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  • Suicídio em adolescentes e adultos jovens está aumentando no Brasil: quais seriam as razões?

    Dados divulgados pela BBC Brasil indicam que, entre 1980 e 2014, a taxa de suicídio entre jovens de 15 a 29 anos aumentou 27,2% no Brasil. Estes dados são preocupantes e merecem um olhar atento de todos nós.

    Por que os jovens brasileiros estão cometendo suicídio  no auge de sua juventude? Quais as razões que levaram estas pessoas a tirar a própria vida, justamente num momento mágico de descobertas, de crescimento físico e intelectual, de aptidões que afloram, de talentos que surgem, de paixões intensas, de conquista da própria liberdade, de tantas possibilidades que estão por vir?

    O assunto é sério e merece muita reflexão. Não há, obviamente, uma única razão que explique a angústia e o sofrimento intenso de quem decidiu por fim à vida. Se o ato do suicídio parece violento para quem está observando de fora, imaginem a intensidade do desespero interno de quem optou por essa atitude.

    A depressão está aumentando em toda a população, inclusive entre os mais jovens. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é o país campeão mundial do transtorno de ansiedade e somos o quinto em número de pessoas com depressão; o que significa aproximadamente 11,5 milhões de brasileiros.

    Doenças do corpo ou doenças da mente podem levar pessoas à morte. Cada uma de um jeito.  Depressão é uma doença que pode matar.  Parece mais fácil e aceitável compreender  que  um jovem venha a falecer vítima de uma doença como o  câncer, por exemplo. No entanto, compreender que um jovem, também vítima de uma doença como a depressão, tire a própria vida, num ato de extremo desespero é muito mais difícil, mesmo nos modernos dias de hoje. Ninguém “julga” ou considera “fraco” o jovem que morre vítima de câncer. Mas ainda há os que julgam e consideram um ato de fraqueza os que morrem vítimas de depressão. Sob o aspecto humano, temos ainda muito que evoluir.

    Por isso, há que se ficar atento aos sinais de depressão entre os nossos jovens. Cada um demonstra de um jeito. Tendência à solidão, um comportamento constantemente  mais introspectivo, falta de motivação, agressividade descontrolada, insônia ou, ao contrário, sonolência excessiva, são alguns de tantos sinais.

    Conversar abertamente, sem nenhum tipo de preconceito, saber escutar e procurar entender  o que se passa na cabeça de um jovem pode ser uma boa opção para começar. E hoje em dia há muitas possibilidades de tratamento que podem ajudar muito.

    O mundo está, de fato, mais difícil para os jovens. Não obstante toda a “revolução” tecnológica, toda a modernidade e instantaneidade da comunicação, o mundo está mais complicado para eles.

    As centenas de “amigos” que fazem nas redes sociais não dão conta de segurar o isolamento e a solidão que muitos jovens sentem. De fato, nas redes sociais, a regra geral é travestir-se no melhor   “personagem”  de si mesmo, com a melhor foto, em que todos aparecem bem sucedidos, fortes,  vigorosos, vencedores, passando pelo mundo com uma felicidade que nunca terá fim.

    Não é nada fácil sair do personagem criado e encarar o próprio “eu” frente a frente, tal como é: real, cotidiano, com tristezas, sofrimentos, pontos fracos, complexos e angústias tão naturais de todos os seres humanos.

    Mais difícil ainda talvez seja conversar com pessoas, amigos ou família,  sobre estes assuntos. A vida é muito corrida e ninguém parece querer saber de problemas.

    Além disso, a competitividade é intensa e explícita. Desde pequenas, as crianças tem suas agendas cheias de aulas e mais aulas extras, além das da  escola, para que estejam devidamente  “preparadas” para o mundo que as espera. Devem ser precocemente bilíngues, dominar um esporte, pertencer a uma “tribo” qualquer – pois qualquer tipo de comportamento diferente é motivo para bullying-
    e estar entre os primeiros alunos  de uma escola super bem pontuada no ranking nacional. A pressão é grande.

