Categoria: Saúde

  • Repelente ou Protetor solar? Qual usar primeiro?

    Férias de verão!

    Isso significa viagens, calor, praia e piscina. O Sol e um céu azul são componentes essenciais deste cenário.

    O calor nos obriga a escolher roupas frescas, com braços e pernas expostos.

    Abrimos as janelas de nossas casas para o ar fresco da manhã entrar e climatizar os ambientes que ficaram fechados à noite. O ar abafado nos faz sair de casa para nos refrescarmos um pouco nas praias ou nas piscinas. À tarde, vem uma chuva de verão que refresca um pouco o ar para todos.

    São estas as características de nossos janeiros tropicais.

    No entanto, nos últimos anos, passou a fazer parte do céu dos verões brasileiros o Aedes aegypti, mosquito que sobrevoa, aos milhares, nossas paisagens e que pode carregar dentro de si 4 armas potencialmente letais: os vírus da febre amarela, dengue, zika e chikungunya.

    O Aedes aproveita as chuvas de verão para se proliferar em poças largadas pelo nosso descuido irresponsável. Aproveita o calor para entrar em nossas janelas abertas durante o dia, já que tem hábitos diurnos. E aproveita nossos braços e pernas desnudos para picar e eventualmente inocular um vírus em nossa corrente sanguínea.

    Portanto, todos precisamos nos proteger deste mosquito. Principalmente durante o dia.  Os repelentes são, por enquanto, uma providência eficaz, desde utilizados segundo os critérios seguros definidos nos rótulos das embalagens.

    O Sol, por outro lado, é forte nesta época e também exige proteção. Tomar Sol sem um protetor pode gerar efeitos na pele a curto prazo, isto é, as desconfortáveis queimaduras, que nos impedem de andar, sentar ou dormir. A longo prazo, o excesso de Sol pode causar, na pele, manchas ou doenças potencialmente graves como o câncer.

    Neste verão precisamos, portanto, nos proteger do dois:  do Sol e do Aedes.

    Então vem a dúvida: qual produto usar primeiro? O repelente ou o protetor solar? Podemos usar os dois juntos?

    A resposta é simples: use primeiro o protetor solar. Passe por todas as áreas expostas do corpo. Depois, espere de 15 a 30 minutos para a pele absorver bem. Só então utilize o repelente. Passe também em todas as áreas expostas.

    Lembrem-se que os mosquitos se afastam das pessoas por conta do cheiro do repelente. Por isso, este é o que deve ser usado por último.

    Fiquem atentos à validade dos produtos e sua durabilidade na água. Reapliquem sempre que indicado.

    Aproveitem o que o verão tem de melhor, sem mosquitos e sem queimaduras solares.

    Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/blog/doutora-ana-responde/1.html

  • Aedes aegypti: conheça-o e evite-o

    O Brasil está preocupado com o zika vírus e seu potencial patogênico. Autoridades de saúde externam uma correta posição cautelosa ante o desconhecimento científico que (ainda) cerca este agente infeccioso e seus efeitos no organismo humano.

    As redes sociais, por outro lado, repercutem e compartilham as mais variadas e contraditórias informações, procurando, cada uma, ganhar credibilidade científica das formas mais imaginativas possíveis. Todas, claro, garantido que a sua fonte é “quente”, segura e confiável.

    Boatos e mais boatos. Muita informação real mesclada com desinformação. E as pessoas que, com razão, buscam atualizações seguras, ficam perdidas no meio de tantas notícias.

    Fato é que esta é, no mundo, a primeira grande epidemia de zika vírus com este enorme e preocupante número de recém-nascidos afetados com microcefalia. Cientistas e pesquisadores estão estudando e procurando entender quem é esse vírus e seu potencial para causar doenças. Não há ainda respostas para tantas perguntas. Por isso a cautela é necessária.

    Mas temos suficientes informações sobre um agente fundamental nesta cadeia de transmissão: o Aedes aegypti, que é o mosquito vetor. Este mosquito é conhecido dos brasileiros desde o início do século passado. Já foi extirpado das nossas cidades, mas com urbanização caótica e desorganizada voltou com tudo. Hoje está espalhado por todo o território nacional e é capaz de transmitir 4 vírus: febre amarela, dengue, chikungunya e o zika.

    Se um extraterrestre chegasse aqui e procurasse entender este mosquito, afirmaria ser IMPOSSÍVEL que um organismo minúsculo e frágil como este pudesse causar tamanho transtorno, matando pessoas ou as deixando com sequelas para o resto da vida.

    Vamos entender. Deixamos água empoçada, onde a fêmea deposita seus ovos, que viram larvas e depois mosquitos adultos. Quem pica as pessoas é a fêmea. Uma fêmea é capaz de picar, em média, 300 pessoas durante sua vida. Quanto tempo dura a vida deste mosquito? APENAS 45 dias. Isso significa que neste período ela tem que picar alguém contaminado. Depois deve picar outra pessoa suscetível. Nesta picada é que inocula o vírus que carregou. Detalhe importante: a autonomia de voo do Aedes é muito pequena: APENAS de 50 a 100 metros ao redor de onde nasceu.

    Juntando tudo, parece impossível: um mosquito que voa num raio de APENAS de 50-100 metros ao redor de onde nasceu e que vive APENAS 45 dias tem que picar, neste período, uma pessoa contaminada para então passar para outras 300 pessoas, que é o número de picadas que dá ao longo de sua curta vida.

    É o que está acontecendo em todo o território nacional.

    Portanto, até que especialistas nos forneçam informações seguras e corretas, cientificamente embasadas sobre o comportamento do Zika, o melhor é nos precavermos das picadas do Aedes. Este “inimigo” conhecemos bem. Portanto:

    JAMAIS deixe água estocada em casa. Veja se os seus vizinhos estão colaborativos e também conscientes. Verifique espaços públicos perto de sua casa. Avise as autoridades competentes, caso necessário. Exerça seus direitos de cidadão.

    Coloque telas de proteção em portas e janelas da sua casa. Mosquiteiros nas camas e, principalmente, nos berços dos bebês.

    Use repelentes à base de icaridina, que é o mais seguro e eficaz.

    Eliminar o Aedes aegypti significa diminuir radicalmente o número de pessoas infectadas e doentes, com todas as complicações, mortalidade ou sequelas por dengue, febre amarela, chikungunya e zika. Faça sua parte.

  • Zika vírus e a Síndrome Paralisante de Guillain Barré

    O Zika vírus é o responsável pelo recente aumento do número de casos de microcefalia em nossos bebês. Isso, por si só, já é uma tragédia extremamente preocupante e exige um esforço do poder público e de todos nós para tentar conter a proliferação do Aedes aegypti, que é o mosquito transmissor deste vírus.

    Mas não é só isso. Estamos observando também, paralelamente, um aumento do número de casos de uma síndrome neurológica que paralisa os membros inferiores, podendo atingir segmentos superiores do corpo, levando, inclusive, a situações de gravidade como a paralisia da respiração. É conhecida como Síndrome de Guillain Barré.

