelo Aedes que continua e continuará voando impune por todo o território nacional.

    Não bastasse tudo isso, outro personagem chegou mais cedo para compor este nefasto palco: o vírus influenza, causador da gripe, mais especificamente o A (H1N1), que aqui aportou e já tirou a vida de quase uma centena de pessoas. Só que, para este personagem, existe uma arma eficaz: a vacina.

    Resultado: diante de todo este cenário de desgraças, nós brasileiros, já preocupados, angustiados e inseguros, não tivemos nenhuma dúvida: vamos encarar a fila que for necessária para garantir esta vacina. Mesmo que seja em uma concessionária de veículos. Não importa o local. Importa apenas garantir a proteção contra o único “inimigo” para o qual há proteção disponível.

    A energia do país está ruim. Muito ruim. Não há espaço ainda para que todos se lembrem e se alegrem com o fato de que em 3 meses estaremos abrigando o evento esportivo mais importante do planeta. Receberemos os atletas mais qualificados, os melhores de todos, os que romperão recordes e os que nos encherão os olhos com sua beleza, preparo e capacidade. Nada disso nos conforta. Estamos preocupados e inseguros nas filas, inclusive em concessionárias de veículos, para lutar por uma vacina da gripe. O que era para ser um “agrado” aos compradores dos carros virou uma necessidade pública. Parabéns à concessionária que entendeu rapidamente isso e mudou, em um segundo, sua estratégia para beneficiar   todos e não somente quem pretende comprar carros de luxo.

    Há um certo exagero em tudo isso?

    Não tenho dúvidas de que sim, há exagero. Claro está que isto não quer dizer que ninguém se preocupe com a gripe. NÃO! Sem radicalismos para quaisquer um dos dois lados. A informação aliada ao bom senso devem predominar sempre. E o que a informação e o bom senso nos dizem? Simples assim:

    – Quem está no grupo de risco, isto é, crianças de 6 meses a 5 anos de idade, gestantes, puérperas, idosos, pessoas portadoras de patologias crônicas e todos os cuidadores destes grupos devem, sim, receber a vacina o mais rapidamente possível. Idem para os profissionais de saúde e a população indígena. Estas pessoas devem ficar nas filas das clínicas particulares ou do sistema público, que, em São Paulo, antecipou a campanha de vacina e a partir da segunda feira, dia 11/04, passa a vacinar gratuitamente as crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes e idosos. A partir do dia 18/04 também receberão gratuitamente as puérperas de até 45 dias, os portadores de doenças crônicas e a população indígena. Isso significa que a partir do dia 18 todo o grupo de risco já pode e deve receber a vacina nos postos públicos do estado.

    – Quem NÃO está no grupo de risco pode esperar um pouco. Supõe-se que, a partir do dia 18/04 as filas já terão diminuído. Depois desta data, portanto, tomem a vacina com calma. Só que estas pessoas só as podem receber nas clínicas privadas. Até lá, tomem as precauções universais que valem para todos. Quais são estas precauções?

    – As precauções universais devem ser tomadas SEMPRE. Mesmo quem Já recebeu a vacina deve segui-las. Isso inclui: lavar as mãos com frequência e passar álcool gel, tossir com a boca no antebraço e não nas mãos, ventilar os ambientes, comer saudável, dormir bem e praticar esportes.

    Saúde sempre: com cuidado e sem exageros!

    FONTE: http://g1.globo.com/bemestar/blog/doutora-ana-responde/

  • Vacina da gripe 2016: esclareça suas dúvidas

    A corrida para conseguir uma vacina contra a gripe nunca foi tão acirrada. Pais e avós com seus pequenos estão madrugando na porta das clínicas para adquirir uma  senha e ter o direito de aguardar horas nas filas que parecem não ter fim nem sossego.

    Engana-se quem pensou que este cenário refere-se ao SUS. Isto aconteceu nesta última semana  nas clínicas privadas, onde todas estas pessoas estão pagando por uma vacina.

    Sim, este ano a gripe – especialmente a causada pelo vírus Influenza A (H1N1) –  chegou mais cedo espalhando medo e insegurança, já que ninguém está livre de adquirir formas mais graves ou potencialmente fatais desta doença.

    Isto fez com que o governo antecipasse a distribuição pública das vacinas para o dia 04 de abril. Muitas dúvidas pairam no ar sobre as vacinas. Vamos esclarecer.

    – Quais vacinas existem contra a gripe 2016?

    Há duas vacinas disponíveis: a trivalente e a tetravalente (ou quadrivalente). São os seguintes os vírus nelas contidos:

    Trivalente: A (H1N1); A (H3N2); Influenza B (subtipo Brisbane)

    Tetra ou Quadrivalente: A (H1N1); A (H3N2); 2 vírus Influenza B (subtipos Brisbane e Phuket)

    Vejam que o A (H1N1) está contido nas duas.

    Estão indicadas para todas as pessoas, exceto para bebês com menos de 6 meses de idade. Mas atenção: dependendo do fabricante da vacina, um dos tipos da tetra só pode ser dado para crianças maiores de 3 anos de idade. A Trivalente pode ser dada para todos acima de 6 meses. Crianças de 6 meses a 1 ano tem que tomar duas doses com intervalo de 1 mês.

    – A vacina da rede pública é a mesma da rede particular?

    Quem determina a composição necessária dos vírus contidos na vacina é a OMS (Organização Mundial de Saúde) que se baseia na maior circulação observada de vírus no hemisfério norte no ano anterior. Em novembro de 2015, a Anvisa endossou a orientação da OMS e a vacina trivalente 2016, que contem os vírus determinados pela OMS,  está sendo produzida pelo Instituto Butantan de São Paulo. Importante reiterar que todas estas vacinas – da rede pública ou privada, trivalente ou tetravalente – protegem eficazmente contra os vírus da  gripe de 2016.

    – Quem tomou a trivalente pode tomar a tetravalente?

    Pode, se quiser. Recebe proteção a mais contra um subtipo do vírus Influenza B. Mas deve guardar um intervalo de 1 mês entre as duas doses.

    – Quem tomou a vacina em 2015 precisa tomar em 2016?

    Sim, pois a vacina tem validade de 1 ano. Além disso,  os vírus foram modificados de acordo com a maior incidência dos mesmos.

    – E quem tomou a vacina de 2015 este ano, deve tomar também a de 2016?