    A violência urbana, a que todos estamos expostos, ceifa momentos de descontração e de tranquilidade de todos. Não se pode andar ou perambular despreocupadamente pelas ruas. Não se pode ter um objeto de desejo, sem medo de ser assaltado. Ir e voltar das festas e baladas é motivo de preocupação dos pais. Há que se viver atento e em estado de tensão.

    O mundo não está fácil para ninguém. As dificuldades mais intensas podem desencadear processos depressivos nos jovens que podem ter consequências graves e extremas como o suicídio.

    Estar atento e conversar abertamente sobre todos os assuntos é o que podemos e devemos fazer. Sempre.

  • Qual é a sua expectativa de vida?

    Temos muitas expectativas na vida. Na verdade, passamos boa parte de nossa existência buscando satisfazer nossas expectativas. Mas ter uma expectativa de vida longa e principalmente com saúde, não depende só de cada um de nós. O “destino” pode ser determinante de muitas variáveis de uma equação que nos faz viver mais, com maior qualidade nos nossos dias da vida. Uma destas muitas variáveis depende do local geográfico em que nascemos. Exatamente isso.Nesta última quinta-feira dia 01/12 o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou a expectativa de vida dos brasileiros: 75,5 anos. Estamos indo bem, se considerarmos que em 1940 era de (apenas) 45,5 anos. No entanto, estamos indo mal, pois ainda estamos em 62a posição no ranking mundial.Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Japão é o país com maior expectativa de vida (83,7 anos) e, em segundo lugar, vem a Suíça, com 83,4 anos.Em todos os países, a expectativa de vida média das mulheres ( 73,8 anos) é maior que a dos homens (69,1 anos).O Brasil é um país continental e temos diferenças regionais importantes. Por isso, outra variável do “destino” é o Estado brasileiro em que se nasce. O Estado do Maranhão é o que tem a menor expectativa de vida: 70,3 anos. O Estado de Santa Catarina, por outro lado, é o que apresentou a maior esperança de vida: 78,7 anos. Na teoria é assim. Mas o “destino” pode de novo aparecer e atrapalhar todas as estatísticas. Basta que  um indivíduo irresponsável coloque o mínimo de combustível num avião que transporta pessoas de todas as idades, dentre as quais representantes de um time de Santa Catarina, jovens atletas com muitos sonhos  e muita esperança de uma vida com sucesso pela frente. O sonho, a esperança e as vidas terminaram, no seu florescer,  em destroços espalhados a alguns metros da pista.As descobertas científicas fazem nosso conhecimento médico progredir, objetivando aumentar e melhorar a qualidade de vida de todos. Isso é essencial e extremamente importante. Muitas doenças que antes eram fatais hoje já estão controladas.No entanto, de nada adianta ter conhecimento e tecnologia de última geração se as pessoas não tiverem acesso pleno e igualitário à saúde de qualidade máxima.Além disso, enquanto algumas pessoas forem dominadas pela ganância, visando apenas os próprios interesses, com total irresponsabilidade para com os outros, a esperança e as expectativas de muitas vidas acabarão irrecuperavelmente destroçadas. Vale para todos. Políticos, principalmente.

    http://g1.globo.com/bemestar/blog/doutora-ana-responde/

  • Tuberculose: ainda uma emergência global

    Imagine uma doença que tem as seguintes características:

    – descobrimos há mais de um século qual é o agente infeccioso que a causa;

    – mais que isso: temos a genotipagem completa deste agente causador;

    – existe uma vacina preventiva, já administrada para os bebês na maternidade, com 48 horas de vida, e que faz parte do calendário público de vacinação;

    – é transmitida pelo contato com a respiração de uma pessoa doente;

    – não depende, portanto, de mosquitos vetores que voam por todo o lado;

    – há tratamento eficaz para a grande maioria dos casos;

    – o tratamento leva à cura completa da doença.

    Difícil – ou quase impossível – imaginar que uma doença com estas características seja considerada, pela Organização Mundial de Saúde (OMS), no final do século XX, uma emergência global. Pois é. Estamos falando da tuberculose.