    Esta síndrome não é nova. Mas sua associação com o Zika vírus, sim. Vamos entender o que significa.

    Já há algum tempo sabe-se que agentes infecciosos como vírus ou bactérias exigem um trabalho extra de nossas células de defesa. Quando somos infectados por um agente agressor, nosso “exército” imediatamente se mobiliza para nos defender. Em algumas pessoas, porém, pode-se desencadear uma reação paralela, onde a produção de anticorpos deflagra um mecanismo que nos faz produzir anticorpos contra nós mesmos. Exatamente assim. Isso é o que chamamos de reação “autoimune”. Na situação específica da Síndrome de Guillain Barré, os anticorpos produzidos causam a paralisia dos movimentos dos músculos da perna, impedindo as pessoas de andar. Se o quadro piorar, a paralisia pode atingir o sistema respiratório, fazendo com que a pessoa acometida necessite de respiração por meio de aparelhos, em uma UTI. Importante saber que esta síndrome paralisante é reversível na maioria dos casos. Pode acometer quaisquer pessoas, de quaisquer idades.

    O número de casos da Síndrome de Guillain Barré aumentou significativamente em 2015, especialmente nos estados mais acometidos pelo Zika vírus e já se estabeleceu uma relação entre os mesmos.

    Fato é que que vivemos, como apontam especialistas, uma tríplice epidemia no Brasil: dengue, Zika e Chikungunya. Todas transmitidas pelo mesmo vetor: o Aedes aegypti, um pernilongo que se prolifera em nossas casas, aproveitando-se do NOSSO descuido, do nosso lixo jogado e deixado indiscriminadamente à espera de uma água de chuva para servir de criadouro para milhares de pernilongos.

    Trancamos nossas portas e janelas. Evitamos ruas desertas e caminhos inseguros em determinadas horas. Nossos prédios têm “gaiolas” para maior segurança. No entanto, devemos também nos lembrar que os “inimigos” podem chegar voando pelo nosso descuido irresponsável.

    Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/blog/doutora-ana-responde/1.html

  • Um alerta: HIV triplica em jovens do sexo masculino

    Recentes dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde da Cidade de São Paulo apontaram que o número de novos casos positivos para o HIV triplicou em jovens do sexo masculino, entre 15 a 19 anos, nos últimos 10 anos. Importante salientar que, neste mesmo período, houve uma queda de 22% de novos casos na população geral. Acredita-se que esta tendência também esteja ocorrendo em outras cidades do Brasil.

    O que isto quer dizer? Significa que o vírus continua em circulação e que estes jovens rapazes não estão preocupados em se proteger. Não estão usando camisinha. Além disso, muito provavelmente desconhecem a possibilidade da profilaxia pós exposição.

    A doença AIDS ficou longe da realidade desta jovem galera. Os portadores do vírus recebem diariamente seu tratamento e – felizmente-  a carga viral em níveis baixíssimos permite a vida produtiva e com qualidade. A doença AIDS caiu no esquecimento e para eles categorizou-se como uma remota possibilidade improvável.

    Os jovens, que por natureza da própria idade sentem-se atraídos por desafios que os provem potentes super-heróis que tudo vencem, imbuídos da sensação de imortalidade, transam sem camisinha. Afinal, com eles nunca nada acontecerá. Triste engano. Os dados estão aí para provar que não se brinca com a vida.

    Resultado: estes rapazes, no auge de sua vitalidade física, para terem uma vida sem sobressaltos e internações hospitalares, devem tomar, todos os dias, sem falhas, antivirais. Problema: estes medicamentos têm efeitos colaterais desagradáveis, que geram extremo desconforto para muitos.

    Há que se divulgar também, para todos, homens e mulheres de todas as idades, a possibilidade da profilaxia pós exposição pelo HIV. Poucas pessoas têm conhecimento que, se tiverem exposição ou uma relação sexual suspeita, podem procurar um serviço público de saúde e receber um antiviral que os protegerá de uma possível contaminação pelo HIV. Quanto mais cedo procurarem o serviço de saúde melhor. Idealmente de 2 horas após a exposição até, no máximo 72 horas. Depois disso, a chance de proteção é muito pequena e não estará mais indicada.

    Estes dados precisam ser divulgados para todos, especialmente para moças e rapazes. Não só pelas autoridades de saúde, mas por todos nós. Exaustivamente. De preferência falando sua linguagem e utilizando as redes sociais e todas as mídias digitais, que são os meios pelos quais eles se informam do que acontece no mundo.

    Será que transar sem camisinha vale o resto da vida inteira tomando remédios?

    Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/blog/doutora-ana-responde/1.html

  • Afinal de contas, o que é o Zika vírus?

    É um vírus que chegou no Brasil em 2014. É muito pouco agressivo. Dá sintomas parecidos com os de uma gripe como febre intermitente, dores pelo corpo e algumas manchas vermelhas na pele que podem coçar. Depois de 3 a 7 dias, tudo some e a vida volta ao normal. Como os sintomas não levam a maiores desconfortos, muitos nem procuram o médico e nem sabem que tiveram o Zika vírus. E como não são feitos testes diagnósticos de rotina para o Zika, muitos dos que procuraram orientação médica receberam o famoso diagnóstico “é uma virose”. Os médicos acertaram! Em 10 dias as pessoas estavam espontaneamente curadas.

    Diferentemente dos vírus da dengue e da febre amarela, não há registros de mortes pelo Zika vírus. Mas semelhantemente aos vírus da dengue e da febre amarela, o Zika também é transmitido pelo mesmo mosquito: o Aedes aegypti.

    O Zika é para nós um vírus “novo” e por isso o estamos conhecendo melhor agora. No mundo todo, estudos NÃO demonstraram (ainda) a relação entre este vírus e a possibilidade de microcefalia em bebês. Por esta razão, este “surto” que atualmente observamos merece toda a atenção mundial e, enquanto isso, devemos todos permanecer em estado de alerta.

    TODOS NÓS. Não só as nossas gestantes e as que querem ser futuras mamães. Simples assim: eliminar este mosquito, evitando sua transmissão e consequentemente proteger nossos bebês é um dever de TODOS NÓS. Como fazer? Todos sabemos: evitar água estocada em casa. Se cada um fizer sua parte, nossos futuros bebês agradecerão.

    Para quem deseja engravidar, vale uma conversa com seu obstetra, levando em consideração todos os riscos e benefícios de aguardar um pouco, até que se tenham mais esclarecimentos e orientações atualizadas sobre a associação do Zika com microcefalia. Ponderem e tomem a melhor decisão.