    As duas vacinas (2015 e 2016) conferem proteção contra os vírus A (H1N1) e A (H3N2). Para estes vírus as duas protegem. Porém, a diferença está no influenza B. Portanto, é aconselhável, SIM, tomar a vacina de 2016. Lembrando que deve haver um intervalo de 1 mês entre as duas vacinas.

    – Quem pode receber gratuitamente a vacina na rede pública?

    Dia 04/04: começa a vacinação gratuita dos profissionais de saúde.

    Dia 11/04: podem ser vacinadas as crianças de 6 meses a 5 anos de idade, idosos, gestantes e portadores de doenças crônicas.

    Dia 30/04: além dos grupos anteriores, podem receber a vacina puérperas de até 45 dias, detentos, funcionários da rede prisional e indígenas.

    – Quanto tempo leva para a vacina fazer efeito?

    Uma média de 2 a 3 semanas.

    – Quem está com febre pode tomar a vacina? E quem está tomando antibiótico?

    Recomenda-se que as pessoas com febre aguardem a resolução do processo para receber a vacina. Quem está tomando antibiótico deve conversar com seu médico e seguir as orientações específicas para cada um.

    – Quais as contraindicações para a vacina?

    As pessoas com alergia comprovada e importante ao ovo não devem receber a vacina. Quem está com imunodepressão, natural ou medicamentosa, deve receber orientações específicas do próprio médico.

    – Vacina da gripe dá gripe?

    NÃO. A vacina é composta por fragmentos dos vírus ou por vírus mortos e por isso não dá gripe. Ocorre que como a vacina é aplicada numa época em que há muitos vírus circulando, as pessoas ficam mesmo mais gripadas. Mas certamente por outros vírus que não os contidos na vacina.

    – Quais os principais efeitos colaterais da vacina?

    Esta vacina em geral não dá sintomas de desconforto depois. As reações são bastante individuais. Algumas pessoas podem apresentar febre, mal estar e um pouco de dor no local da aplicação.

    – Quais outros cuidados que podemos tomar para evitar a gripe?

    Nunca é demais lembrar:

    1. Lave as mãos com frequência. Superfícies como maçanetas de porta, por exemplo, podem estar contaminadas e as mãos levam os vírus para as mucosas da boca ou dos olhos da pessoa susceptível. Gripe passa, sim, pelas mãos.

    2. Ventile os ambientes. Se estiver em transporte público, ônibus, trem ou metrô, abra as janelas. Vale mais sentir frio do que pegar gripe. Lave as mãos assim que chegar em casa.

    3. Evite coçar os olhos ou colocar as mãos na boca. Lave as mãos com frequência.

    4. Quando tossir, tape a boca com o antebraço e não com as mãos. Lave as mãos com frequência.

    5. Tome mais água que o habitual, coma saudável, durma bem e pratique esportes! Mais importante: lave sempre as mãos!

  • Entenda a diferença de dengue, zika, chikungunya ou gripe A (H1N1)

    Você está calmamente executando suas tarefas cotidianas. Vivendo a sua vida, simplesmente! De repente, do nada, vem uma sensação de desconforto físico e mal estar. Começa a sentir calafrios, dores pelo corpo, um espirro, um pouco de congestão nas vias respiratórias, sensação de cansaço e vontade de deitar. Sente seu corpo esquentar. Pega o termômetro e constata: febre. Toma um antitérmico, melhora um pouco e dali umas poucas horas…tudo de novo. A febre volta e está alta. O mal estar piora.

    Na hora vem a dúvida: o quê será que é? Em tempos de epidemias de vírus, a questão é imediata: será gripe ou umas destas viroses como dengue, zika ou chikungunya? Como saber diferenciar e o que fazer para esclarecer? Quais providências tomar? Quais exames estão indicados? Vamos entender.

    Neste outono, mais um vírus passa a circular pelos ares contaminando e matando pessoas: o vírus da gripe A (H1N1), também conhecida como gripe suína. Os números de casos e de óbitos este ano, nesta época, já superou em muito os do ano passado. Tanto que o governo cogita em antecipar a campanha de vacinação.

    A diferença maior  entre este vírus e os da dengue, zika e chikungunya, no que se refere à transmissão, é que o da gripe circula sozinho pelos ares, passando diretamente da pessoa portadora para a pessoa susceptível pelo próprio ar ou por secreções contaminadas. Os outros  vírus  em geral “voam”  instalados no organismo mosquito vetor e transmissor, o Aedes aegypti.

    Os sintomas gerais de todas estas viroses são muito semelhantes, principalmente no início: febre, que pode ser alta, dor de cabeça, dores pelo corpo, muito cansaço, sonolência, inapetência, dor nos olhos, sensação de congestão, náuseas, vômitos  e dores nas articulações.

    No entanto, estas viroses tem, além destes sintomas comuns,  particularidades clínicas específicas, muitas vezes difíceis para diferenciar,  que assim se caracterizam:

    – Gripe A H1N1: os sintomas de congestão são mais expressivos como congestão e coriza nasal, que pode ser clara ou purulenta,  espirros, tosse seca ou com catarro e muita  dor de garganta. Pode ocorrer também dor de ouvido. A dor de cabeça é muito comum, especialmente quando a movimentamos.

    – Dengue: na dengue os sintomas congestivos são menos expressivos. Quase não há coriza nem tosse. Mas há muita dor de cabeça e uma dor característica atrás dos olhos. Predominam a intensa sensação de cansaço  e as dores pelo corpo todo. Podem surgir manchas vermelhas leves pelo corpo.

    – Dengue hemorrágica: o quadro é bem mais intenso. Predominam a sensação de desconforto e os sinais de sangramento. O nariz, a boca e as gengivas  podem sangrar. Podem surgir manchas roxas pelo corpo. Pode ocorrer uma dor abdominal muito forte, contínua, que não melhora com nada. A pele fica fria e pálida.

    – Zika: de todas é a que tem sintomas mais leves na fase aguda. Tanto assim que pode passar despercebida, apenas como um quadro de desconforto sutil. Há poucos sintomas de congestão nasal, tosse ou dor de garganta.  As machinhas vermelhas espalhadas  pelo corpo são bastante características. Estas manchinhas podem coçar, assemelhando-se a uma alergia. Os olhos também podem ficar vermelhos e coçar um pouco.