    Segundo a OMS, aproximadamente um terço da população mundial está infectada, neste início do século XXI, sendo que 80% dos casos ocorrem em apenas 22 países, entre os quais está o Brasil, que ocupa o 18o lugar. Em 2014, o mundo registrou 9,6 milhões de casos e 1,1 milhões de óbitos entre as pessoas HIV negativas.

    No Brasil, a tuberculose é a 3a causa de morte por doenças infecciosas e a 1a causa de óbito entre as doenças infecciosas definidas nos pacientes com AIDS.

    É importante ficarmos atentos aos sintomas desta doença para não perder tempo e iniciar o tratamento o mais rapidamente possível. Isso para evitar que a doença se espalhe, pois pessoas contaminadas – que não sabem ainda que o estão – persistem tossindo e contaminando pessoas susceptíveis.

    Os sinais são pouco significativos e não chamam muito a atenção no início: uma febre baixa, que acontece geralmente no final do dia, cansaço, mal estar, sensação de fraqueza, tosse, dor no corpo, suor noturno e inapetência.

    Estes sintomas, por serem muito inespecíficos, podem perdurar meses sem que a pessoa procure o médico. Muitos confundem este quadro com o cansaço e a correria do dia a dia e “vão levando” a vida.

    Com o passar do tempo, o cansaço e o mal estar vão se acentuando, o emagrecimento se torna mais evidente e a tosse, mais persistente, pode se apresentar com sangue.

    O diagnóstico é feito com o RX e exames de escarro, onde se detecta o bacilo causador da tuberculose, descoberto por Koch, no final do século XIX.

    O tratamento da tuberculose é longo. Dura no mínimo 6 meses e é feito com uma combinação de até 4 antibacterianos que devem ser tomados todos os dias. Este é um dos problemas. Muitas pessoas, quando se sentem um pouco melhor, abandonam o tratamento. Isso é grave, não só pelo fato de que ainda não estão curadas mas também porque pode levar à resistência do bacilo.

    Hoje em dia a tuberculose resistente é um dos problemas que mais preocupa autoridades de saúde no mundo inteiro.

    Nem sempre o conhecimento científico é suficiente para acabar com uma doença. Se não fizermos uma outra importante  parte, o que significa garantir melhores condições de vida para as pessoas deste planeta, de nada adianta saber tudo. A tuberculose está aí para nos jogar isso na cara.

    Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/blog/doutora-ana-responde/

  • Dicas práticas para o uso de repelentes

    Está chegando a temporada do calor, chuva e a água que se vai acumulando nos restos de lixo deixados pelo descuido irresponsável: eis aí a combinação ideal para a proliferação dos mosquitos que transmitem as já conhecidas doenças – febre amarela, dengue, zika, e chicungunya-  que nos acometem e podem matar.

    O grande problema é que de tanto que se fala e já se falou nisso, ninguém mais presta  a devida atenção. Como se tudo fizesse parte da nossa vida de todo o dia e, portanto, fazer o quê?

    Neste caso, a primeira e mais urgente providência a tomar é afastar da cabeça este tipo de pensamento conformista. Há, sim, muito o que fazer. Cuidar de não deixar água acumulada e usar repelentes são duas excelentes formas para garantir a saúde e a vida: não só a sua, mas também  a das pessoas que vivem perto de você.

    Por isso, aqui vão 10 dicas práticas de como usar corretamente os repelentes:

    1. Aplique o repelente em todas as áreas expostas do seu corpo. Exatamente como se você estivesse se “pintando” com uma tinta colorida qualquer. Nenhum milímetro de pele pode ficar sem a proteção. Para isso, utilize a quantidade de repelente suficiente. Não desperdice nem economize demais.

    1. Evite o contato do repente com os olhos, nariz e boca. Uma boa dica para passar no rosto é colocar o repelente nas mãos e na sequencia aplicar com cuidado na face.