    Para quem já está grávida, aqui vão 3 dicas:

    1. Coloque telas protetoras em todas janelas e portas da sua casa. Deixe-as sempre fechadas. O Aedes pode entrar durante o dia. Estas telas serão muito úteis, pois depois protegerão o bebê também. É um método de proteção totalmente inócuo para a saúde e extremamente seguro.
    2. Quando sair, use um repelente nas roupas e nas áreas expostas. O repelente indicado e eficaz contra o Aedes é o que contém a substância icaridina. Pode ser utilizado em gestantes, e tem uma duração de aproximadamente 10 horas.
    3. Sempre que o tempo e a temperatura ambiente permitirem, use roupas que cubram os braços e pernas. Não é nada fácil no verão, óbvio, mas mulheres são especialistas em arrumar soluções interessantes quando se trata de se arrumar e de se vestir.

    Curta sua gestação sem mosquitos por perto!

    Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/blog/doutora-ana-responde/1.html

  • A microcefalia pode ser provocada por vírus?

    O Ministério da Saúde decretou um alerta de emergência na semana passada, por conta do aumento do número de casos de bebês que nasceram com microcefalia em vários estados do Nordeste do Brasil: Pernambuco, Rio Grande do Norte, Piauí, Paraíba e Sergipe. Só em Pernambuco, para se ter um exemplo, o número de casos aumentou de uma média de 9 para 141. Por esta razão fala-se em um “surto” de microcefalia.
    O que é a microcefalia?

    É uma rara condição em que o crânio não cresce adequadamente dentro do útero. Com isso, o perímetro cefálico, que é medida da circunferência da cabeça do bebê, é menor que 33 cm. Importante notar que esta medida vale para os bebês de termo, isto é, que nasceram com mais de 37 semanas de gestação. Para saber se bebês prematuros têm microcefalia, os valores devem ser avaliados e considerados de acordo com a idade gestacional de cada um. 

    Quais as causas da microcefalia?
    A microcefalia pode ter causas genéticas ou ser consequência do uso de determinadas drogas, álcool ou contato com substâncias tóxicas durante a gestação. Mas pode também ser causada por agentes infecciosos, destacando-se a toxoplasmose ou alguns vírus como o da rubéola, herpes ou o citomegalovírus.

    Portanto, a microcefalia pode, sim, ser causada por vírus. Não se sabe ainda a real causa deste recente aumento de casos no Nordeste do Brasil. Porém, levando-se em conta que estes bebês foram concebidos no início do ano, quando estávamos enfrentando uma epidemia de dengue e observando o surgimento de outros vírus com os quais não tínhamos contato nem defesa, como o vírus chikungunya e zika, é bastante plausível imaginar que haja, de fato, uma associação entre estas situações: microcefalia e dengue, zika ou chikungunya. Note-se que várias das mães destas crianças referiram a presença de manchas vermelhas pelo corpo durante a gestação. Além disso, os sintomas destas doenças podem variar bastante, assemelhando-se, inclusive, aos de uma gripe.
    Importante lembrar que estes 3 vírus são transmitidos pelo MESMO mosquito: o Aedes aegypti. Portanto, é fundamental que, com a chegada do verão e das chuvas, as pessoas façam o que sabem que devem fazer para evitar a proliferação deste mosquito: evitar acúmulo de água empoçada em casa.
    Combater este mosquito é responsabilidade de cada um de nós. EVITEM deixar água acumulada em casa. Isso é essencial para a saúde de todos. Principalmente para a dos pequenos que ainda estão se formando no útero de suas mães.

    Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/blog/doutora-ana-responde/1.html

  • É possível comer o que eu gosto sem riscos para a saúde?

    Muita polêmica aconteceu no mundo inteiro, nas últimas semanas, quando a Organização Mundial de Saúde (OMS), órgão absolutamente idôneo e acima de qualquer suspeita, alertou  em alto e bom som que o consumo de carne processada – entenda-se: salsicha, bacon, linguiça e presunto, entre outras – aumenta a incidência  de câncer, especificamente do câncer de cólon e reto, mas  também de pâncreas e próstata.

    Mais uma com que se preocupar. Mais um grupo de alimentos que nos dá muito prazer e que entra para as listas dos “proibidos”, “não saudáveis” ou “evitem a qualquer custo”. Ou porque engordam ou porque causam doenças.

    Para os que gostam de uma boa e saborosa mesa, não está nada fácil. Afinal, já estão neste grupo – cada vez maior, diga-se – delícias como batata frita, pastéis, coxinhas, empadas, pizzas, bife à milanesa, picanha mal passada, hambúrguer, sorvetes, doces, bolachas recheadas, bolos, cup cakes, refrigerantes e muitos outros que literalmente dão “água na boca”. Sim, vamos combinar que por mais deliciosos que sejam, não dá para ter “água na boca” quando vemos brócolis, cenouras ou tomates fresquinhos.

    Pessoas comentam que ao invés de convidar amigos para almoçar ou jantar deveriam dizer: “vamos nos nutrir?”

    O que fazer para sobreviver em um mundo onde a propaganda e programas que estimulam o consumo de alimentos deliciosos invadem nossas casas cotidianamente, ao mesmo tempo em que somos instigados a ter um corpo esbelto, musculoso, sem nenhuma dobrinha de gordura assombrando nossos olhos? Mais ainda: como comer sabendo da possibilidade de que, por causa disso, poderemos adoecer cronicamente?

    Comer o que é gostoso é bom, prazeroso, agradável e faz bem para o espírito. Isso é um fato. Mas viver bem, com saúde, alegria e qualidade de vida, longe de hospitais e de remédios é essencial e o mais desejado por todos.

    Como conciliar? Só há uma forma: no ponto de equilíbrio. Exatamente assim: cada um tem seu corpo, sua genética, seu ambiente e seus hábitos de vida. Ninguém, absolutamente ninguém, mesmo que more na mesma casa e durma sob o mesmo teto, é igual. Somos fundamentalmente diferentes. Por isso, cada um tem que entender quem é, quais são as próprias fragilidades corpóreas que demandam mais cuidado, quais os exames que estão alterados, qual sua forma física, seu índice de massa corpórea e quais as vantagens biológicas que possui. Com base nisto, defina seu ponto de equilíbrio. Consuma o que for bom e saudável para você, permitindo-se, quando possível, o que não for considerado muito “correto”, com segurança e tranquilidade. Difícil pensar a vida sem uma batatinha frita, uma coxinha, um churrasco ou um cachorro quente de vez em quando, não é mesmo?

    Comer gostoso e nutrir-se saudavelmente é possível. A recomendação da OMS é um alerta apenas, e não uma proibição absoluta. Encontre seu ponto de equilíbrio nesta vida e siga feliz e saudável. Por muitos e muitos anos.

     

  • Um alerta: a gonorreia está mais difícil para tratar

    O medo de se contaminar com o HIV mudou os hábitos de muitas pessoas. O uso da camisinha tornou-se universalmente reconhecido como uma forma bastante eficaz para  evitar a contaminação por este e outros agentes causadores de doenças sexualmente transmissíveis (DST) .

    Resultado: a preocupação com a prevenção fez diminuir a incidência das DST. O tempo foi passando, a ciência evoluiu e os novos medicamentos atualmente disponíveis garantem a vida para muitos portadores deste vírus. Excelente!