    – Chikungunya: os sintomas congestivos, como a dengue e a zika, são menos predominantes.  As dores articulares é que são mais características. Acometem principalmente as articulações dos pés, tornozelos e pulsos. Além da dor, as articulações podem ficar inchadas e vermelhas. Estes sintomas articulares podem durar semanas ou meses.

    Os exames diagnósticos gerais podem ser pedidos pelo médico na suspeita de uma destas viroses. Um hemograma é sempre recomendável, pois indica se há ou não anemia. Mostra também o número de leucócitos – nossos glóbulos brancos-  indicando-nos a situação de nossa defesa. Importantíssimo observar a contagem das  plaquetas, que são responsáveis pela coagulação do sangue; o que é de extrema importância na suspeita de dengue hemorrágica.

    Os exames específicos podem também ser pedidos, dependendo da situação clínica de cada paciente. Por isso, na presença destes sintomas, recomenda-se uma avaliação médica bem completa.

    A gripe é a única destas viroses para a qual, além do tratamento geral, há terapêutica antiviral específica, indicada em alguns casos.  Para as outras viroses o tratamento é de suporte e controle dos sintomas- o que também é essencial para salvar vidas, especialmente quando indicado a tempo.

    Saber qual vírus nos acomete é muito importante! Fiquem atentos!

  • A gripe chegou mais cedo: veja quais cuidados tomar

    Este ano de 2016 chegou com tudo e não está nada fácil para os brasileiros. O país se convulsiona a cada dia com fatos e notícias que nos deixam politicamente incrédulos, instáveis e abalam a nossa já fragilizada estrutura econômica.

    Como se isso não bastasse, o Aedes segue voando impune, multiplicando-se  sem  nenhuma dificuldade  no lixo que segue irrestritamente largado nas ruas. Os vírus da dengue, zika e chikungunya também seguem fortes e blindados dentro do mosquito, levando brasileiros doentes para os hospitais lotados e sem chance de atendimento médico minimamente decente.

    Os bebês com microcefalia, sequelados pelo zika, não conseguem – com raríssimas exceções – o rápido e merecido atendimento multiprofissional de que tanto necessitam para uma vida mais digna.

    Não bastasse tudo isso… outro vírus, também potencialmente mortal, vem fazer parte deste cenário lúgubre: o vírus influenza A (H1N1); aquele da gripe suína.

    Este ano, esta gripe chegou mais cedo. Para que se tenha uma ideia, o Ministério da Saúde aponta  que até o final de fevereiro de 2016 foram registrados no Brasil 84 casos, com 11 óbitos. Destes, 76 (e 9 óbitos)  foram na cidade de São Paulo. Saliente-se que, no ano passado, nesta mesma época, nenhum caso de H1N1 foi registrado.

    Pais aflitos estão recebendo mensagens em seus grupos de whatsapp, relatando crianças das classes dos filhos com suspeita e/ou confirmação diagnóstica de gripe A (H1N1). Muitos nem querem mandar seus pequenos para a escola.

    A gripe veio mais cedo: o que fazer? Como se prevenir? Veja aqui 3 dicas importantes:

    1. A vacina da gripe. A Anvisa já determinou, no final do ano passado, como deve ser a composição da nova vacina da gripe para este ano de 2016. A quadrivalente deve conter vírus equivalentes ao Influenza A (H1N1- chamada também de suína), ao Influenza A ( H3N2) e contra 2 vírus Influenza B. A trivalente terá só um tipo de Influenza B. Estas vacinas devem estar nas redes públicas e privadas a partir de abril. Fiquem ligados. Crianças a partir de 6 meses de idade já podem receber esta vacina. Na rede pública podem se vacinar gratuitamente crianças de 6 meses a 5 anos, pessoas com mais de 60 anos, gestantes ou quem deu à luz nos últimos 45 dias, pessoas com doenças crônicas não transmissíveis (cardíacas, renais, neurológicas, respiratórias, hepáticas, diabéticos, obesos, imunossuprimidos e transplantados) povos indígenas, profissionais de saúde e do sistema prisional e pessoas institucionalizadas.

    2. Ventilem os ambientes em que vocês estiverem. Pode parecer simples, um pouco óbvio, mas isso é muito importante e muitos esquecem de abrir as janelas. Os vírus da gripe são adquiridos pelo ar. Por isso é importante ventilar o ambiente. Nesta época em que o Aedesvoa livremente todos optam por fechar as janelas de casa, do trabalho e do transporte. Em casa e no trabalho o melhor é telar as janelas. O ar entra e sai e o Aedes fica do lado de fora. Em carros e ônibus em movimento, o Aedes não consegue entrar. Ventilem. Tomem vento. Melhor do que respirar os vírus da Influenza.

    3. Lavem as mãos com frequência mais que triplicada. Os vírus da gripe podem também ser transmitidos por secreções que ficam nas mãos das pessoas. Por isso, lavem as mãos depois de tossir ou espirrar, usem lenços de papel descartáveis e evitem tocar as próprias mucosas do nariz, boca ou olhos depois de cumprimentar pessoas gripadas. Se estiver ao alcance, utilizem álcool gel com frequência.

    Prevenir é sempre melhor do que ter que tratar depois.

  • As doenças respiratórias estão chegando!

    As águas de março já estão fechando o verão no país inteiro. Chuvas fortes não estão nos dando trégua e seguem desabando casas e/ou inundando ruas que,  cobertas por água e  lama, deixam um rastro de desesperança e desespero em muitas pessoas.

    O outono se anuncia e com ele aumenta a incidência das doenças respiratórias, especialmente naqueles que estão nos extremos da vida: crianças e idosos.

    Oscilações bruscas de temperatura ao longo de um mesmo dia, dias mais secos e poluídos provocam o aumento das secreções respiratórias. Vamos entender como tudo isso acontece.

    A nossa boca é cheia de microrganismos. A garganta, ou orofaringe, também. Convivemos com eles. No entanto, se descermos alguns centímetros para dentro das vias respiratórias, mais especificamente na traqueia, por exemplo, não encontramos mais bactérias.

    Portanto, dá para imaginar a potência do aparelho de defesa que possuímos nas vias respiratórias superiores, especificamente na região da garganta, para “segurar” lá todos os microrganismos e não os deixar penetrar nas vias mais inferiores. Nesta região, nossas células são cobertas por cílios. Estes cílios batem com uma velocidade impressionante em uma única direção: de dentro para fora. Com isso, expelem todos os tipos de invasores mais indesejados, inclusive as partículas que aspiramos. Além dos cílios, mecanismos imunológicos também participam deste “exército” que nos defende.