    1. Se for usar maquiagem ou protetor solar, coloque-os primeiro. O repelente deve ser aplicado depois.

    1. Evite utilizar o repelente na hora de ir para a cama. O atrito da pele com o lençol pode tirar a proteção do repelente. Além disso, o lençol funciona como uma barreira ao cheiro do repelente, que deve evaporar ao seu redor. Você supõe estar protegido e pode ser picado. Por isso, à noite, para dormir, utilize telas nas janelas, mosquiteiros ou protetores de parede.

    1. Alguns repelentes podem ser utilizados nas telas, mosquiteiros e nas roupas.

    1. Os repelentes devem ser reaplicados com a frequência determinada pelo fabricante. Leia no rótulo da embalagem.

    1. Reaplique o repelente se você entrou na água ou se suou demais.

    1. USO EM CRIANÇAS: siga as instruções do fabricante e as orientações do seu pediatra quanto às faixas etárias indicadas para o uso dos repelentes. Lembrem-se que bebês com menos de 2 meses de idade NÃO devem utilizar estes produtos. Para eles, a proteção com telas e mosquiteiros nos berços é a mais indicada.

    1. IDOSOS, GESTANTES e PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS: converse com o médico para assegurar que nenhum problema de saúde específico impede o uso dos repelentes. Em geral, estão liberados para todas as pessoas. Não esqueça de reaplicar sempre que necessário.

    1. Evite o uso de perfumes. Os insetos são atraídos por cheiros interessantes e podem chegar mais perto de você.

    Vale lembrar que os 3 tipos de repelentes recomendados pela OMS são os que contém como princípio ativo a Icaridina, DEET ou IR3535.

    Nunca se conforme com doenças que podemos evitar.

    Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/blog/doutora-ana-responde/

  • Dra. Ana fala sobre conjuntivite: dá para evitar?

    Começa com a sensação de um incômodo ocular, como se houvesse um cisco, uma “poeira” que nos obriga a piscar várias vezes. Em pouco tempo, a conjuntiva, isto é, a membrana que envolve a parte externa dos olhos e o interior das pálpebras, vai ficando cheia de vasos congestos, o que lhe dá a cor vermelha característica de que algo não está bem. Arde, coça e dói. As pálpebras incham e junto com tudo isso aparece aquela secreção amarela, um catarro, que gruda os olhos e atrapalha a visão. Aumenta o lacrimejamento. A luz do dia incomoda. Dá vontade de ficar com os olhos fechados. Pode acometer um olho só, ou ambos, não necessariamente ao mesmo tempo.

    Estes sintomas, com maior ou menor intensidade, caracterizam a conjuntivite!

    A lágrima é um lubrificante fundamental e obrigatório. Constituída por água, sais minerais (por isso é salgada) e gordura, é uma excelente defesa dos olhos. Por isso piscamos incontáveis vezes ao dia. No inverno, com os dias mais secos e poluídos, nossos olhos também ressecam e ficam muito mais expostos a processos alérgicos ou  agressões infecciosas.

    Dá para diferenciar a conjuntivite infecciosa da alérgica?
    Sim. A conjuntivite por alergia se caracteriza pela intensa coceira. As pálpebras em geral incham bastante e os olhos ficam vermelhos. Não há secreção amarelada, a não ser que haja uma contaminação secundária. Na conjuntivite alérgica, é essencial descobrir quem é  o alérgeno responsável que provoca a reação.  Limpar, hidratar e evitar coçar são as orientações mais evidentes. Há colírios antialérgicos, mas só o médico é que pode indicar.

    Dá para saber se a conjuntivite infecciosa é causada por vírus ou por bactérias?
    Sim. A conjuntivite viral em geral deixa os olhos extremamente inchados e vermelhos. Pouca secreção amarela. Incomoda demais, o lacrimejamento é intenso e a sensação de ter poeira nos olhos é bem forte. Leva em média uns 15 dias para melhorar. O tratamento é dirigido ao alívio dos sintomas, com compressas frias e colírios lubrificantes. A conjuntivite bacteriana, por sua vez,  se caracteriza pela produção de bastante secreção amarelada, muito inchaço e vermelhidão. O tratamento é feito com colírios antibióticos indicados pelo médico. Dura em média de 7 dias para sarar.