    No entanto, para as novas gerações que não viveram o sofrimento dos que adquiriram Aids em uma época em que não existia tratamento, esta doença se coloca agora em uma remota e improvável dimensão que não ameaça sua realidade contemporânea. Com isso, todos relaxaram na prevenção, “esquecendo” de se proteger com a camisinha. A consequência não poderia ser outra: aumento das DST e, dentre elas, a outrora “inofensiva” e “facilmente tratável” gonorreia.

    Importante saber, no entanto, que a bactéria causadora da gonorreia também é um ser vivo e, portanto, também evolui na busca pela própria sobrevivência. Por isso voltou com tudo e muito mais agressiva. Exatamente assim: voltou muito mais resistente aos mais modernos antibióticos. Com isso, consegue se proliferar mais facilmente entre os que “esquecem” ou não fazem questão do preservativo. E está muito mais difícil de tratar.

    Dados do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças apontam que o número de casos de gonorreia aumentou 79% desde 2008 na Europa. Recentemente houve, na Inglaterra, um surto de gonorreia resistente a azitromicina, antibiótico comumente utilizado para tratá-la. No Brasil, a orientação lançada há alguns dias pelo Ministério da Saúde alterou o tratamento até então considerado padrão, contraindicando o uso da ciprofloxacina como droga de escolha nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, pela constatação de bactérias resistentes.

    Fiquem atentos aos sintomas: nos homens, um dos primeiros sinais é a dor para urinar. Na sequencia, pode surgir uma secreção purulenta que sai da uretra. Nas mulheres, porém, a gonorreia pode ser assintomática, isto é, sem nenhum sintoma aparente, ou se manifestar como um corrimento vaginal. Quando não tratada pode acometer as trompas e até levar à esterilidade. Esta bactéria também pode ser transmitida pelo sexo oral, levando a lesões na garganta. Se a secreção contaminada atingir os olhos, pode causar conjuntivite.

    Colocar a camisinha ainda é – e por muito tempo ainda será- a melhor e mais segura maneira para garantir sua saúde e, claro, sua capacidade para fazer sexo por muito mais tempo! Pense nisso!

     

  • “Receite um livro”

    Foi lançada, na semana passada, pela Sociedade Brasileira de Pediatria, em parceria com Fundação Maria Cecília Souto Vidigal e Itaú Social a campanha “Receite um Livro”.

    “Receitar” um livro? Como assim?
    Isso mesmo. Exatamente o que o nome sugere. A recomendação, portanto, é que todos os pediatras passem a “receitar” livros para crianças. Vale, inclusive, para os bebês que ainda não nasceram e estão confortáveis nas barrigas das mamães.

    Importante saber que esta recomendação, também indicada pela Academia Americana de  Pediatria desde 2014, está cientificamente embasada em descobertas da neurociência. Vamos entender porque é tão importante ler em voz alta para as crianças, inclusive para os bebês.

    Os bebês nascem com seus neurônios formados. Mas precisam se conectar. Exatamente como um computador que deve ter todas as suas conexões para funcionar mais agilmente. Estas conexões neuronais ou “neuroplasticidade”, são construídas ao longo do desenvolvimento na primeira infância, desde a concepção até os 6 anos de idade. Importante saber que são  os estímulos afetivos que a criança recebe neste período que promovem intensamente estas conexões. A leitura parental entra neste cenário como uma das atividades que mais fortalecem e promovem, portanto,  a neuroplasticidade.

    O bebê já possui a capacidade de escutar dentro do útero materno. Quando a mãe articula palavras ele se coloca na posição de ouvir. Isso significa que vai aprendendo, à sua maneira, a construir significados. Depois que nascem, este processo  continua de forma exuberante e é essencial para seu desenvolvimento cognitivo.

    A leitura é fundamental para a aquisição da linguagem, e consequentemente para a memória, estruturação mental de pensamentos, ideias e para a maior clareza de raciocínio.

    Mais importante: a leitura, quando executada em um ambiente prazeroso e afetivo, fortalece o vínculo com pais e cuidadores, trazendo inúmeras e incontáveis vantagens para a estruturação da personalidade da criança.

    Estimula o pensamento mágico dos pequenos, o que é essencial para o desenvolvimento de sua potencialidade criativa. Além disso, permite que a criança, junto com  pais ou cuidadores, vivencie emoções e sentimentos necessários para a sua estruturação psíquica como medo, angústia, alegria ou prazer.

    Vivemos na era dos brinquedos e aparelhos eletrônicos, extremamente valorizados pela sua contemporaneidade tecnológica. Mas NADA do que se inventou  foi capaz de substituir o bom e secular hábito da leitura para crianças.

    Simplesmente porque NENHUM brinquedo ou aparelho será capaz de substituir a entonação, a melodia, o carinho, o afeto  ou o calor da voz dos pais, avós ou cuidadores.

    Sigam esta receita universal e infalível de sucesso: leiam para seus filhos, todos os dias!

     

    Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/blog/doutora-ana-responde/1.html

  • Câncer de Mama – Sinais de alerta

    O mês de outubro fica da cor “rosa” em muitas lojas, roupas, revistas, redes sociais e nas várias plataformas digitais. Esta cor foi escolhida para fazer um alerta especial sobre o câncer de mama. Importante lembrar que os homens também podem apresentar câncer de mama. Mas com uma incidência estatística muito menor. Diferentemente das mulheres, onde ocupa o segundo lugar em termos de maior frequência diagnóstica, perdendo apenas para o câncer de pele.

    Pode acometer todas as faixas etárias, especialmente acima dos 40 anos. Por isso há que se ficar alerta, pois geralmente são as próprias mulheres que o percebem. E quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores as possibilidades de cura.

    Faça periodicamente, pelo menos uma vez por mês,  seu auto exame. Para as mulheres que ainda menstruam, os últimos dias da menstruação são uma boa dica, pois as mamas em geral estão mais flácidas e menos dolorosas. Palpe suas mamas e suas axilas. Observe-se de frente no espelho. Sem medo.

    Preste atenção  aos principais sinais de alerta:

    1. Presença de um ou mais nódulos, que em geral  tem a forma e consistência diferente do restante da mama. Estes nódulos podem ou não ser dolorosos.
    2. Nódulo ou inchaço nas axilas ou na região da clavícula. Por isso, além das mamas não se esqueça de palpar também suas axilas e a região que fica perto da clavícula.
    3. Mudança no tamanho ou no formato da mama. Veja se uma mama está maior que a outra ou se apresenta alguma região que pareça estar mais “inchada”.
    4. Vermelhidão ou coceira na pele da mama, especialmente ao redor do mamilo.
    5. Vazamento de líquido por um, ou pelos dois mamilos.
    6. Mudança ou inversão na posição do mamilo.
    7. . Alteração na textura da pele da mama. Por exemplo, a pele fica mais “enrugada” com aspecto de casca de laranja
    8. Dor constante nas mamas ou nas axilas.
    9. Qualquer um destes sinais, isoladamente, merece atenção e uma consulta imediata com seu médico.