    Tudo na mais perfeita harmonia, até que “algo” chegue para  quebrar este equilíbrio. A poluição do ar, os alérgenos ambientais e dias mais frios,  típicos do outono, são três destes fatores.

    Imagine que entra um “cisco” no seu olho. Imediatamente você começa a produzir lágrima, não é mesmo? As lágrimas surgem para “expulsar” o corpo estranho. Isso é exatamente o que acontece nas vias respiratórias.

    Quando respiramos um ar muito poluído, o excesso de pó “gruda”  na mucosa respiratória. Como defesa, produzimos secreção para “expulsar” as partículas estranhas. A tosse é o primeiro sinal que aparece. Voltando ao exemplo do olho, se o “cisco” permanece, o olho fica vermelho, certo? É o que acontece, por exemplo, nos dias muito poluídos. Todos ficam com os olhos vermelhos e ardendo. O mesmo ocorre na mucosa respiratória. Se o estímulo de partículas de pó persistirem, forma-se um intenso processo inflamatório local.

    Resultado: com excesso de secreção, muco e um processo inflamatório, perdemos nossas defesas locais e ficamos muito mais expostos aos agentes infecciosos. Basta levar uma “tossida” de alguém com uma bactéria ou vírus um pouco mais agressivo e…muito possivelmente ficaremos doentes.

    Se o agente agressor e as secreções “subirem”, teremos as “ites” tão familiares e conhecidas: sinusite, otite, amigdalite, faringite. Se “descerem”, poderemos ter quadros como laringite, laringotraqueobronquite, bronquite catarral,  pneumonia ou broncopneumonia e, nos pequenos bebês, a tão temida bronquiolite.

    Por isso, aqui vão 3 dicas para que todos se preparem para este outono. Podem parecer simples, mas fazem diferença.

    1. Alimentação, horas suficientes de sono e atividade física fortalecem seu sistema de defesa. Sem a menor dúvida.

    2. Sempre que possível, evite locais fechados e grandes aglomerações. Abra as janelas dos ônibus. Ventile o ambiente em que estiver.

    3. Ao menor sinal de aumento de secreção nas vias respiratórias, use soro fisiológico sem economizar. Pode ser em nebulização nasal ou com inalações. Tome bastante água ao longo do dia.

    Saúde, sempre!

    Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/blog/doutora-ana-responde/post/doencas-respiratorias-estao-chegando.html

  • Quem está com dengue, zika ou chikungunya também deve usar repelente?

    O Aedes está circulando livremente por todo o território nacional. Prolifera-se vigorosamente em todas as poças acumuladas de água deixadas pelo nosso descuido irresponsável. Carrega dentro de seu corpo, de apenas 0,5 cm de tamanho, 3 vírus com alto potencial de letalidade. O da dengue pode causar hemorragias mortais; o zika muito provavelmente causa sequelas irreversíveis nos nossos bebês; o chikungunya provoca dores articulares extremamente desconfortáveis.  Até ai, nenhuma novidade.

    Vamos avaliar de quais armas atualmente dispomos e o que estamos fazendo para nos livrar deste mosquito e/ou dos vírus letais que transporta.

    Algumas são conhecidas:

    1. Vacinas. A vacina da dengue já está em fase final de estudos e deve nos proteger dos 4 sorotipos existentes. Vários laboratórios no mundo a estão pesquisando. Isso é muito bom, pois quem ganha esta concorrência saudável somos todos nós. Uma delas, já aprovada pela Anvisa, será indicada para pessoas de 9 a 45 anos de idade. Podemos perguntar: e as outras faixas etárias? Ficarão à mercê do Aedes? Sim, mas a boa notícia é que quando se diminui a quantidade total de vírus circulando na população, diminui-se também, em consequência,  o número total  de doentes.

    Importante lembrar que para o Aedes contaminar uma pessoa, primeiro ele deve picar alguém que está com vírus circulando no sangue. Só a partir deste momento é que este mosquito passa a ser um transmissor. Portanto, se há menos gente contaminada, melhor para todos.

    A vacina do zika vírus está ainda longe de ser concluída. Deve seguramente demorar mais de 1 ano para estar disponível para a população.

    Contra o chikungunya não temos previsão de vacinas.

    Portanto, estas nossas “armas vacinas” limitam-se a combater, num futuro mais próximo, apenas o vírus da dengue.

    2. Repelentes. Os repelentes indicados contra o Aedes são os que contem Icaridina e DEET. Os outros tem uma eficácia limitada, o que restringe seu uso. São uma arma eficiente, desde que utilizados e reaplicados sempre que necessário. Este é um grande problema: a reaplicação constante. Muitas pessoas ficam impossibilitadas de reaplicar. Ou porque esquecem, ou estão na rua, ou no trabalho ou mesmo em escolas. Ninguém quer acordar no meio da noite para passar repelente. E há dúvidas sobre o momento de passar e/ou reaplicar o repelente. Tem mosquito na escola do seu filho? Na rua em que você está passando rapidamente? Pode-se passar e reaplicar sempre, todos os dias? Muitas dúvidas reais. Além disso,  não os podemos utilizar em bebês com menos de 6 meses. Este é um fator limitante importante para esta faixa de idade.

    3. Mosquiteiros. Conferem uma excelente proteção mecânica. Podemos usar a imaginação para construir mosquiteiros que cubram as camas grandes e/ou os berços dos pequenos. Podemos telar nossa casa. Mas esta também é uma arma que oferece muitas limitações, posto que não podemos viver em uma “bolha”, fechados dentro de um tecido de mosquiteiro.

    4. Não jogar lixo nas ruas e não deixar locais que possam acumular água. No Brasil isso é tarefa impossível. Observem atentamente em TODAS as cidades brasileiras a quantidade de lixo acumulado em terrenos,  calçadas, casas, quintais, ruas, praças ou jardins. Onde há pessoas há chance de ter lixo. Jamais conseguiremos evitar que pessoas continuem jogando as mais variadas formas de acumuladores de água nas ruas. Todos tem esta informação. Não obstante,  muita gente continua jogando lixo. Esta arma, portanto, é praticamente inglória.

    5. Informação. A informação em saúde é uma arma poderosa. É o que nos torna mais fortes e mais capazes de vencer esta guerra. Desde que, claro, tenhamos a disposição de colocar em prática o que for necessário para o bem de todos. Não só para o nosso bem. Para o de TODOS.