    Conjuntivite é contagiosa? Por quanto tempo?
    As conjuntivites causadas por vírus ou por bactérias são bastante contagiosas. Por isso, crianças com conjuntivite não devem frequentar escolas, creches e muito menos berçários. Adultos devem evitar contato próximo com outras pessoas. As conjuntivites infecciosas são contagiosas enquanto os sintomas agudos persistirem, o que pode levar de 7 a 14 dias.

    Como evitar a conjuntivite?
    A conjuntivite em geral passa pelas mãos ou objetos contaminados com as lágrimas ou secreções. Normalmente  não prestamos atenção quantas vezes, ao longo do dia, colocamos as mãos nos olhos. Inúmeras. A mucosa ocular é muito sensível. Por isso, a melhor forma de prevenção ainda consiste na lavagem constante das mãos e em se policiar para não colocar as mãos nos olhos.

    Vamos às dicas:

    1. Lave as mãos. Sempre e com frequência. Especialmente depois de frequentar locais onde muitas pessoas colocaram as mãos como, por exemplo, o transporte público.

    2. Fique ligado e atento: evite coçar os olhos com a mãos. Nem pense em fazer isso com as mãos sujas.

    3. Evite compartilhar toalhas de rosto, maquiagens, óculos ou outros objetos de uso pessoal.

    4. Use óculos de proteção em piscinas ou se você tem alguma atividade que possa agredir os seus olhos.

    5. Mantenha seus olhos hidratados. Lave-os com soro fisiológico. Se preciso, use colírios lubrificantes com indicação do seu médico.

    Enxergue sempre a vida com bons e saudáveis olhos!

  • Dr. Ana fala sobre o uso da tecnologia. Pode diminuir nossa inteligência?

    Quando se precisa ir de um canto a outro, ninguém mais hesita: liga o celular, clica o destino e em segundos surge na tela a melhor opção de caminho, com a quilometragem e o tempo gastos no percurso. Tudo o que temos a fazer é seguir as orientações, sem nenhum esforço.

    Aplicativos existem com as mais variadas e incríveis funções: identificam e indicam as músicas de que você mais gosta; afinam, com a maior facilidade, os seus instrumentos musicais e vão muito mais longe: são até capazes de encontrar seu par “romântico” para um encontro quando surge na tela a palavra “match”. Grupos de “amigos”  virtuais se comunicam por meio de infinitas mensagens, fotos ou vídeos, gastando um tempo precioso – que muitos afirmam não ter – de pessoas que nem sequer se  conhecem direito e que, por exemplo, jamais sairiam juntas para jantar.

    Os eletrônicos e seus fabulosos aplicativos têm como objetivo essencial facilitar nossa vida tornando-a mais ágil, mais dinâmica, mais eficaz e mais produtiva. Estima-se, claro, que tudo isso a torne também mais inteligente e feliz. Mas nem sempre é assim que acontece.

    Vale uma reflexão: se, por um lado, a utilização de toda esta tecnologia fascinante e encantadora nos atrai impulsiva e conscientemente, por outro há que se ter em mente que ela também pode nos “emburrecer”. Exatamente assim. A tecnologia veio para ajudar e simplificar. Mas isso também pode significar que esta “facilitação” nos impele  pensar menos. Nossas decisões deixam de ser nossas. Apenas seguimos as orientações da telinha, sem esforço e sem gastar nossas sinapses, conexões neuronais ou neurotransmissores. Importante vigiar-se para que, de soberanos, não passemos à condição de escravos.

    O cérebro precisa e deve ser exercitado. Sempre e cotidianamente, com as pequenas ou grandes decisões e atitudes do dia a dia. Precisamos pensar. Precisamos lembrar de não esquecer. Para isso, aqui vão algumas dicas que podem parecer óbvias mas que com certeza nos ajudam a agilizar e aprimorar nossa memória e nossa  capacidade de raciocinar.