    Além disso, lembre-se de que a partir de 40 anos você já pode fazer a mamografia rotineiramente, pois é um excelente e fundamental exame para detecção precoce.

    Não tenha receio de se auto examinar. Quanto mais cedo  detectar qualquer alteração, maior a chance de cura. Enfrentar o câncer é muito melhor do que ficar com medo e fugir dele. Ele sempre andará  na sua frente e dominará sua vida, se você não tomar nenhuma atitude. Outubro Rosa. Vale o alerta.

  • Qual é a pressão arterial considerada normal?

    Muitos falam “12 por 8”. Outros 120 por 80. Há quem diga “11 por 7” ou então “14 por 9”. Muitos números diferentes e muito potencial para confusão. Vamos entender qual é, afinal de contas, a pressão arterial considerada normal e como aferi-la corretamente.

    A medida da pressão arterial é normalmente aferida em mm de Hg (milímetros de mercúrio). Considera-se como pressão normal a medida que está entre 120 e 80 mm de Hg. Para simplificar, na rotina e prática clínica diárias os profissionais de saúde suprimem o último zero e corriqueiramente fala-se “12 por 8”. Portanto, 120 por 80 ou “12 por 8” querem dizer a mesma coisa e são os números que expressam a pressão arterial normal.

    Para entender com mais facilidade o que estes dois números significam, vamos imaginar que nossas artérias são como uma “estrada” onde a velocidade permitida para os carros situa-se entre 120 km/h e 80 km/h. Acima ou abaixo desta velocidade, considera-se potencial risco para acidentes; ou porque se está muito devagar ou muito rápido.

    A hipertensão arterial – ou pressão alta – associa-se a um risco maior de outras morbidades potencialmente fatais, como infartos agudos, derrames ou doenças renais, por exemplo.

    O estilo de vida de cada um também contribui para as elevadas taxas de hipertensos no mundo. O consumo exagerado de sal, sobrepeso e obesidade, vida sedentária e, claro, a predisposição genética tornam pessoas mais propensas à níveis altos de pressão sanguínea.

    Com o conhecimento amplo dos fatores de risco, a fácil possibilidade de aferição da pressão arterial pelos aparelhos disponíveis e o fácil alcance da população – especialmente se considerarmos que, nos dias de hoje, temos um arsenal terapêutico variado e eficaz – é incrível imaginar que 30% da população mundial é hipertensa. Entre os idosos, estes números podem chegar até a 50%.

    É importante salientar que para os que tem mais de 75 anos, os estudos indicam que podemos aceitar parâmetros um pouco mais elevados, como 140 por 90 mm de Hg ou 14 por 9. Mas só entre os idosos com mais de 75 anos. Para todos, vale o “120 por 80” ou “12 por 8”.

    Verifique, periodicamente, sua pressão arterial. Controle-a, com a devida e imprescindível orientação médica. Essa é uma “pressão” possivelmente controlável e que pode evitar riscos potencialmente fatais.

    Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/blog/doutora-ana-responde/1.html

     

  • O que você faz quando está com raiva?

    Você está no cinema prestando atenção, concentrado e emocionado com o filme. De repente algumas pessoas começam a conversar alto, nas cadeiras de trás, sobre outro assunto, impossível não ouvir, atrapalhando e desviando sua concentração. Você pede silêncio e, não obstante, a conversa alta continua. Você insiste no pedido, desta vez com a voz mais elevada e vigorosa. Recebe a seguinte resposta: “deixa de ser estressado”, em tom irônico, e a conversa, agora com risadas, continua. Qual sua atitude?
     a) levanta, começa a gritar em voz muito mais alta para eles “calarem a boca” e, se for o caso, avança e parte para a briga.

    b) levanta e muda de lugar.

    c) tenta contar até 10 e se concentrar novamente no filme.

    d) sem dirigir novamente a palavra às pessoas que incomodam, levanta e vai chamar o gerente do cinema para resolver a situação.

     Todos já sentimos raiva alguma vez na vida. Pelas mais variadas razões. Fato é que quando a raiva chega, por quaisquer causas, o organismo libera uma cascata de hormônios de estresse, destacando-se a adrenalina, que acelera os batimentos cardíacos e os movimentos respiratórios. As pupilas se dilatam e os músculos ficam tensos, preparados e com a potência necessária para iniciar uma luta. Num certo sentido, portanto, o sentimento de raiva “protege” nosso organismo e nos deixa mais fortes para fazer prevalecer o próprio território, seja ele de origem emocional ou material.

     Na natureza, lutar para se proteger é essencialmente vital. Nós, humanos, porém, evoluímos muito com a aquisição da racionalidade. É isso que nos diferencia de todos os outros seres vivos. Adquirimos a capacidade de pensar e, por conseguinte, a capacidade de entender com a razão as circunstâncias que nos cercam, inclusive as que nos instigam a lutar. 

     Há várias maneiras de se lidar com a raiva. No exemplo acima, quem respondeu a alternativa A optou por deixar a razão e o pensamento lógico de lado e deixar “o sangue subir à cabeça”, como popularmente se diz. Não é a melhor solução. O organismo preparado para a luta extravasa em gritos ou em socos e pontapés toda a adrenalina acumulada. Isso pode dar a sensação imediata de “alívio”. Mas os estragos posteriores podem durar para sempre e podem ser irreversíveis. E os riscos que se corre são enormes.

     Quem optou pela alternativa B conseguiu ter domínio emocional da situação e optou pelo caminho menos tortuoso. Fugiu da briga? Pode ser. Mas se estiver confortável com essa decisão, ainda mais se consegue se considerar superior aos “ridículos” que não estavam entendendo ao filme, tudo bem e tudo certo, desde que a adrenalina liberada não extravase em outro momento e com quem não teve nada a ver com isso.

     A alternativa C talvez seja a mais difícil. Exige uma capacidade de concentração e de domínio das próprias emoções que pouquíssimas pessoas têm, sem treinamento específico. Praticantes de meditação, altamente evoluídos e com controle do que pensam e sentem, os monges tibetanos conseguiriam facilmente fazer isso. Mas muito possivelmente não caberiam no exemplo, pois dificilmente estariam assistindo a um filme comum. Os que optaram pela alternativa D agiram com a razão pura e a lógica do mundo civilizado, onde as regras de convivência em sociedade devem ser cumpridas e preservadas sob quaisquer circunstâncias postas. Optou-se, aqui, pelo enfrentamento racional, onde os direitos civis de todos são mutuamente respeitados. Desde que os responsáveis pelo cinema tomem, com a autoridade que lhes é imputada, a atitude correta, claro, assumindo o controle da situação e retomando o silêncio da sala. Racionalizar as emoções não é fácil. Exige controle e treinamento. Use sua imaginação e veja como você pode conseguir isso. Vale a pena tentar.

    Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/blog/doutora-ana-responde/1.html

  • Entenda por que é importante impor limites em uma criança

    Muitos pais ficam aflitos e angustiados com a possibilidade de ter que de falar “NÃO” para seus filhos. Por muitas e variadas razões, que oscilam desde a sensação constante de culpa, um sentimento que aparece quando há ausência física e emocional evidentes no “cuidar” cotidiano, até a dúvida real sobre o efeito inibitório e limitante que a palavra “NÃO” exerce no desenvolvimento infantil. 

     

    Vamos esclarecer: crianças (e também os adolescentes e os adultos) têm absoluta necessidade do limite. Têm, portanto, NECESSARIAMENTE que ouvir a forte e sonora palavra “NÃO”. Impor limites é algo que os pais devem fazer desde sempre. Limitar o comportamento das crianças, ensinando-lhes regras básicas de convivência social, é fundamentalmente essencial e saudável. Isso mesmo. Por muitas razões, das quais salientam-se duas.

     

    Primeiro: convivemos em sociedade. Para termos nossos direitos como cidadãos assegurados, devemos esperar que todos respeitem as normas de civilização vigentes nas diversas culturas. Mais que isso, devemos ensinar as crianças que a pluralidade cultural é também uma regra a ser entendida e respeitada. O respeito ao outro é uma regra de ouro. Isso inclui uma série de regras de conduta que devem ser ensinadas desde a mais tenra idade. Limites, portanto. 

     

    Segundo: as crianças nos pedem limites. Exatamente. Pais e cuidadores são constantemente desafiados. Basta dizer que não se deve colocar o dedo na tomada e… Lá está o pequeno, engatinhando, olhando para o pai com o dedinho em riste em direção certeira à tomada na parede. Quando ouve de novo, pela enésima vez, a palavra “NÃO”, faz a leitura imediata: “Posso confiar nele. Manteve sua palavra”. E assim o aprendizado vai se construindo, dentro de uma relação de confiança em que a palavra “NÃO”, limitadora, deve necessariamente fazer parte do repertório. 

     

    Quanto aos efeitos dos limites no potencial criativo, vamos tomar um exemplo extremo. Mozart é considerado um dos maiores gênios criativos que a humanidade já conheceu. Faleceu com 35 anos e deixou mais de 600 peças, até hoje consideradas como excepcionalmente lindas. Este mestre da música clássica compôs boa parte de sua obra “preso” a uma regra de composição chamada “forma sonata”, que impõe limites bem definidos aos trechos de cada música. Isso inibiu seu instinto criativo? Claro que não. Quanto mais “engessado” em uma forma, mais procurou e achou soluções inovadoras que o imortalizaram.

     

    Os limites podem, portanto, nos fazer dar mais asas à imaginação e, com certeza absoluta, nos tornam pessoas melhores.

    Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/blog/doutora-ana-responde/post/impor-limites-para-criancas-pode-inibir-seu-potencial-criativo.html

  • Herdamos a experiência de vida de nossos pais?

    “Tal pai, tal filho” ou “filho de peixe, peixinho é”. Quem já não ouviu isso? Por muitas características físicas ou psicológicas semelhantes, nos vemos em nossos pais. Até ai, tudo certo, pois sabemos que deles herdamos nossos genes.
    No entanto, uma recente pesquisa científica, publicada no “Biological Psychiatry”, uma importante revista médica, demonstrou que podemos também herdar determinadas características relacionadas a fortes experiências de vida. Vamos entender.

     Os pesquisadores avaliaram o DNA de 32 judeus, homens e mulheres, que passaram por situações extremas e terríveis no horror que foi o Holocausto, durante a Segunda Guerra Mundial. Estas pessoas, submetidas às atrocidades, tiveram vários de seus genes de estresse modulados pelas experiências vividas. Resultado: passaram a liberar mais neurotransmissores e substâncias ativadoras de estresse e ansiedade.

     O estudo foi adiante e avaliou as características genéticas dos filhos destas pessoas. Descobriu que esta modulação ativadora dos hormônios do estresse foi transmitida aos filhos. Isso significa que as intensas experiências traumáticas vivenciadas pelos pais foram geneticamente transmitidas aos filhos.

     É importante saber, portanto, que o ambiente em que vivemos pode ou não ativar determinados genes. Isso quer dizer que nosso estilo de vida pode, sim, “acender” ou “apagar” determinadas características genéticas. As experiências vividas têm o incrível poder de ligar ou desligar os genes. Mais do que isso: estes genes que “ligamos ou desligamos” durante a vida podem ser transmitidos para nossos filhos, respectivamente, “ligados” ou “desligados”.

     Isso aumenta nossa responsabilidade individual. Herdamos nossos genes de nossos pais. Tudo certo. Mas nossas experiências individuais podem “acender” ou “apagar” alguns destes genes. E transmitimos isso aos nossos filhos.

    O que jamais conseguiremos apagar, no entanto, são as marcas da atrocidade humana cometidas ao longo da nossa história.

    Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/blog/doutora-ana-responde/post/herdamos-experiencia-de-vida-de-nossos-pais.html

  • Adoçante faz mal à saúde?

    Algumas substâncias são definitivamente polêmicas. Entra ano, sai ano, independentemente do número de novas pesquisas científicas que, acima de quaisquer suspeitas ou interesses econômicos apontem o contrário, muitos se recusam a mudar seus conceitos (ou pré- conceitos) e optam por seguir a fila dos que caem batendo sem nem querer entender o que o conhecimento científico tem a nos dizer. Os adoçantes certamente estão nesta lista “negra”, são rotulados como “vilões” da saúde e responsabilizados por tumores, diabetes, vários tipos de câncer, queda de cabelos e tudo mais o que se desejar falar. Vamos entender o que os trabalhos científicos e entidades acima de quaisquer suspeitas atualmente nos dizem sobre o consumo seguro de adoçantes. Para ajudar a quem quiser refletir sobre o assunto.

    Vivemos uma era de contradições: o mundo vive uma verdadeira “epidemia” de obesidade. Consumimos cada vez mais alimentos processados e, no contrapasso, o excesso de peso é antagônico ao modelo de beleza estética desejado por todos. Difícil situar-se no equilíbrio.

    Os adoçantes, ou edulcorantes, tornaram-se uma das formas pelas quais conseguimos consumir uma maior variedade de produtos gostosos sem ingerir calorias em excesso. Estão presentes em sucos, refrigerantes, doces, sorvetes, gelatinas e até no cafezinho diário, por opção própria de quem o utiliza.

    Os adoçantes são substâncias que tem um poder edulcorante muito potente. Isso significa que uma pequena quantidade já é suficiente para adoçar os alimentos de forma bastante satisfatória. Por isso é que a quantidade normalmente utilizada de adoçante, para se obter o mesmo sabor doce é muito menor do que a quantidade de açúcar branco. No cafezinho, por exemplo, apenas 3 gotas são suficientes.Estudos demonstram que não aumentam o apetite nem provocam ganho de peso. Apenas adoçam. São produtos químicos? Sim. Como tantos outros que normalmente consumimos no dia a dia.