    E aqui vai uma informação que podemos passar para frente: as pessoas que estão doentes, com diagnóstico atual de dengue, de zika ou de chikungunya e estão em casa DEVEM usar repelentes constantemente, com reaplicações a cada 6 horas. Porque isso, se já estão doentes? Porque os doentes são as pessoas que transmitirão o vírus na picada do Aedes. Os doentes, portanto,  são a “fonte” de vírus que entram no Aedes. E este Aedes é que transmitirá os vírus, na sua próxima picada,  para quem ainda não está doente.

    Difícil imaginar que uma pessoa doente com dengue, zika ou chikungunya passe repelente a cada 6 horas? Pode ser. Mas para o bem comum, todos os esforços deveriam valer a pena, não é mesmo?

    Como podemos ver, todas as armas que atualmente estão à nossa disposição são indiscutivelmente insuficientes. Esta guerra está muito, muito longe de terminar.

     Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/blog/doutora-ana-responde/
  • Por que é tão difícil perder peso?

    Pergunte para alguém o que acha do próprio peso. A maioria certamente responderá que precisa perder pelo menos 2 kg. Perder pouco peso pode parecer fácil. Talvez por isso mesmo muita gente vai adiando a decisão, na certeza de que quando quiser, conseguirá. Mas o difícil é dar este primeiro passo. Na maior parte das vezes, quase ninguém se aventura. Opta-se por permanecer com os 2 quilinhos a mais.  Por outro lado, perder muito peso exige uma determinação muito forte, além, claro, da disposição de abdicar de uma das delícias da vida: comer sem restrições e com prazer.

    Perder pouco ou perder muito, não importa. O difícil é perder alguns quilos e mantê-los perdidos, sem  os “encontrar” de volta, depois de um tempo.

    Porque não conseguimos perder peso?

    Estímulos para perder os quilos a mais não faltam neste nosso mundo contemporâneo. O corpo esguio, bem delineado, com músculos milimetricamente definidos é o sonho de consumo de muita gente, posto que é o modelo de beleza vigente. Quem não deseja se sentir belo(a)? Quem não tem um prazer discreto (ou explícito) ao ser invejado e/ou elogiado por sua beleza física?

    Lojas de grife – e as que nem são tão de grife assim –  colocam à venda suas incríveis roupas projetadas para manequins de um certo número…para baixo. Resultado: muitos ficam de fora, sem chance de participar deste seleto grupo de felizardos. Um corpo perfeito com uma roupa perfeita: o mundo perfeito de muita gente!

    Fora os aspectos meramente estéticos, há também os que se relacionam à saúde e que nos impelem a fazer uma dieta. A obesidade crescente, em todas as faixas etárias, traz consigo outras comorbidades indesejadas e infelizmente também cada vez mais incidentes: doenças cardiovasculares como hipertensão, derrames e infartos; diabetes ou até  depressão. Em adolescentes, a obesidade comumente relaciona-se à exclusão social e baixa autoestima.

    Estímulos para perder peso, portanto, não faltam!

    Voltamos à pergunta: porque então as pessoas não conseguem? Será  por falta de conhecimento?

    Dificilmente. Pergunte para qualquer criança o que é uma alimentação saudável e ela te responderá corretamente. Todos sabemos o que podemos comer – e principalmente o que devemos deixar de comer –  se quisermos emagrecer. Estes alimentos chamados “saudáveis” estão à disposição de todos, nas feiras, sacolões e supermercados. Mais importante: além de estarem à disposição, não são mais caros. Ao contrário, quem faz dieta geralmente faz também economia no supermercado. Claro que fazer uma dieta com a orientação profissional de um nutricionista fica muito melhor. Pode não ser mais “fácil” – mas certamente será muito mais apropriada e saudável.

    Todos também sabemos que praticar exercícios físicos é fundamental para aumentar o gasto energético diário e, consequentemente, nos ajudar a perder os quilinhos a mais.

    Sabemos o que fazer e como fazer. Por isso, voltamos à pergunta: porque então não conseguimos emagrecer? Estímulos para perder peso, há de sobra. Conhecimento do que é uma alimentação saudável e mais restrita de calorias também. Conhecimento da necessidade de fazermos mais exercícios físicos também é senso comum. Porém, é fato que a maioria das pessoas não consegue colocar em prática tudo isso e dar o primeiro passo.

    Voltamos à pergunta: por que então não conseguimos emagrecer? Deixo para cada um a sua própria resposta.

    Foto: Reuters/Courtesy of Oldways

  • Forças Armadas X Aedes + brasileiros: quem vai ganhar essa?

    As Forças Armadas têm a nobre missão de  defender o território nacional e a todos nós, brasileiros. Todos os militares são treinados, com criteriosa ordem e organização de funções, para combater quem quer que ameace a paz e a soberania da Pátria. Para tanto, é natural que tenham à disposição navios de guerra, caças, tanques e um  arsenal de armas e munições sofisticadas e modernas o suficiente para garantir a segurança.

    No entanto… agora saem em uma missão inusitada, de extrema importância, não obstante muito possivelmente inglória, isto é, sem chance de vitória, eventualmente mortal e a um tempo aparentemente contraditória.

    Quem vão combater? Quem são os “inimigos”? São dois:

    1. Aedes aegypti. Um mosquito de no máximo 0,5 cm de tamanho, que vive só por 45 dias e que só consegue voar em um raio de no máximo 300 metros do local onde nasceu. Mosquito que podemos matar com a palma das mãos em um “tapa” certeiro, sem precisar de fuzis, mísseis ou torpedos. Detalhe importante é que este mosquito pode carregar dentro de seu frágil – porém extremamente resistente –  corpo 4 armas poderosas: os vírus da dengue, chikungunya, zika e também da febre amarela.

    Estas armas são mortais. Estes vírus acometem, debilitam ou matam  quaisquer pessoas de quaisquer idades: bebês, crianças, jovens, adultos ou idosos, que por eles forem acometidos. Entre tantos outros sintomas, os vírus da dengue e da febre amarela, por exemplo,  podem fazer o organismo perder sua capacidade de coagulação, levando a sangramentos incontroláveis e mortais sem que as pessoas tenham levado um único tiro. O zika sequela bebês ainda no útero materno, deixando-os irreversivelmente incapacitados para uma vida com qualidade. O vírus chikungunya pode dar dores articulares comprometedoras. Potentes armas biológicas, portanto.