    1. Decore os telefones das pessoas mais próximas de você. Ao invés de clicar o nome, digite os números. E procure decorar também o dos seus amigos nem tão próximos assim. Há 30 anos fazíamos assim. E funcionava muito bem.

    2. Imagine e determine o trajeto do carro de um ponto a outro. Elabore mentalmente mais de uma possibilidade de caminho. Exercite seu raciocínio espacial. Depois que você fizer isso, aí tudo certo conferir no aplicativo para definir por onde tem menos trânsito.

    3. Tente fazer pequenos e cotidianos cálculos matemáticos de cabeça. Por exemplo, em um restaurante, não use a máquina de calcular para dividir a conta. Faça-a de cabeça.

    4. Exercite sua memória: tente lembrar o que você comeu ou vestiu há 7 dias atrás. Faça isso com frequência. Desafie seus amigos a fazê-lo também.

    5. Leia. A leitura é uma das formas mais sólidas de exercício mental. Mais eficaz ainda é contar depois para alguém as histórias interessantes lidas e elaboradas.

    Os eletrônicos e aplicativos são fantásticos. Use-os, com certeza. Mas não deixe de exercitar seu raciocínio. Use seu cérebro. Quanto mais, melhor fica.

  • Afinal de contas, o que é o Zika vírus?

    É um vírus que chegou no Brasil em 2014. É muito pouco agressivo. Dá sintomas parecidos com os de uma gripe como febre intermitente, dores pelo corpo e algumas manchas vermelhas na pele que podem coçar. Depois de 3 a 7 dias, tudo some e a vida volta ao normal. Como os sintomas não levam a maiores desconfortos, muitos nem procuram o médico e nem sabem que tiveram o Zika vírus. E como não são feitos testes diagnósticos de rotina para o Zika, muitos dos que procuraram orientação médica receberam o famoso diagnóstico “é uma virose”. Os médicos acertaram! Em 10 dias as pessoas estavam espontaneamente curadas.

    Diferentemente dos vírus da dengue e da febre amarela, não há registros de mortes pelo Zika vírus. Mas semelhantemente aos vírus da dengue e da febre amarela, o Zika também é transmitido pelo mesmo mosquito: o Aedes aegypti.

    O Zika é para nós um vírus “novo” e por isso o estamos conhecendo melhor agora. No mundo todo, estudos NÃO demonstraram (ainda) a relação entre este vírus e a possibilidade de microcefalia em bebês. Por esta razão, este “surto” que atualmente observamos merece toda a atenção mundial e, enquanto isso, devemos todos permanecer em estado de alerta.

    TODOS NÓS. Não só as nossas gestantes e as que querem ser futuras mamães. Simples assim: eliminar este mosquito, evitando sua transmissão e consequentemente proteger nossos bebês é um dever de TODOS NÓS. Como fazer? Todos sabemos: evitar água estocada em casa. Se cada um fizer sua parte, nossos futuros bebês agradecerão.

    Para quem deseja engravidar, vale uma conversa com seu obstetra, levando em consideração todos os riscos e benefícios de aguardar um pouco, até que se tenham mais esclarecimentos e orientações atualizadas sobre a associação do Zika com microcefalia. Ponderem e tomem a melhor decisão.

    Para quem já está grávida, aqui vão 3 dicas:

    1. Coloque telas protetoras em todas janelas e portas da sua casa. Deixe-as sempre fechadas. O Aedes pode entrar durante o dia. Estas telas serão muito úteis, pois depois protegerão o bebê também. É um método de proteção totalmente inócuo para a saúde e extremamente seguro.
    2. Quando sair, use um repelente nas roupas e nas áreas expostas. O repelente indicado e eficaz contra o Aedes é o que contém a substância icaridina. Pode ser utilizado em gestantes, e tem uma duração de aproximadamente 10 horas.
    3. Sempre que o tempo e a temperatura ambiente permitirem, use roupas que cubram os braços e pernas. Não é nada fácil no verão, óbvio, mas mulheres são especialistas em arrumar soluções interessantes quando se trata de se arrumar e de se vestir.