    Fazem mal à saúde? Foram e continuam sendo exaustivamente estudados. Por todas as razões e interesses. E o que os estudos apontaram? Especialistas no assunto, de instituições insuspeitas como o FDA (Food and Drug Administration) dos Estados Unidos, do JECFA (Joint FAO/WHO Expert Committee on Food Additives) e do NCI (National Cancer Institute) dos Estados Unidos chegaram à conclusão de que os edulcorantes não causam câncer ou qualquer outro efeito adverso à saúde.
    Estas instituições estabeleceram, para cada adoçante, a IDA, isto é, a Ingestão Diária Aceitável, que é quantidade que se pode ingerir por dia com segurança e sem efeitos deletérios à saúde. A IDA do aspartame, por exemplo, é de 50 mg/kg de peso ao dia. Isso quer dizer que uma pessoa de 70 kg pode consumir com segurança até 3500 mg por dia. Isso é muito. Vamos fazer contas: considerando que um refrigerante adoçado com aspartame tem, em média, 40 mg de aspartame por 350 ml ( 1 lata), significa que este adulto de 70 kg poderia tomar até 80 latas por dia! Ou até 100 sachês de adoçante de mesa por dia, levando em conta os que tem 35 mg de aspartame por sachê. Lembrando que o aspartame tem um poder edulcorante 150 a 200 vezes maior que o açúcar, fica fácil imaginar que é muito difícil ultrapassar a IDA.
    Leia os rótulos dos produtos, e faça suas contas. A IDA da sacarose é de 5 mg/kg, a da sucralose de 15 mg/kg e a do acesulfame de potássio de 15 mg/kg/dia. Estes são alguns dados. Informe-se mais, continuamente e forme, com robustez, seriedade e consistência científica, sua opinião.

    Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/blog/doutora-ana-responde/post/adocante-faz-mal-para-saude.html

  • Sono e cansaço no meio de um dia de trabalho: é normal?

    Nada fácil sair da cama de manhã com a sensação de ainda ter muito sono para dormir. Um banho até ajuda a acordar. Café preto também. Mas basta sentar-se no trabalho ou iniciar as atividades do dia que em pouco segundos vem aquela sensação de exaustão e cansaço. Os olhos não se aguentam abertos. Focar a atenção vai ficando cada vez mais difícil e executar uma tarefa simples muitas vezes requer um esforço gigantesco. Fora o peso do corpo, que de repente parece ter uma tonelada. Quais as causas para tanto sono e cansaço?

    Vamos entender e, dentro do possível, tentar resolver.

    Primeiro passo: avalie suas horas de sono. Se você tem tempo suficiente para dormir uma média de 8 horas por noite e mesmo assim se sente extremamente cansado no dia seguinte, sugiro uma avaliação médica; pois há muitas causas orgânicas para a fadiga crônica. Se este não é o seu caso, passe para o segundo passo.

     

    Segundo passo: faça uma lista de todas as atividades, e seus respectivos horários, para as quais você se impôs dar conta todos os dias. Não se surpreenda ao perceber que há mais tarefas para cumprir em 24 horas do que sua capacidade humana aguenta. Resultado: repare como você necessariamente teve que optar por tirar das horas do seu sono o tempo para estar desperto fazendo uma coisa qualquer.

    Não pense que essa conta não chega mais tarde. Retirar 1 hora do seu  sono por noite significa retirar quase uma noite inteira do seu sono por semana. Faça mais contas: retirar 2 horas do seu sono por noite significa suprimir da sua vida 7 noites de sono por mês, ou seja, uma semana de sono a menos a cada mês!!! Já pensou nisso?

     

    O resultado a médio prazo você já sabe qual é: sono constante, cansaço crônico e incapacidade física e mental para suportar um dia normal de trabalho.

    Muitas pessoas, no entanto, podem contra-argumentar dizendo que a rotina é extenuante, pois precisam estudar e trabalhar ou ter dois empregos para viver. Pode ser. Mas dentro destes cenários, há que se priorizar também os momentos de sono, pois sua falta implicará, necessariamente, no baixo rendimento de todas as outras atividades, sem falar no comprometimento à própria saúde.

    Como fazer? Organize-se.

    Faça um planejamento de suas atividades, onde as horas de sono necessariamente devem ser entendidas como essenciais e não como um tempo descartável. Planeje dormir o tempo que precisar. Pelo menos duas  vezes na semana não tenha hora para acordar. Seria possível dormir por uma hora, mais ou menos, depois do almoço? Avaliar estas possibilidades com clareza e determinação fará surgir soluções não antes sonhadas.

    O sono é uma poupança que você faz para uma vida saudável. Não economize seu tempo de sono. Dormir é sua garantia de saúde a curto, médio e longo prazos.

    Sonhe. De preferência dormindo.

     

     

    Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/blog/doutora-ana-responde/autor/dra-ana-escobar/5.html

  • Campanha de vacinação contra poliomielite em Japeri

    A campanha de vacinação contra a poliomielite começa amanhã (15) e segue até o dia 31 de agosto. A Prefeitura de Japeri já preparou todos os detalhes para atender todas as crianças a partir de seis meses e menores de 5 anos. No município, as 11 unidades básicas de saúde estarão abertas no primeiro dia da ação, das 8h às 17h.

    A meta da campanha na cidade é vacinar pelo menos 7 mil crianças da faixa etária correspondente. Caso a procura exceda a expectativa, o município está preparado para atender a demanda.

    Endereço das Unidades Básicas de Saúde (UBS – Japeri)

    POSTOS ENDEREÇOS
    UBS Chacrinha Rua João Salgado, s/n° – Chacrinha
    UBS Delamare Av. Delamare, s/n° – Delamare
    UBS Benedicta Rosa da Conceição Rua Brasil, s/n° – Lagoa do Sapo
    UBS Nova Belém Rua Augusto Batista de Carvalho, s/n° – Nova Belém
    UBS Santa Amélia Rua Laura Cardoso, 61 – Santa Amélia
    UBS São Sebastião Rua Moacyr Ferreira, 14 – São Sebastião
    UBS Vila Central Rua Clair Antunes, s/n° – Vila Central
    UBS Alecrim Rua Roberto Bandeira, s/n° – Alecrim
    UBS Guandu Rua Eclipse, s/n° – Guandu
    UMEP Av. Tancredo Neves, s/n° – Mucajá
    UBS Japeri – Centro Rua Dr. Arruda Negreiros, s/n° – Centro – Japeri

     

     

  • Porque não conseguimos fazer dieta?