    Mas há o segundo “inimigo”:

    2. Os brasileiros. Como? As Forças Armadas “combatendo” os brasileiros? Não seria contraditório? Não exatamente. Pois neste momento nossas Forças Armadas “combatem”   grupos de brasileiros que tem as seguintes peculiaridades:

    – Os  que jogam indiscriminadamente lixo nas ruas, nos matos, nos terrenos baldios ou nos próprios quintais, junto com vasos de plantas não cuidados, à mercê das fêmeas do Aedes, ávidas por colocar na água acumulada seus milhões de ovos.
      Soldado distribui panfleto sobre Aedes aegypti no Rio de Janeiro
    – Os que estão investidos do poder público e não o exercem para o bem de todos: trata-se aqui dos que foram eleitos ou nomeados para garantir melhores condições de vida, educação e saúde para a população, o que significa: providenciar a limpeza das ruas, dos matos, dos rios e de onde mais houver lixo acumulado; garantir fácil e rápido acesso  à saúde e promover a saúde de qualidade para todos; garantir educação de excelência para todas as crianças e garantir condições de moradia dignas, entre tantas outras missões.

    As nossas Forças Armadas foram chamadas pois a situação exige um treinamento de guerra. Combaterão o Aedes e os brasileiros que deixam lixo nas ruas e água estocada nas casas e os que não executaram dignamente suas funções públicas para as quais foram eleitos.

    Faça as contas: 3 dias depois dos mosquitos se tornarem adultos, as fêmeas estão prontas para procriar. A fêmea pode guardar o esperma do macho em sua espermoteca para a formação de mais mosquitos posteriormente. Segundo a Fiocruz, cada fêmea pode colocar até 1500 ovos durante sua vida (de no máximo 45 dias). Um ovo do Aedes leva uma média de 10 dias para se tornar um mosquito viável.

    Nossos militares estarão apenas “armados” com  cartilhas educativas e orientações pertinentes. Sem metralhadoras, tanques, navios ou aviões de guerra. Apenas com informação em saúde e muita disposição para orientar e ajudar.

    Quem vencerá essa batalha?

    Fotos: Leo Correa e Silvia Izquierdo/AP Photo

    Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/blog/doutora-ana-responde/

  • Gestantes: usem camisinha!

    Este alerta pode parecer um exagero. Mas é o que especialistas do mundo inteiro têm recomendado para as gestantes que têm parceiros que estiveram em áreas onde há zika circulando, após o relato divulgado pelo Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC) e do Serviço de Saúde de Dallas (DCHHS) do que seria o terceiro caso de transmissão sexual de zika. Vale lembrar que o zika está circulando em todo o território nacional.

    Nos últimos dias a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) detectou o zika na saliva e também na urina de pessoas acometidas. Há formas de contágio por estas vias? Não há ainda nenhum relato. No entanto, a própria Fiocruz recomenda que as grávidas aumentem os cuidados.

    Ante tantas e tão rápidas informações que se avolumam a cada dia, é natural que todos fiquem com dúvidas. Em especial as gestantes que, além das dúvidas, também estão com medo. Vamos às perguntas mais frequentes e esclarecimentos mais importantes.

    Estou grávida. Eu e meu companheiro estamos juntos há mais de 10 anos e somos totalmente fiéis um ao outro. Mesmo assim devo usar camisinha?

    SIM. O seu parceiro pode ter adquirido o zika vírus pela picada do Aedes e é possível que o transmita a você na relação sexual. Por isso, o uso da camisinha é importante para proteger o filho de vocês.

    – Devo usar a camisinha mesmo se o meu parceiro não tiver tido nenhum sintoma de zika, como febre e manchas vermelhas pelo corpo?

    SIM. Lembrem-se de que o zika pode ser totalmente assintomático em até 80% dos casos. Isso significa que o Aedes contaminado pode ter picado seu parceiro, e o zika passou da corrente sanguínea para o sêmen, sem que ele tivesse apresentado nenhum sintoma. Na verdade, ele nem soube que isto aconteceu. Por isso, vale usar a camisinha.

    – Até quando devo usar a camisinha? Até o bebê nascer?

    SIM. Sabe-se que o zika causa as lesões no cérebro dos bebês, levando à microcefalia, nos primeiros meses de gestação. No entanto, como este ainda é um agente infeccioso que se está estudando agora, vale a cautela até o final.

    – E depois que o bebê nascer? Se pegar o zika pode ter microcefalia?

    NÃO. Se o seu bebê nasceu com o tamanho da cabeça normal, isto é, maior do que 32 cm, então não se preocupe. Sem nenhuma chance de microcefalia depois.

    – Não estou grávida, mas quero engravidar e meu parceiro teve sintomas de zika. Até quando devo esperar?

    Os especialistas recomendam que os homens que tiveram sintomas de zika devem usar camisinha por um período de até 6 meses.

    E se ele não teve sintomas do zika? Posso engravidar agora ou espero um pouco?

    Com o relato da possibilidade da transmissão sexual do zika, as autoridades britânicas recomendam que homens que cheguem de áreas de risco (Brasil, por exemplo) e que não apresentaram nenhum sintoma de zika usem camisinha com suas parceiras por até 28 dias. Quem teve sintomas do zika deve usar camisinha por 6 meses. Autoridades e especialistas brasileiros, por sua vez, estão recomendando o adiamento da gestação, sempre que possível, até que estudos científicos nos esclareçam mais.

    O zika também foi detectado na urina e na saliva. Estou grávida e fiquei apavorada. Há formas de transmissão por estas vias?

    Não há, no mundo, nenhuma descrição de transmissão do zika por estas vias. Mas, como o vírus foi isolado na urina e saliva em sua forma ativa, isto é, com potencial para provocar infecção, especialistas recomendam cautela e não entendem como orientação exagerada que as gestantes, especialmente no início da gestação, evitem locais excessivamente aglomerados e evitem também compartilhar copos e talheres.

    – Isso tudo não é um exagero? Compartilhar copos, talheres, usar camisinha com o parceiro de anos… parece demais, não é mesmo?