    Curta sua gestação sem mosquitos por perto!

    Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/blog/doutora-ana-responde/1.html

  • O que é Síndrome de Down

    A síndrome de Down (SD) é uma alteração genética produzida pela presença de um cromossomo a mais, o par 21, por isso também conhecida comotrissomia 21.

    A SD foi descrita em 1866 por John Langdon Down. Esta alteração genética afeta o desenvolvimento do individuo, determinando algumas características físicas e cognitivas. A maioria das pessoas com SD apresenta a denominada trissomia 21 simples, isto significa que um cromossomo extra está presente em todas as células do organismo, devido a um erro na separação dos cromossomos 21 em uma das células dos pais. Este fenômeno é conhecido como disfunção cromossômica. Existem outras formas de SD como, por exemplo: mosaico, quando a trissomia está presente somente em algumas células, e por translocação, quando o cromossomo 21 está unido a outro cromossomo.

    O diagnóstico da SD se realiza mediante o estudo cromossômico (cariótipo), através do qual se detecta a presença de um cromossomo 21 a mais. Este tipo de análise foi utilizado pela primeira vez em 1958 por Jerome Lejeune.

    Não se conhece com precisão os mecanismos da disfunção que causa a SD, mas está demonstrado cientificamente que acontece igualmente em qualquer raça, sem nenhuma relação com o nível cultural, social, ambiental, econômico, etc. Há uma maior probabilidade da presença de SD em relação à idade materna, e isto é mais freqüente a partir dos 35 anos, quando os riscos de se gestar um bebê com SD aumenta de forma progressiva. Paradoxalmente, o nascimento de crianças com SD é mais freqüente entre mulheres com menos de 35 anos, isto se deve ao fato de que mulheres mais jovens geram mais filhos e também pela influência do diagnóstico pré natal,que é oferecido sistematicamente  às mulheres com mais de 35 anos.

    Como a SD é uma alteração cromossômica, é possível realizar um diagnóstico pré natal utilizando diversos exames clínicos como, por exemplo, a amniocentese (pulsão transabdominal do liquido amniótico entre as semanas 14 e 18 de gestação) ou a biópsia do vilo corial (coleta de um fragmento da placenta). Ambos os exames diagnosticam a SD e outras cromossopatias.

    Recentemente a prática médica tem incorporado métodos para a determinação do risco de ter um filho com SD, como por exemplo, o exame bioquímico, que se realiza mediante a avaliação dos níveis de substâncias químicas no sangue materno alteradas no caso da SD. Este exame se realiza entre a semana 14 e 17. A ultrassonografia também pode colaborar para detectar a SD, através dos marcadores ecográficos, principalmente da prega nucal, que pode ser medida a partir da décima semana de gestação. Estas últimas intervenções não são consideradas diagnósticas, para isso é necessário realizar os exames mencionados em primeiro lugar.

    Embora as alterações cromossômicas da SD sejam comuns a todas as pessoas, nem todas apresentam as mesmas características, nem os mesmos traços físicos, tampouco as malformações. A única característica comum a todas as pessoas é o déficit intelectual. Não existem graus de SD; a variação das características e personalidades entre uma pessoa e outra é a mesma que existe entre as pessoas que não tem SD.

    Cerca de 50% das crianças com SD apresentam problemas cardíacos, algumas vezes graves, necessitando de cirurgia nos primeiros anos de vida.

    A intervenção médica pode acontecer com a finalidade principal de prevenção dos problemas de saúde que podem aparecer com maior freqüência na SD. Queremos destacar que a SD não é uma doença e sim uma alteração genética, que pode gerar problemas médicos associados.

    Devemos olhar a pessoas com SD em sua singularidade, para que possa ter um pleno desenvolvimento enquanto sujeito.
    Fonte: http://www.fsdown.org.br/sobre-a-sindrome-de-down/o-que-e-sindrome-de-down/