    Ter um corpo bonito, de acordo com os padrões de beleza atualmente vigentes, olhar-se no espelho e se enxergar perfeito com as roupas da moda é o desejo de muitos brasileiros.No entanto, os resultados da pesquisa Vigitel 2014 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), revelados pelo Ministério da Saúde apontam que mais da metade dos brasileiros (50,8%) está acima do peso. Os homens ganham: 56,5% tem sobrepeso. Dentre as mulheres, “apenas” 49,1%.
    Impossível conseguir perder peso? Não. Definitivamente não é impossível. Mas é extremamente difícil pois requer motivação, força de vontade e determinação inabaláveis, até mesmo para os que necessitam perder peso por razões de saúde. Não importa se são 3 ou 20 kg. A dificuldade, muitas vezes, está em começar.
    Perder peso não é uma questão simples para ser resolvida, decidida e, principalmente, seguida. Perder peso significa, para muitos, mudar hábitos essenciais e arraigados de vida.
    Se uma pessoa não se exercita regularmente é porque não gosta de se exercitar. Simples assim: não vê prazer em caminhar, correr, nadar ou ir à academia. Ter que incluir estes hábitos com a necessária rotina na prática de vida significa abdicar de tempo “livre” com uma obrigação que não lhe dá nenhum prazer. Não é fácil.
    Há quem não goste de legumes, verduras ou frutas e opte cotidianamente por alimentos que sabidamente engordam como frituras, doces, bebidas – cerveja ou refrigerantes, por exemplo – massas, pizzas ou salgadinhos. Se deseja perder peso, tem que mudar de hábitos e passar a consumir o que pode não lhe dar satisfação. Nem a sensação de saciedade. E muitos não conseguem lidar com isso.
    Definitivamente, perder peso não é fácil. Se fosse, o excesso de peso não seria problema para ninguém. A fórmula, todos sabemos: exercício e alimentação rigorosamente regrada. Não há dieta nem remédio milagroso que faça sentido sem o esforço de cada um.
    O primeiro passo para começar a perder peso, portanto, não é iniciar a semana com uma dieta e prática de exercícios. Há, primeiro, que se iniciar um processo interior, para avaliar a própria intenção, disposição e possibilidades concretas. O primeiro passo, portanto, é a decisão interna.

    Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/blog/doutora-ana-responde/autor/dra-ana-escobar/1.html

  • Aftas: Como lidar com elas?

    Começam em geral com um pontinho ardido na boca que rapidamente evolui para uma lesão branca ou um pouco amarelada, com bordas vermelhas,  geralmente na forma oval e com tamanhos variados, umas bem grandes, de até 1 cm de diâmetro, que ocupam regiões diversas da mucosa oral, especialmente na gengiva ou na parte interna dos lábios. Incomodam muito. Mais que isso: doem demais.

    As aftas são lesões em forma de uma úlcera rasa, que é uma ferida que “destrói” o epitélio superficial da mucosa, expondo ao ambiente  as camadas mais profundas, onde estão as terminações nervosas. Por isso as aftas são extremamente dolorosas. Ficamos, efetivamente, com os nervos “à flor da pele” ou, no caso, “ `a flor da mucosa oral”. Resumo: dor e desconforto.

    Qual é a causa das aftas?

    Não sabemos exatamente qual é a sua causa. Vários fatores e/ou situações podem contribuir para seu aparecimento. Dentre eles destacam-se: alimentos mais ácidos, como frutas cítricas, por exemplo; estresse físico ou emocional, hereditariedade,  baixa resistência imunológica, oscilação hormonal ( por isso são frequentes no período pré menstrual) e  deficiência de vitamina B12, ferro ou ácido fólico. Mulheres em geral são mais acometidas. Crianças também.

    Como tratar?

    Aí é que está o problema. Não existe um tratamento específico para as aftas. Há que se ter paciência e aguardar sua resolução espontânea, que acontece normalmente em 10 a 15 dias. A dor, que é o sintoma que mais desconforta, ocorre mais intensamente nos 4 primeiros dias. Depois disso, tende a diminuir bastante.

    Para atenuar o desconforto e evitar infecções secundárias por outros agentes infecciosos que habitam a mucosa oral, como fungos, por exemplo,  podem ser utilizadas algumas pomadas específicas,  SEMPRE com orientação do médico ou cirurgião dentista. Pomadas analgésicas ou anti-inflamatórias  podem também ser prescritas quando a dor for muito intensa ou quando há muitas lesões espalhadas.

    Bicarbonato de Sódio funciona?

    Colocar bicarbonato em cima da afta é prática comum. Mas cuidado! O bicarbonato pode irritar mais ainda. Por isso, é mais aconselhável fazer bochechos com meio copo de água e 1 colher de café de bicarbonato. Bocheche e cuspa depois. Evite engolir. O bicarbonato melhora a acidez da boca.

    Fique atento aos seguintes sinais:

    – Sangramento da mucosa oral, lesões que demoram mais de 3 semanas para melhorar, presença de febre, muitas lesões concomitantes e/ ou surgimento de aftas com muita frequência, isto é, mais de 3 crises por ano.

    Nestas situações procure um médico para uma avaliação mais detalhada, pois outras doenças podem se manifestar com lesões na cavidade oral.

    Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/blog/doutora-ana-responde/post/aftas-como-lidar-com-elas.html

  • Alerta de perigo para crianças: chupetas e mamadeiras customizadas.

    O que são chupetas ou mamadeiras customizadas?  Vamos entender. E evitar o uso. Falamos de chupetas ou mamadeiras trabalhadas ou enfeitadas com cristais, bijuterias ou quaisquer outros tipos de adornos. Podem ficar lindas, podem estar na moda, podem ser um diferencial… Mas também podem matar bebês ou crianças.
    Muitas mamães, vovós e famílias inteiras podem achar que o bebê fica muito mais “importante” e engraçadinho com uma chupeta ou mamadeira na boca, toda cheia de cristais coloridos e brilhantes formando um desenho personalizado. Grande e perigoso engano. O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) está fazendo um importante alerta: a customização altera totalmente os produtos originais, tornando-os OUTROS produtos, que NÃO obedecem às normas de segurança cuidadosamente estabelecidas e previamente definidas.

    Chupetas e mamadeiras devem ser regulamentados pela autarquia em conjunto com a Anvisa. Para tanto, estes produtos necessariamente devem atender a requisitos técnicos e regulamentações específicas para que possam ser devidamente aprovados na avaliação de conformidade para – só depois disso – serem liberados para a venda. Não importa, portanto, que o produto originalmente utilizado para a customização seja de uma marca de total confiança de todos. Depois que a chupeta ou a mamadeira se “enfeitam”, deixam de ter as características do produto aprovado. Perde totalmente a segurança.
    Resultado: uma pedrinha pode se soltar da chupeta, por exemplo, e causar um engasgo que pode ser fatal para o bebê. E quem garante que a cola utilizada para fixar os enfeites não possui alguma substância tóxica que vá afetar a saúde da criança? O mesmo em relação aos enfeites utilizados. Podem conter chumbo, por exemplo, cuja intoxicação causa danos importantes. Estes produtos são atualmente comercializados em lojas on-line ou em feiras de artesanato, por exemplo. Importante saber que o fornecedor de produtos customizados e não certificados está cometendo uma irregularidade e, portanto, está sujeito às penas da lei.

    Evite estes produtos. Lembre-se que o melhor presente que você pode dar ao seu filho é a sua segurança e saúde. Essa é a verdadeira beleza da vida.