    Vamos avaliar. Pesquisadores e especialistas estão avidamente buscando informações sobre o vírus da zika. Todo este esforço para que as gestantes corram o menor risco de adquirir um vírus que pode, para sempre, lesar o sistema nervoso central de um bebê intraútero e comprometer irreversivelmente sua vida e a vida de toda a família. Isso é muito sério. É definitivo na vida de uma pessoa. Por isso, não custa pecar pelo exagero, até que estudos científicos nos informem com segurança quais são as orientações efetivas para se evitar lesões nos bebês.

    Pode ser que num futuro próximo estas medidas sejam consideradas excessivas e sem propósito. Mas o conhecimento de que dispomos no momento é esse. Por isso, todo esforço vale a pena. É o destino de uma vida e de uma família que estão em jogo.

    Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/blog/doutora-ana-responde/

  • Carnaval: quem se informa, aproveita mais

    Esta semana o Brasil inteiro entra em “estado de carnaval”. Isso significa que a vida dos brasileiros vai se nortear pela perspectiva do que se vai fazer ou onde se vai estar na semana dos feriados mais famosos deste país. No carnaval, tudo entra em modo “pausa”: a política e os políticos (estes aí estão já há algum tempo), escolas, unidades de saúde, serviços públicos, escritórios…enfim…o país dá sua tradicional “parada”.

     

    Os blocos já estão nas ruas e atrás deles uma multidão que vai para se divertir, num “esquenta” para os dias de carnaval.

     

    Tudo certo e tudo muito gostoso. No entanto, para a diversão do carnaval trazer saúde e boas lembranças, alguns cuidados são essenciais para preservar sua alegria e paz em todos os outros  dias que seguem a quarta feira de cinzas.

     

    A maioria de vocês muito provavelmente já sabe o que se segue. Saber é uma coisa. Colocar em prática é outra bem diferente e esta última, sim, é que faz a diferença. Por isso, nunca é demais lembrar. Três avisos, apenas:

    1. JAMAIS dirija com sono ou depois de beber. JAMAIS entre no carro de quem vai dirigir com sono ou que bebeu. Morrer é “apenas” um dos problemas. Mas há outros também, como matar as pessoas que estão com você no carro (com as quais certamente você tem ligações emocionais);  ou matar inocentes desconhecidos, suas famílias e seus amigos, que por azar cruzaram o seu bêbado e/ou sonolento caminho; ou ser o responsável por sequelas definitivas (paraplegia ou tetraplegia, por exemplo) nas vidas dos que passaram perto de você neste carnaval.

    Ciclistas: treinar seu pedal cedinho nas estradas pode dar muito prazer. Entendo. Mas o carnaval definitivamente NÃO é a época mais apropriada para isso. Aliás, cuidado com as estradas. Todos os dias do ano.

    1. SEMPRE  USE CAMISINHA.  Jovens de hoje veem a AIDS como doença ultrapassada, de 30 anos atrás. Tornou-se história contada e não mais vivida. Inocente engano. Vejam os dados reportados no  ano passado:  o HIV triplicou em jovens de 15 -19 anos nos últimos 10 anos. Além disso, a incidência da sífilis aumentou em todas as regiões do Brasil; a gonorreia está mais difícil e resistente para tratar e o HPV relaciona-se também a câncer de garganta. Por isso tudo a camisinha deve estar na bolsa ou no bolso de todos neste carnaval.

    Importante lembrar também que existe o que se chama de profilaxia pós exposição pelo HIV. Isso significa que pessoas que tiveram exposição ou uma relação sexual suspeita devem procurar um serviço público de saúde, idealmente até 72 horas após a exposição, para ver se tem indicação de receber uma droga antiviral que os protegerá de uma possível contaminação pelo HIV. Divulguem.

    Reiterando, incansavelmente: USEM CAMISINHA.

    1. Joguem o LIXO NAS LIXEIRAS. Não há lixeiras suficientes? Não deve haver mesmo, neste país continental. Use sua imaginação e, mesmo em pleno carnaval, com trios elétricos te embalando, pense em uma forma de armazenar seu lixo e  não entupir as ruas de garrafas, copos, plásticos ou o que mais te ocorrer jogar no chão. O Aedes aegypty aí está se proliferando e levando com ele, de forma explosiva, como a Organização Mundial de Saúde afirmou nesta semana, o zika vírus, deixando nossos bebês e suas famílias irreversivelmente comprometidos. Além do zika, pode também transmitir a dengue, a febre chicungunya, e a febre amarela, como sabemos. Só para lembrar, o Aedes consegue se proliferar em uma única tampinha de garrafa com água. Por isso, use sua imaginação para se livrar do seu lixo. Não o jogue no chão, se não houver lixeiras disponíveis.

     

    Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/blog/doutora-ana-responde/

  • Óculos escuros: cuidados necessários na hora de comprar

    Quem não gosta de  experimentar óculos escuros que estão à venda? Ato contínuo, olha-se no espelho para ver o “efeito” que deu no próprio visual!

    De fato, mudam o rosto ou até o estilo da pessoa. Passam uma ideia de “mistério”, uma vez que impedem  que outros “leiam” os olhos de quem os usa. Suas várias formas e cores permitem “brincar” com a própria imagem.

    No verão, com os dias muito claros e Sol forte, a procura por óculos escuros aumenta bastante. Fazem parte do visual da estação.

    Lembrem-se de que os óculos escuros foram originalmente idealizados com o propósito de proteger seus olhos. Mas podem se tornar uma ameaça e um risco à sua visão se determinados cuidados não forem tomados na hora da escolha e compra. Vamos entender.

    1. Certifique-se de os óculos garantam proteção contra os raios UV (ultravioleta). Verifique se há um selo de proteção contra UVA e UVB. Por isso, fique atento ao local onde você compra os óculos. Os produtos têm que ter boa e confiável procedência de fabricação, com a certificação garantida.

    Entenda por que isso é tão importante para sua saúde ocular. A pupila dos nossos olhos (o ponto pretinho que fica no meio) tem a responsabilidade de regular a luz que entra no olho. Assim, em ambientes muito claros, ela se fecha, para deixar entrar apenas a luz necessária para enxergarmos. Em ambientes escuros, ao contrário, ela se dilata, para mais luz entrar e permitir a visão. E assim a luz que entra nos olhos é minuciosamente regulada a cada segundo.

    Os óculos escuros diminuem a luminosidade que entra no olho. Por isso são escuros. “Enganam” a pupila, que se dilata quando percebe um ambiente escuro. Mas o Sol lá está. Portanto, se os óculos não garantirem proteção contra os raios UV, fica fácil entender que, com a pupila dilatada, eles penetram muito mais facilmente no fundo dos nossos olhos. Resultado: a chance de doenças como degeneração macular e catarata, por exemplo, aumentam consideravelmente. Por isso, cuidado com a procedência dos óculos que for comprar.

    2. Verifique a “forma” dos óculos. A maior parte das pessoas pensa na estética quando escolhe a forma dos óculos. Olha-se no espelho e decide se aquele óculos combina ou não com o formato do próprio rosto. Tudo certo.

    Mas há também algo mais a ser levado em consideração: certifique-se de que a forma escolhida envolva bem os seus olhos, não deixando a luz de fora entrar. Se os óculos não estiverem corretamente adaptados ao seu rosto, os raios UV podem atingir sua retina, uma vez que a sua pupila estará naturalmente mais aberta com o escurecimento promovido pelas lentes.

    Isso é particularmente importante para quem vai praticar esportes com os óculos, como corrida ou bicicleta, pois os óculos não corretamente adaptados ao rosto podem se mover e permitir que a luz do Sol penetre no fundo do olho.

    3. Escolha  a cor das lentes mais apropriada para você. Nem todas as cores de óculos escuros tem o mesmo efeito. Vamos entender.

    – Marrom e âmbar: diminuem o brilho, dão maior noção de contraste e profundidade e por isso são indicadas para dias muito claros e verão intenso. Ideal para quem vai dirigir, principalmente na estrada.

    – Verde: diminui a claridade e aumenta o contraste das cores. Por isso, estas lentes  são indicadas para pessoas com mais de 60 anos, que naturalmente já perderam um pouco do contraste da visão.

    – Amarela ou laranja: realçam a visão noturna. Por isso são indicadas para o final  do dia, especialmente para quem vai dirigir nesta hora.

    – Cinza: diminui o brilho, sem distorcer as cores. Indicada  para o final do dia, já que não escurece demais.

    – Púrpura: realça o contraste do azul e do verde e por isso é indicada para quem vai curtir a natureza em regiões de  mata, floresta ou mar.

    Enxergue um mundo melhor, com estilo, mas principalmente com segurança. Pense nisto antes de escolher suas lentes escuras.

  • Vacina contra dengue: esclarecendo dúvidas

    Acaba de ser liberada pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), no Brasil, uma vacina contra o vírus da dengue,  produzida por um importante laboratório francês, o  Sanofi Pasteur. O nome da vacina é Dengvaxia.

    Há muitas questões para serem respondidas pelos especialistas, como por exemplo: o SUS deve comprar esta vacina e fazer uma campanha de vacinação em massa?

    Muitas outras dúvidas entre todos. Vamos esclarecer as mais frequentes.

    Quem pode e quem não pode tomar esta vacina?
    A vacina está indicada para pessoas entre 9 e 45 anos de idade. Fora desta faixa etária, os estudos demonstram que sua eficácia é baixa e, portanto, não está indicada. Está contraindicada em gestantes e em pessoas com a imunidade comprometida.

    Esta vacina garante uma boa proteção contra a dengue?
    Este é um dos problemas. Esta vacina tem uma eficácia que não é considerada muito alta. Isso significa que ela garante aproximadamente 65,6% de proteção geral. Para se ter uma ideia, a vacina da febre amarela garante 90% de proteção e a do sarampo garante 98%.

    Importante saber que o vírus da dengue tem 4 sorotipos. Como se fossem 4 “irmãos” de uma mesma família. A vacina protege contra os quatro. Só que contra o sorotipo 2, tem uma eficácia ainda mais baixa: de apenas 47,1%.

    Então vale a pena tomar?
    Aí é que está. Segundo o laboratório Sanofi, os estudos indicaram que a vacina tem a capacidade de proteger contra os casos mais graves de dengue. Por isso vale a pena. Vamos entender. Quem já teve dengue uma vez, pode pegar de novo. Por que? Porque há os 4 sorotipos do vírus. Quem já pegou dengue pelo número 1, por exemplo, ainda está vulnerável aos de número 2,3 ou 4. Só que quando se pega dengue pela segunda vez, é muito pior: a chance de desenvolver uma forma mais grave, como a dengue hemorrágica, por exemplo, é muito maior. Aí é que entra a vacina. Ela tem a capacidade de proteger as pessoas que já tiveram dengue das formas mais graves desta doença, que geralmente cursam com alta mortalidade.

    Quantas doses são?
    No total são 3 doses, com intervalo de 6 meses entre cada uma. Isso significa que a proteção total só se conquista depois de aproximadamente 1 ano. Mas importante saber que depois da primeira dose um certo nível de proteção já se inicia.

    A vacina está indicada apenas para pessoas de 9 a 45 anos. Crianças pequenas e idosos ficarão de fora. Eles então não serão beneficiados?
    Diretamente não. Indiretamente, sim. Vamos entender. Para o mosquito contaminar alguém precisa primeiro picar uma pessoa que já está contaminada, isto é, que está com vírus no sangue. O vírus então entra no mosquito. Na próxima picada é que é injetado no sangue da outra pessoa susceptível e a contamina. A vacina diminui o número de indivíduos contaminados de 9 a 45 anos. Portanto, os mosquitos continuam picando as pessoas, só que não há mais vírus nelas. Resultado: indiretamente todos ficamos protegidos. Menos vírus circulando na população, menos chance de todos nós, de todas as idades, pegarmos dengue.

    A vacina será distribuída gratuitamente pelo SUS?
    As autoridades estão discutindo o custo e o benefício de incluir a vacina no calendário nacional de imunização e de fazermos campanhas de vacina em massa, se for o caso. Não é uma decisão fácil, pois a vacina é cara: cerca de R$ 80,00 a dose.

    Esta é a única vacina que existe no mundo contra a dengue?
    Não. Aqui no Brasil o Instituto Butantan está desenvolvendo uma outra vacina e já está em fase final de estudo. Vamos aguardar para entender sua eficácia e custo.

    A vacina protege do Zika e Chicungunya?
    NÃO! Esta vacina só tem eficácia contra o vírus da dengue. Por isso, todos os cuidados para erradicar este mosquito letal devem ser mantidos.

    Esta vacina não é excelente, mas é o que temos hoje e que pode evitar casos graves e/ou hospitalizações por dengue.

    Eliminar o Aedes dos céus brasileiros ainda continua sendo uma meta (não impossível, quero crer) para este ano de 2016 que acaba de começar!